Nao Consigo te Odiar

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Em todo adultério, há um triângulo amoroso,
mas a terceira parte não é o cônjuge, é o demônio!

Entre o chamado e a fuga, entre as lágrimas e a missão, fui aprendendo que não importa o tamanho do pregador, mas a grandeza daquele que precisa ser anunciado: JESUS!

"Leio mas não reproduzo, pois o tempo se tornou incluso. Deficiências sensoriais, mas acreditam na normalidade dos ideais."

"Raiva na loja de brinquedos, mas a birra não entram no contexto. O tempo foi passando, mas esqueciam da proteína que moldaram vossos pensamentos. Memória falhando e não percebi as trocas de dizeres inconstantes."

QUEM SE AFASTA DA POLÍTICA NÃO DEIXA DE SER PARTE DELA.

Muitas pessoas, cansadas de promessas não cumpridas, decepcionadas com os políticos e indignadas com os rumos do país, decidem não querer mais ouvir falar em política. Afastam-se das discussões, evitam o debate e preferem acreditar que, mantendo distância, estarão livres de suas consequências.

Mas existe uma contradição nessa atitude: a política continua influenciando suas vidas, mesmo quando elas decidem ignorá-la.

As leis que determinam nossos direitos, os impostos que pagamos, a qualidade da educação, o acesso à saúde, as oportunidades de trabalho e as condições de vida da população são resultados de decisões políticas.

Não participar não significa ficar de fora do jogo. Significa permitir que outros decidam, inclusive por você.

É compreensível sentir cansaço, indignação e desconfiança diante de tantos erros e decepções. Ninguém é obrigado a defender políticos, partidos ou ideologias. Mas abandonar a participação cidadã é abrir mão de uma ferramenta importante para transformar a realidade.

A democracia não exige que todos pensem da mesma maneira, mas precisa de cidadãos dispostos a questionar, fiscalizar, dialogar e cobrar responsabilidade daqueles que exercem o poder.

A apatia também produz consequências. Quando pessoas conscientes se retiram do debate público, deixam mais espaço para que os interesses de grupos organizados prevaleçam sobre as necessidades coletivas.

Por isso, não precisamos transformar a política em uma paixão, muito menos em uma guerra entre pessoas que pensam diferente. Precisamos compreendê-la como parte da vida em sociedade e como um instrumento que deve estar a serviço do bem comum.

A política não deixa de existir quando você se desinteressa por ela. Apenas diminui a sua participação nas decisões que continuarão afetando a sua vida.

No fim, a questão não é gostar ou não de política, mas compreender que viver em sociedade significa compartilhar responsabilidades.

Porque, quando os cidadãos desistem de participar, o poder não fica vazio: ele passa para as mãos daqueles que continuam disputando-o. E a realidade que tanto nos decepciona pode permanecer justamente porque aqueles que poderiam transformá-la decidiram se afastar.

FAÇA DA SUA FÉ O LEME QUE GUIA O BARCO DA SUA VIDA.

A fé não deve ser apenas o vento que impulsiona suas velas, porque há dias em que os ventos sopram com força, outros em que mal se fazem sentir e alguns em que simplesmente deixam de soprar.

A fé também não pode ser apenas a água por onde você navega. Há momentos em que o mar está tranquilo, mas há outros em que as ondas se levantam, as correntezas nos desviam da rota e as tempestades ameaçam nos fazer naufragar.

Tampouco deposite toda a sua confiança na tripulação, pois nem todos os que embarcam conosco estarão preparados para enfrentar as tempestades. Alguns permanecerão ao nosso lado; outros abandonarão o barco justamente quando mais precisarmos deles.

Por isso, faça da sua fé o leme, da sua consciência a bússola e da sua perseverança a força que mantém suas mãos firmes diante das adversidades.

Você não pode escolher todos os ventos, controlar as ondas ou determinar quem permanecerá ao seu lado durante a travessia. Mas pode aprender a manter o leme firme, corrigir a rota quando necessário e não permitir que o desespero decida o seu destino.

Ter fé não significa acreditar que o mar estará sempre calmo. Significa compreender que, mesmo quando as águas se tornam revoltas, ainda é possível encontrar forças para continuar navegando.

Haverá dias em que você duvidará do caminho, sentirá medo de prosseguir e pensará em desistir. Nessas horas, lembre-se: não é a ausência de tempestades que revela a força de um navegante, mas a capacidade de atravessá-las sem perder completamente a direção.

