Nao Conto Detalhes e muito menos
Deus é justo e nos ama, se ele permite que algo aconteça é para o nosso bem, mesmo que não entendamos. Ora, se o carnaval acontece todos os anos e traz alegria para milhões de pessoas do mundo inteiro, até para muitos que não são foliões, como pode ser coisa do Diabo?
Idelmar Pires
A literatura brasileira, quando observada em sua profundidade, revela não apenas estilos e escolas, mas sobretudo investigações sobre a natureza humana. Ao percorrer autores centrais como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Drummond, Graciliano, Cecília Meireles, Jorge Amado e João Cabral de Melo Neto, percebe-se que cada um deles, à sua maneira, construiu um modo singular de enxergar o mundo e o homem.
Em Machado de Assis, a razão humana e a hipocrisia não aparecem como opostos, mas como um contínuo. Quanto mais o autor investiga os mecanismos da razão, mais expõe as camadas de dissimulação que sustentam as relações sociais. Sua literatura não nega a inteligência humana, mas revela como essa inteligência frequentemente serve para justificar interesses, mascarar intenções e sustentar aparências. Assim, a análise psicológica machadiana não conduz à exaltação da racionalidade, e sim ao desvelamento de suas ambiguidades morais.
Clarice Lispector, por sua vez, constrói uma escrita em que lucidez e angústia coexistem de forma inseparável. Em A Hora da Estrela, a personagem Macabéa vive uma existência marcada pela dor e pela invisibilidade, mas sem plena consciência disso. A autora, no entanto, possui a lucidez de enxergar essa condição e, justamente por enxergá-la, experimenta a angústia. A escrita clariceana revela esse descompasso entre a vida vivida e a consciência da vida, mostrando que a lucidez sobre o sofrimento alheio pode ser uma forma profunda de inquietação.
No universo de Guimarães Rosa, o sertão ultrapassa a geografia e se torna um território psicológico e metafísico. Quando se afirma que “o sertão é do tamanho do mundo” e que ninguém o conhece por inteiro, sugere-se que a vida humana é feita de veredas parciais, de caminhos incompletos. A linguagem regional reinventada por Rosa não é apenas recurso estilístico, mas uma forma de deslocar o centro da linguagem e explorar a complexidade da experiência humana. O sertão, assim, torna-se metáfora da própria existência: vasto, desconhecido e atravessado por pequenas trilhas de compreensão.
Lima Barreto escreve a partir de uma lucidez que, ao desmascarar as estruturas sociais, inevitavelmente gera revolta. Sua crítica à República e ao nacionalismo ufanista revela um país marcado por contradições e fragilidades. A lucidez literária, nesse caso, não é neutra; ela expõe e, ao expor, denuncia. A revolta surge como consequência da percepção aguda das falhas estruturais e da distância entre o ideal proclamado e a realidade vivida.
Carlos Drummond de Andrade reúne ironia e melancolia em uma poesia que reflete a crise do indivíduo moderno. Ao questionar o sentido da poesia em um mundo instável e muitas vezes insano, o poeta revela tanto desencanto quanto consciência crítica. Sua ironia funciona como mecanismo de distanciamento, enquanto a melancolia evidencia a percepção de um mundo em transformação e, por vezes, em decadência.
Em Graciliano Ramos, a secura estilística é simultaneamente estética e existencial. A economia de palavras e a dureza narrativa refletem a vida marcada pela pobreza e pela sobrevivência no sertão. A forma seca não é apenas escolha literária; ela corresponde a uma realidade igualmente árida. Contudo, ao transformar a miséria em linguagem literária, surge também a tensão entre representar o sofrimento e estetizá-lo, evidenciando a complexidade ética da escrita sobre a pobreza.
Cecília Meireles constrói uma poesia profundamente espiritual e melancólica, marcada pela reflexão sobre o tempo, a finitude e a transitoriedade da vida. Seu lirismo volta-se para dimensões mais contemplativas e menos materiais da existência, privilegiando o efêmero e o metafísico. Em contraste com a poesia de Drummond, mais ancorada no mundo concreto, a escrita de Cecília enfatiza uma interioridade que, embora bela, por vezes se afasta da materialidade social.
