Nao Consigo te Odiar
Ainda não sei quem
vai carregar quem
na Corrida de carrinho de mão,
Ainda estou na indecisão
se será o amor que vai
levar o coração ou o coração
é que vai levar o amor,
O tempo irá trazer a decisão.
Foi na Dança das laranjas
com olhos nos olhos
começaram entre nós
as melhores festanças,
Não existe nada mais lindo
do que as nossas lembranças.
A Chica doida
já está na mesa,
Não existe outra
coisa na vida
que te derreta,
É Festa Junina, venha!
O Ipê-amarelo-flor-de-algodão
esbanja o seu festival floral
nesta manhã feita para nós,
Não há ninguém que impeça
o destino e a pertença
de quem tem a crença
de que na hora certa será
encontrado pelo inevitável amor.
15/07
Mesmo que o amor
te desafie,
Tenha cautela como
você expõe
a sua imagem
para não cair
na armadilha
ordinária da rotina.
15/09
Quem te deixa esperando
não merece a sua atenção
e tampouco a sua dedicação,
Mude na vida a sua direção.
Não existe nada
que oculte a tinta
suja de um genocídio,
Nem mesmo a poesia
e o esquecimento
são capazes de gerar
o apagamento,
A minha alma de Ipezeiro
potente se espalhou
pelo mundo inteiro.
Um gentil Caruru
de Festa Junina
parece sempre
melhor e diferente,
É um prato que
não pode faltar
como a alegria
e a poesia
na vida da gente.
Pinhão assando na chapa,
Gaita manhosa tocando
na corda do meu coração,
Chimarrão que não pode
faltar em hipótese nenhuma
nem mesmo na Festa Junina,
Porque assim é que se festeja
também em Santa Catarina.
Não quero títulos,
não quero comendas
e também não
quero ser Imortal
da Academia Brasileira de Letras,
Quero ser lembrada
como a tal Poetisa
do Ipê-amarelo-cascudo,
de todos os ipês
e do Brasil Brasileiro profundo.
Os senhores da guerra não gostam de crianças. As crianças de ambos os lados deveriam ser poupadas. A guerra é sempre contra o futuro das crianças.
O Ipê-do-morro nesta tarde
cinza abriga a luz que não
tenho mais visto no olhar
das pessoas diante da vida
que apesar de confusa é boa,
embora sempre tenha quem
insiste em conspirar contra.
O Céu nublado não
oculta nem mesmo
a indiscrição que é
um truque clássico
que precede a traição
que se leva na veia,
Pressentir a cena
não me tira do eixo,
Deste magnífico
Hemisfério Celestial Sul
sou a filha do mistério,
que não cede o ânimo
nem mesmo para a mais
sutil das zombarias.
O mundo não dá
de volta aquilo
que damos ao redor,
Podemos escolher
tudo de melhor
em vez de cultivar o pior,
Nesta tarde é sob
o Aipê que busco deixar
a mente esvaziar
de todo aborrecimento e dor.
Não é orgulho eleger
o melhor que queremos
ver depois de tudo aquilo
que nos fizeram sofrer,
O magnífico Aipê florescido
foi abraçado por mim enquanto
a madrugada conturbada
nua passava pelo caminho
e deste peso me livrava.
O Ipê-mamono traz calor
para o espírito neste Inverno
que não é apenas estação,
Com os seus sóis em flor
em plena tarde poema
me inundam com amor
e ainda me faz crer
que vale tudo para não
desistir da beleza de viver.