A vida não nos oferece garantias de uma travessia tranquila. Ela nos ensina, pouco a pouco, a desenvolver coragem, paciência e sabedoria para enfrentar aquilo que não podemos controlar.

Não peça apenas ventos favoráveis. Aprenda a conduzir seu barco também quando eles forem contrários.

Porque a fé verdadeira não é a certeza de que tudo acontecerá como desejamos, mas a confiança que nos sustenta quando o caminho se torna difícil e o destino ainda parece distante.

No mar da vida, você não escolhe todas as tempestades, mas pode escolher não entregar o leme ao desespero. Mantenha a fé, firme a direção e continue navegando.

Paz, luz e uma boa travessia!

No fim, a maior conquista não é chegar mais longe, mas tornar-se alguém melhor a cada passo. Porque tudo o que acumulamos um dia fica para trás, mas aquilo que cultivamos na alma transforma nossa existência e deixa marcas que o tempo não consegue apagar.

Não precisamos idolatrar políticos nem aceitar a política como ela é. Precisamos exercer a cidadania com consciência, independência e responsabilidade. Afinal, fiscalizar o poder é um dever democrático; entregar-lhe nossa indiferença é um risco coletivo.

NÃO QUERO ADIAR A FELICIDADE.

Não sabemos quanto tempo teremos, nem se o amanhã nos será permitido. Por isso, escolho fazer de hoje o dia mais importante da minha vida.

O dia de me aceitar como sou, reconhecer o quanto já caminhei, valorizar minhas conquistas e agradecer por tudo o que tenho. O dia de deixar para trás as culpas, soltar os pesos desnecessários e compreender que nem tudo precisa ser resolvido, explicado ou levado comigo.

Quero seguir mais leve, em paz com minhas escolhas e consciente de que não preciso ter uma vida perfeita para reconhecer a beleza de estar vivo.

Aprendi que não vale a pena sacrificar a paz de hoje por mágoas de ontem, nem deixar de viver o presente esperando que o amanhã seja melhor. O passado já cumpriu seu papel, e o futuro ainda não nos pertence.

A vida não espera que tudo esteja no lugar para acontecer. Ela acontece enquanto aprendemos, recomeçamos, sorrimos e seguimos em frente.

Por isso, hoje escolho viver com mais gratidão, amar sem adiar, perdoar sem carregar correntes e valorizar aquilo que o tempo, um dia, poderá transformar em saudade.

Porque a vida não é uma promessa para amanhã, nem uma lembrança de ontem. É o presente que temos nas mãos — e desperdiçá-lo esperando o momento perfeito é esquecer que estar vivo já é uma oportunidade extraordinária.

Eu vivo entre as duas lâminas de querer viver intensamente, e não querer mais viver.

Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.
—
Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.
—
Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.
—
Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.
—
Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.

"A democracia não encontra sua maior ameaça apenas na escolha de governantes incapazes, mas na possibilidade de conferir legitimidade àqueles que, uma vez investidos no poder, resolvem se colocar acima das instituições. A vontade da maioria legitima o exercício do governo, mas desautoriza a supressão da liberdade, a negação dos direitos fundamentais ou a violação da Magna Carta.”

“A verdadeira luz não é aquela que nos coloca acima dos outros, mas a que nos permite enxergar com humildade, reconhecer o valor de cada pessoa e compreender que nenhuma conquista se torna menor quando sua grandeza também contribui para iluminar o caminho de alguém.”

Roberto Ikeda

"A solidez de uma democracia não se revela apenas na capacidade de resistir aos ataques de seus adversários declarados, mas também na disposição de seus próprios agentes políticos de reconhecer que a fidelidade à Carta Maior deve prevalecer sobre a lealdade a partidos, lideranças ou projetos pessoais de poder."

A memória preserva não apenas aquilo que aconteceu, mas também as possibilidades de interpretação que o presente ainda não conseguiu realizar.

O esquecimento não representa necessariamente a inexistência do passado; pode significar apenas que sua presença deixou de ser acessível à consciência imediata.

A consciência não contempla passivamente a existência: participa de sua elaboração, selecionando, interpretando e reorganizando os significados da experiência.

O indivíduo é uma biografia em movimento, cuja unidade não decorre da imobilidade de sua personalidade, mas da continuidade de suas transformações.

Conhecer a si mesmo é reconhecer que aquele que investiga sua própria consciência já não é exatamente aquele que iniciou a investigação.

"Não é a natureza que deve servir à economia, nem a humanidade que deve servir ao dinheiro. É a economia que deve voltar a servir à vida."


Nerfelys Sylefren.⁠