Nao Consigo te Odiar
Obedecer o evangelho é negar a graça que é para ser vivida e não obedecida -, obedecer o evangelho é fazer, mas nascer do Evangelho é viver, ou seja, fazer por ser.
Não fique triste por ter lhe faltado alguns recursos e você não ter conseguido fazer o seu melhor, porque o melhor você colocou, o seu coração - Deus sabe disso e quem te ama também.
Amar não é dar flores com bilhetes, fazer elogios ou tratar bem... Isso é ser carinhoso. Amar é ser paciente e compreensivo quando ela(e) errar.
Se viver o Evangelho não for para além das sensações tudo não passará de ilusão e o cristo que pensa ser da Bíblia é só um cristo psicológico, fruto de sentimentos advindo da moral, traumas, emoções... e não O verdadeiro Cristo da Bíblia.
Se a definição de bem e mal não vier do reconhecimento e aceitação do Deus da Bíblia como única fonte, o que resta é a moralidade racional e flexível a todo tipo de concupiscências e vaidade, algo danoso ao próprio homem.
Amar não tem um porquê, mas ter sentimentos sim, pois está atrelado a um desejo, admiração ou ater interesse.
O problema do tempo não é o limite que ele impõe, mas a forma com que tratamos o que temos antes que ele o leve ou mude; e isso pode nos fazer chorar ou nos pacificar.
Que a sua própria chave não estava com ele, a isso ainda menino habituou-se a saber, e dava piscadelas que, ao franzirem o nariz, deslocavam os óculos. E que a chave não estava com ninguém, isso ele foi aos poucos adivinhando sem nenhuma desilusão, sua tranquila miopia exigindo lentes cada vez mais fortes.
Por estranho que parecesse, foi exatamente por intermédio desse estado de permanente incerteza e por intermédio da prematura aceitação de que a chave não está com ninguém – foi através disso tudo que ele foi crescendo normalmente, e vivendo em serena curiosidade.
Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.
Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal – alegria é uma fatalidade – já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seus mais adormecidos sonos seculares. E agora ela está alerta, mesmo sem pensar, como um caçador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda – e abre caminho na gelidez que, líquida, se põe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido. (...)
Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois não precisa mais. Ela é a amante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Não precisa de comunicação.
Depois caminha dentro da água de volta à praia. Não está caminhando sobre as águas – ah nunca faria isso depois que há milênios já andaram sobre as águas – mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. As vezes o mar lhe opõe resistência puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.
Você não é mais importante do que eu, assim como não sou mais importante que você.
Perante Deus ou o Acaso, temos a mesma relevância.
Gosto de mim do jeito que eu sou, eu não preciso saber se alguém não gostou, do jeito que eu falo, do jeito do meu estilo, do jeito que eu canto e gravo, Não preciso de alguém para mandar na minha vida, E sim para brincar, dançar, cantar, e a vida que segue, vida que segue, prefiro ter paz com gente que goste de mim de verdade, não precisa fica comigo pela falsidade, sejam verdadeiros um com o outro, não importa quem. (....).
Eu não desisti, eu só não vou-me cansar em correr atrás de alguém que poderia seguir em frente comigo.
Sinto uma urgência deleitosa de reinicia o que nunca começou e reviver momentos que ainda não tivemos juntos.
Me despindo do que já não me serve mais.
Prefiro a nudez após um despertar, do que continua desconfortável no que não me cabe mais.
Apesar de não cumprir com as expectativas de muitos e ainda carregar alguns conflitos na minha bagagem, eu sou a pessoa que mais me amo.