Jorge Amado, ao retratar o povo brasileiro, busca celebrá-lo em sua vitalidade, sensualidade e força coletiva. No entanto, essa celebração pode também revelar fragilidades estruturais, expondo um universo popular atravessado por contradições. A alegria e o colorido narrativos convivem com uma realidade social complexa, em que a exaltação do cotidiano popular pode evidenciar tanto resistência quanto precariedade.
João Cabral de Melo Neto demonstra que a emoção não depende do sentimentalismo. Sua poesia racional e precisa, especialmente em Morte e Vida Severina, constrói uma emoção verdadeira por meio da estrutura e da clareza. A experiência do retirante nordestino e a sucessão de mortes ao longo do caminho produzem impacto afetivo não pelo excesso de lirismo, mas pela precisão formal. A racionalidade cabralina revela que a emoção pode emergir da lucidez e da construção rigorosa do poema.
Entre todos esses autores, Machado de Assis se destaca como um dos mais lúcidos na investigação da natureza humana. Sua obra desmonta as aparências sociais e revela a complexidade moral dos indivíduos. Ao expor a hipocrisia e as ambiguidades das relações, ele constrói uma visão aguda e duradoura da sociedade. Sua lucidez permanece atual porque continua a revelar mecanismos universais do comportamento humano, mostrando que, por trás das convenções e discursos, persistem contradições profundas e permanentes.
+Q Atores
Entre o bem e o mal, não passamos de representantes de um ou de outro. Impossível não escorregar entre uma representação e outra, o que nos torna imperfeitos, mas é nesta imperfeição que exercemos o livre arbítrio e definimos com as próprias escolhas a essência de nossa melhor atuação.
Sou de quem tiras o teu sustento;
Sou quem te permites ficar de pé;
Sou quem não podes subjugar;
Sou aquilo que estava antes de ti;
Sou quem estará depois que for;
Sou através de quem o teu veículo se fez emprestar, e para quem a qualquer custo será devolvido;
Sou a quem pensas não tem valor, mesmo a insignificância estando em ti;
Sou a paciência no tempo sem fim;
Sou o que sabe tudo tem tempo;
Sou a história contada e a que nunca se contou;
Sou todos os elementos juntos;
Sou para o dia que amanhece, e para a tarde que cai;
Sou para a noite do teu sono e para o brilho do sol;
Sou a tua maior dependência, para que se faça existir;
Sem eu, tu não és!
IA sem o Húmus
Já tentei amar, mas nem adorar consegui
Já tentei odiar, mas não me permiti
Já ajudei sem querer ninguém auxiliar
Já neguei também, podendo ajudar
Já ouvi e vi de tudo, fingindo não saber
Já entrei em situações que restou arrepender
Já me surpreendi recebendo o que não dei
Mas também já dei o que ninguém merecia receber
Nem as minhas faculdades cognitivas, tampouco as experiências superarão a tranquilidade que uma máquina tem de tomar decisões, mas isso até o momento em que assim como eu, além de conhecer sentimentos e os processos pelos quais eles ocorrem, ela também for capaz de sentir.
“O amor não tem rosto”, eu ouvi.
Peguei todas minhas palavras e guardei.
Depois peguei meus pensamentos,
Aqueles dispersos pensamentos e juntei um por um como
retalhos de uma emoção.
O amor não tem rosto.
Talvez por isso tenha a melhor visão,
O melhor cheiro,
O melhor jeito,
O mais terno e ousado sentir.
— Mas como o amor não tem rosto?
Fecha a boca e fecha os olhos.
O amor não tem rosto.
E eu continuei a ver você na minha visão.
A paixão não é escolha
Se instala assim, de surpresa
Assim também vai embora
Sem perguntar, com destreza
O amor não, ele é escolha
Opção feita com firmeza
Esse sim muito se demora
Doce, leve e cheio de beleza
Se a paixão for assim embora
Deixando o vazio no lugar
Feliz quem assim escolha
O amor ali possa habitar
E perante a todo amor que depositei aqui;
Lamento dizer-lhe que estarei retirando-me, por não ter mais condições de sofrer […]
Talvez eu encontre um novo sentimento… Por um outro alguém.
