Nao Consigo te Odiar
Hoje não é o amanhã e nunca será. Hoje é tarde. beirando a noite, esperando o inverno, mesmo no cano que não sufocar de amor
"Quando não há moral cívica, ética ou sequer vontade de um povo em defender a pátria e os seus recursos — por se aperceber de que o governo é a sua maior fragilidade e o vetor por onde entram intrusos, exploradores e ladrões —, saibam que esse Estado já está em colapso, aguardando apenas a data para se declarar falhado."
Você me lê,
mas finge que não leu,
mesmo assim estou aqui,
esperando você curtir,
não eu, mas a vida,
com muita saúde!
O caramujo marujo e a flor apaixonada
Ele - Caramujo Marujo
Não desminto,
Ainda começo de manhã
E já estou faminto!
Juro que sou teu fã,
Te cerco devagar.
Juro-te
Amar como és.
Deitados lado a lado,
Entrega-te
da cabeça aos pés.
Teu dono incorporo
E palmo a palmo,
Te devoro!
Ela - A flor apaixonada
Oh! Caramujo
De cínico riso
Tal qual marujo
Deixas um amor
Em cada porto
E esta caída flor
De coração morto
Serviu apenas
Para saciar a fome
Que te consome.
O amor não acaba, as pessoas mudam e deixam de ser aquelas que amávamos, ou nos iludem, se mostrando ser quem não eram.
Jardim da Vida
O jardim não poderia levar um nome melhor:
“Jardim da Vida.”
É de lá que minha alma vem.
E toda vez que sinto o corpo pesar,
fecho meus olhos e vou até o jardim,
onde encontro a fonte.
S.R.
"Já não há moral cívica ou de outra índole, nem ética no povo para defender a soberania e, muito menos, os recursos do território a que pertence. Afinal, o governo que o dirige é o próprio vetor que permite a entrada desenfreada do mal que se deveria impedir."
Tua voz acende,
minha pele te chama,
no olhar, um fogo manso,
que não se diz
só se sente,
e queima devagar.
Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo
Não é pressa,
é necessidade.
Não é entrega,
é instinto.
Quando te chegas,
meu corpo se curva em silêncio,
porque deseja ser lido devagar,
linha por linha,
até que o desejo transborde
e não reste nada além de nós.
Eu quero você.
A frase é curta e não cabe em mim.
Quero seu cuidado e seu descontrole,
sua mão firme e sua dúvida.
Quero o homem por inteiro,
sem a máscara que o mundo exige.
E quero ser vista assim:
inteira, faminta, viva.
Seu silêncio também me toca.
Fica entre nós como uma mão.
Não sei se é medo ou desejo,
mas sei que me chama.
Aproximo o rosto,
espero sua decisão.
O amor é este lugar
onde o sim precisa ser inteiro.
Os poetas já estão censurados,
já, já, não poderemos mais falar de amor,
por isso aproveite cada verso apaixonado
e plante uma semente de flor!
O espírito emudece e se embota quando não mais habita a transcendência. Hoje, afundamos numa imanência esvaziada de sentido, a imanência da produção, do consumo e da comunicação. O ser humano torna-se escravo do trabalho e do desempenho.
(Byung-Chul Han)
