Nao Consigo te Odiar
Os teus dias não têm sido
mais os mesmos,
Os teus olhos brilham
quando você ouve
o meu nome,
Por mim você está
a cada dia mais derretido
e anda muito mais romântico.
Eu sei que você quer
me convidar para dançar
na roda o Curitibano contigo,
no teu bolso sei que guarda
com amor um versinho,
e quando a minha cintura
você apertar não
vai querer outro abrigo.
Tudo aquilo que rompe o respeito mútuo e o afeto com a nossa Pátria não serve para nós. Pensar em paz, falar em paz, agir em paz e agir com paz.
Existem pessoas que acham
que até nas leis da Natureza
podem mandar,
Que a vida alheia não
devem respeitar
e por onde passam o que veem
na frente vivem para estragar.
Este tipo de gente o Barba Ruiva,
a Cabra Cabriola, o Cabeça de Cuia
e o Papa-Figo podem
nos fazer o favor de carregar:
(Porque gente assim nunca irá fazer falta porque a civilização
para elas nunca será o real lugar).
Eis poesia que abençoa e que
também é capaz de amaldiçoar,
Quem procura acha,
e depois da vida não pode reclamar.
A verdade foi feita para falar
e cada um se coloque no seu lugar.
As lendas existem também para educar os adultos que estão a teimar.
Você não precisa me afrontar
com a sua microbiografia,
e até querer impôr a quantidade
de versos para me ensinar
que os teus poemas são
mais poemas do que os meus.
Escrevo sem compromisso,
sem data, sem hora marcada
e sem querer chegar a algum lugar,
se escrevo poema ou poesia
só saberei quando a travessia acabar.
Escrevo porque escrevo
se sou poeta ou não,
o problema é somente meu,
e não é o seu assédio poético
que vai me determinar ou obrigar
a ler o quê não me interesso.
A minha Língua é muito
bem usada porque a uso
para cuidar da minha própria vida,
defender a herança Pátria
e ser solidária com quem precisa.
Resolvi escutar
a Lia de Itamaracá,
Enquanto olhava
as estrelas a cirandar
e comigo você não está,
Como estratégia
de forma que nem
mesmo você perceba;
Optei ser sorrateira
e te coloquei entre
os meus poemas
até o dia que decida
comigo encontrar,
juntos estrelar
e o amor aceitar.
A estação é a estação
poética de Tupã,
Se há alguém que se
sinta Jurupari na vida,
Não vou permitir
que nos atinja,
Fiz a nossa bebida
com os frutos
dos olhos de Cauê,
Agora só falta você
na minha vida,
e eu na sua
para a viver a delícia
que por dentro
pede que seja partilha.
É óbvio que te quero
deliciado, e como quero!
Dá para perceber
que entre nós não tem
nenhum mistério;
Se você está certo
de ser meu, que venha!
Desde que você venha
e me leve com o respeito
de um Samba de Gafieira,
Sejamos um para o outro
como um amoroso poema,
E quando estivermos juntos
desliguemos os telefones
para que do mundo a gente
se esqueça e a paixão nos aqueça.
As lágrimas de Iaçã
pela dor que não
tem reparação foram
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução.
Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.
(Quando faltar doçura,
não pode faltar
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).
A minha presença
coloca o seu peito
para batucar bonito,
Ainda não é nem
noite de Lua Cheia,
Você me inspira
como um poema;
Vou colocar na tua
mesa um Tacacá
que com certeza
fará que de mim
não se esqueça,
e morarei na sua cabeça.
Meu Uirapuru bonito
que com seu canto tem
feito o meu coração
todos os dias rendido,
Não há ninguém que
se compare contigo,
Por premonição
vejo você comigo.
Ovelha da Poesia
Com Rita eu sorria,
sem a nossa Rita
não há mais alegria;
Santa Rita rogai por
esta ovelha da poesia.
In Memoriam a genial Rita Lee.
Não vamos entrar na pilha de nervos dos outros. Fortalecemos todos os dias a nossa estabilidade e a nossa paz interior.
Ainda não é época
do Pastoril,
Nos teus olhos vejo
todo o folguedo
reunido de uma vez,
Te levo em segredo
por preservação,
O meu desejo mesmo
era ser a brincante
entre as suas mãos.
Rodeio no Frio
É noite e Rodeio
no frio é um convite,
A poesia não tem
nenhum limite.
Por aqui não há
estrela que não
se enamore
do Médio Vale do Itajaí.
O chimarrão está
feito e a panela
esparge o aroma
do melhor pinhão.
(Não consigo tirar
o teu amor do meu coração).
Sinto saudades da época
que eu fazia bonecas
de palha de milho,
não sei se o amor está
escrito no meu destino,
só sei que quando ele
chegar nós vamos namorar.
Farei a magia do sabor,
vou colocar com certeza
no Pastel de Berbigão
todo o meu amor
e na Tainha Soberana
ele há de provar o quê é poesia.
Sob a bênção
de Sepé Tiaraju
que a coragem
e bondade
não te faltem,
Vou desenhar
uma Lua
na sua testa
e farei uma festa
a cada volta sua.
A Palavra de Deus, a Cultura e a Comunicação não podem ser negadas a nenhum ser humano e a liberdade também não.
Amar você não
tenho medo,
Apenas quero ver
qual será o seu tempo.
Vivo para fazer
na vida tudo durar.
Se for preciso coloco
a carne no sereno,
para colocar um
Arroz Maria Isabel
para você de respeito.
Porque se não for
bem-feito é melhor
mesmo nem começar.
Não é promessa,
vai ter na nossa mesa
Arroz com Pequi
Chico Angu e poema,
Pode ter certeza
que não vou dar espaço
para outra na sua cabeça.
Não tenho dúvida
que o teu precioso
coração é meu,
vai ter carinho,
Moqueca de Camarão,
Caranguejo e beijinho;
Eu sou sua e poeta
até quando estivermos
no silêncio da rede
embalada pelo amor,
olhando para o Céu
e sem hora marcada.
