Nao Consigo te Odiar
O Despiste do Porto
Ontem, finalmente, abri as mãos,
Não por coragem ou por desamor,
Mas pelo peso dos vãos e dos nãos,
Pelo cansaço de carregar o que é dor.
Soltei-te sem a leveza da brisa,
Com o tremor de quem se improvisa.
Doeu a ausência do que não nasceu,
A herança de um plano que mal floresceu;
Pois em meu peito havia um altar,
Erguido ao hábito de te esperar,
Um vício mudo de ler teus sinais,
Em ventos que já não sopram mais.
O abismo que hoje em mim se faz
Não é teu vulto, nem tua paz,
É o naufrágio do que imaginei,
Da ponte de vidro que eu mesmo tracei.
Fiz o que é justo, o que o tempo ordena,
Mas a retitude também me condena.
Soltar não é o fim do sentimento,
É apenas cessar o próprio tormento;
É decidir, em um gesto profundo,
Não mais se perder no erro do mundo.
Se amanhã a dor se fizer pequena,
Hoje a lição ainda é severa e plena:
Aprendo a existir, em silêncio e lugar,
Sem os meus olhos terem que te procurar.
"Você pode dever favores.
Não deve sua sanidade.
Você pode amar profundamente.
Não profundamente adoecer.
Gratidão não anula dor.
E sangue não justifica chicote."
Van Escher
"Louco não é quem vê e sente.
Louco é o sistema que te obriga
a ver agressão e chamar de 'amor',
a ouvir grito e chamar de 'família',
a sentir dor e chamar de 'frescura'.
Se você tá se sentindo louca...
é porque você ainda tá lúcida."
Van Escher
KAMORRA
Eu não amo meu sobrenome por vaidade.#11;
Eu amo porque ele me cobra.
E eu decidi sustentar.
Nesse nome eu coloquei meus valores.#11; Coloquei minha fé.#11;
Coloquei minha disciplina.#11;
Coloquei as noites em silêncio que ninguém viu.#11;
Coloquei a resistência de não me vender por afeto barato.
Kamorra, para mim, não é som.#11;
É postura.
Quando eu digo meu nome, eu lembro do homem que eu preciso ser para não manchá-lo.#11;
Não é sobre ego.#11;
É sobre responsabilidade.
Existem homens que carregam um sobrenome.#11;
E existem homens que transformam o sobrenome em bandeira.
Eu escolhi transformar.
Se um dia perguntarem quem foi Kamorra,#11; eu quero que a resposta não esteja no registro civil,#11; mas no caráter.
Porque nome forte não nasce forte.#11; Ele é honrado todos os dias.
— Marcos Kamorra#11; (Filosofia Kamorrista)
Se alguém não exige prova nenhuma para engolir uma mentira sobre você, mas pede um dossiê inteiro para aceitar uma verdade sua, nunca esteve ao seu lado — só esperava um motivo para ficar contra você.
É triste mas, infelizmente, é verdade que os homens não aprenderam a lição da História.
CULPA — O VENENO SILENCIOSO
A culpa não nasce com você —
ela é ensinada.
Cultivada.
Reforçada.
Desde cedo, dizem quem você deve ser.
E quando você não corresponde —
ela aparece.
— como peso
— como acusação
— como sentença
Mas entenda:
A culpa não corrige —
ela paralisa.
Ela não transforma —
ela aprisiona.
Repete dentro de você:
— “Você falhou”
— “Você não é suficiente”
E assim, você se torna
juiz…
réu…
e carrasco de si mesmo.
Mas há um caminho:
Consciência não é culpa.
— A culpa te prende ao erro
— A consciência te conduz à mudança
Errar é humano —
se condenar para sempre
é aprendizado…
e pode ser desaprendido.
— Onde há culpa, há peso
— Onde há consciência, há caminho
✍️ Paulo Tondella
Casais parceiros são saudáveis (brincalhões, carinhosos) homem/mulher frios e duros não geram alegria, abundância na vida.
A mulher que buscar a dureza no homem como valor será reduzida a nada. Frieza não traz felicidade, parceria e cuidado.
Pesadelos não são apenas sonhos desagradáveis — são lembranças que não encontraram um lugar habitável na memória. Permanecem deslocadas, sem forma, sem repouso, e por isso retornam na noite, quando a vigilância cede. Não buscam assustar, mas ser reconhecidas. E, enquanto não encontram linguagem ou sentido, insistem — não como ficção, mas como aquilo que ainda não foi integrado à própria história, como parte inevitável dos erros e acertos que constituem o ser.
Não celebramos os vivos com a mesma intensidade que velamos os mortos. Se pudéssemos comparar, quantitativamente, os que brindam nossas conquistas e os que estarão ao redor de nosso caixão, veríamos o tamanho da hipocrisia coletiva.
Bruno Soares
Não duvido que você já tenha relembrado as dores que lhe causaram. Mas já teve a ousadia de encarar a possibilidade de que, em algum capítulo da vida de alguém, você foi o vilão?
Não obstante ter sido Martinho Lutero o protagonista da reforma protestante, defendendo a salvação como resultado da fé- reiterando que o “justo viverá pela fé.” Ele não deve ser uma boa referência ao cristianismo por optar ser um perseguidor dos judeus - um antissemita no últimos anos de sua vida.
F. Meirinho
Quando não nos damos o verdadeiro valor que temos, estamos sujeitos a sermos julgados por qualquer valor!