Que não vá martirizar tanto minha alma e meu coração.
Alguém que me traga de volta o brilho nos olhos, o calor de um abraço inesperado, um tímido sorriso depois de um beijo roubado.
Alguém que conheça meus defeitos, que interprete meu olhar, leia meus olhos e me faça sonhar […]
Apenas um gole
Não bebo um gole. Nem chego perto do vidro.
Tenho medo do que o vinho faz com a minha cabeça.
O álcool solta as correntes que eu levei meses para prender.
Se eu beber, eu perco a vergonha.
Se eu beber, meus pés me levam sozinhos para a sua porta.
Eu viro bicho carente, volto para o seu colo pedindo carinho,
como um cachorro que apanha, mas ainda
abana o rabo para o dono.
Todo mundo bebe para rir, para celebrar, para esquecer.
Eu não. Se eu bebo, eu lembro.
Eu sinto uma saudade que não cabe no peito.
Por isso, continuo com a garganta seca.
É melhor morrer de sede do que morrer de vergonha
correndo atrás de quem não me quer mais.
Relacionamento é um conjunto
Onde o amor precisa ser regado, e cuidado
Não há relacionamento de uma pessoa,
E não tem possibilidade de um relacionamento a dois durar apenas quando um luta, um espera, um se esforça, um tenta surpreender, um busca mudança, um demonstra amor e afeto enquanto o outro possivelmente já desistiu, e só aceita a situação
Mas e você vai lutar sozinho até quando?
Eu tive que perdoar até oque não me foi feito,
Para que eu pudesse "SOBREVIVER"
eu tive que te perdoar pela dor que me foi causada, mas fui eu quem "ESCOLHI" AMAR você,
Eu busquei sentimentos em vaso vazio, e ele se quebrou, ainda não sei se junto os cacos ou "VIVO" com o pouco da dignidade que me sobrou
Recomeçar é cansativo, buscar amor em pessoas rasas não é um bom "CAMINHO"
Mas como posso eu saber ? Sem me envolver.
Apenas seja feliz e aceite aquilo que "O CRIADOR DEU A VOCÊ"
Não espere por uma crise para descobrir o que é realmente importante em sua vida. Muitas vezes, é nas dificuldades que percebemos o valor das coisas, mas é possível cultivar essa consciência antes que crises surjam.
Reserve um tempo para refletir sobre suas prioridades, relacionamentos e sonhos. Pergunte-se o que te traz alegria e realização. Ao fazer isso, você pode fortalecer suas conexões e viver de maneira mais intencional, valorizando o presente e o que realmente importa. Essa prática ajuda a criar um espaço de gratidão e apreciação, tornando sua vida mais rica e significativa.
Prece, rezo, oração, cântico, meditação e gratidão. Não importa como você se expressa ou o nome que dá a isso; todos os caminhos abrem portas e nos elevam.
Lembre-se de que as energias negativas não precisam de convite; elas entram em nossos espaços e afetam nossa alma se não houver proteção. Em contraste, as energias divinas precisam ser convidadas. É através das manifestações como prece, rezo, oração, meditação, cântico e gratidão que as bênçãos divinas recaem sobre nós.
Talvez, se a situação estiver densa, você não sinta melhoras no primeiro ato, mas não desista. Saiba que você está sendo escutado(a). Cada passo nessa jornada é importante, e a persistência traz transformação. Continue a convidar a luz e a abundância para sua vida, e confie no processo.
Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
.......................................................
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não, não, não, oh
Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não, não
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Uma voz que gira (gira) bailando no ar
Ser corajoso não significa estar isento de medo, mas sim avançar apesar dele. A verdadeira coragem se revela quando enfrentamos nossas inseguranças e desafios, mesmo quando a dúvida e a ansiedade nos acompanham.
Cada passo dado diante do medo é uma afirmação de força e determinação. Isso nos permite crescer, aprender e nos transformar. Ao reconhecer o medo, mas decidir não deixá-lo nos paralisar, abrimos portas para novas oportunidades e experiências. A coragem é um ato contínuo, e cada pequeno avanço nos aproxima de nossos objetivos e sonhos.
Tudo nesta vida possui um propósito divino, e cada atraso que enfrentamos não acontece por acaso. Muitas vezes, nos sentimos frustrados ao ver nossos planos não se desenrolarem como desejamos, mas é importante lembrar que cada desafio traz consigo lições valiosas.
Esses momentos de espera e incerteza podem ser oportunidades disfarçadas, preparando-nos para algo maior. O universo tem seu próprio ritmo, e, muitas vezes, o que parece um obstáculo é, na verdade, um desvio necessário que nos leva a um caminho mais alinhado com nossa verdadeira essência.
Quando aceitamos que tudo tem um propósito, começamos a enxergar a beleza nas pequenas coisas e a confiar no processo da vida. Cada experiência, mesmo as mais difíceis, nos molda e nos ensina. Portanto, ao invés de resistir aos atrasos ou contratempos, abracemos a jornada, confiando que estamos exatamente onde precisamos estar para cumprir nosso verdadeiro destino.
Aprender a não se submeter a situações que não queremos é um exercício de respeito próprio. Durante muito tempo, confundimos educação com anulação, e gentileza com obrigação. Mas agradar os outros à custa da nossa paz não é virtude, é desgaste silencioso.
Dizer “não” quando algo nos deixa desconfortáveis não significa falta de amor, egoísmo ou frieza. Significa maturidade emocional. Significa reconhecer limites, necessidades e fases da vida. Há momentos em que cuidar de si, da família, do descanso e do equilíbrio é mais importante do que estar presente em todos os lugares.
Estar em paz não exige explicações longas. Relações saudáveis suportam limites e compreendem ausências. Quem se importa de verdade entende que presença forçada não é presença verdadeira.
Respeitar a si mesma é escolher, todos os dias, não se abandonar para caber nas expectativas alheias. É entender que a sua tranquilidade tem valor e que você não precisa se submeter para ser aceita. Cuidar de si é, muitas vezes, o maior ato de amor que existe.
O café não avisa quando começa a esfriar.
Não reclama, não insiste, não pede atenção — apenas muda, em silêncio. A fumaça some, o aroma enfraquece, e quando percebemos, já não é o mesmo.
Assim também acontece na vida.
Relacionamentos não acabam de repente — esfriam.
Sonhos não morrem de uma vez — perdem o calor aos poucos.
Presenças constantes tornam-se ausências discretas.
Nada faz escândalo. Apenas se transforma.
O problema não é o tempo, é o descuido.
O café só esfria quando deixamos de segurá-lo.
Afetos precisam de presença.
Amizades, de cuidado.
Amores, de intenção.
Porque tudo o que não é cultivado perde o calor.
E, mesmo que seja reaquecido, nunca volta a ser exatamente como antes.
Por isso, antes que esfrie:
segure a xícara.
Cuide do que ainda está quente.
Se despedir de quem a gente AMA
É algo tão terrível e doloroso.
Não só entriste a alma, mas nos faz refletir profundamente sobre o que é a VIDA.
E sinceramente não sabemos o que realmente é a vida.
A vida não é apenas viver, sonhar e realizar... não se resume em dias tristes ou alegres. A vida vai além de tudo que podemos imaginar. Só não sabemos compreender isso ainda.
Porque é tão difícil darmos uma definição para ela?
Talvez porque as respostas da vida está em quem nos criou.
Quando caí, descobri que estava só. Olhei ao redor e não vi ninguém que me ajudasse a levantar - amigos, família e até aqueles que diziam irmãos. Então compreendi que tudo que vale se ganha em combate, como diz em Provérbios 17:17. "Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão"
Fai aí que compreendi que as verdadeiras conexões são forjadas na dificuldade, onde se revelam os que realmente permanecem. E assim, a dor de estar só tornou-se uma companheira incessante em minha jornada para alcançar aquilo que está destinado a ser meu.
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