Nao Consigo te Odiar
Pedi emprestada
a beleza das musas
porque a vontade
não pode ser represada,
Convicta pedi a audácia
das poetisas porque
nada mais se cala,
Coloquei a minha
pulseira de Sodalita
e com a caneta de ponta
fina escrevi a minha poesia
de entrega, devoção e amor,
para que eu te flutue
e você me leve para onde for.
Você queira ou não queira,
eu nasci e sou brasileira,
A minha Língua Portuguesa
é a língua latina e nativa,
A minha memória reconhece
que na veia corre a herança
da Pátria Pindorama
que foi ocupada pela colonização,
ainda sofro as dores da escravidão
e assim nasci latino-americana
alma, corpo e todo o meu coração.
Saiba que nas danças do Norte
ou nas danças do Sul
temos influências caribenhas
e da integração cultural
com as Nações das fronteiras.
Sou filha de um continente
beijado pelo Oceano Atlântico
e pelo Oceano Pacífico,
Em mim tenho o oceano
romântico e hospitaleiro
que abraça quem escolher
este torrão continental
para chamar de lar e por
todos se entregar por inteiro.
Orgulhosamente latino-americana,
sou nacionalista romântica,
filha do Brasil Brasileiro
e não há em mim outro
entendimento mais perfeito.
(Quem não me reconhece
como brasileira e latino-americana
com certeza não pode ser
na vida chamado de bom sujeito).
O teu desejo por
muito tempo
não vai resistir,
Teu peito intenso
está a queimar,
O meu veneno
é alucinante,
Sou coral-de-fogo
a te capturar,
As tuas defesas
vou incendiar,
No meu recife
você vai habitar.
Um Oxypora me serviu
de cálice num recife,
Enquanto não encontrei
os lindos lábios teus,
Sei que você também
busca pelos meus,
E que algum dia você vem
e enlevará os meus bem
além da imaginação,
Você é o meu amor
e inequívoca paixão.
Quando se trata de informações sobre guerras afins: não acredito em manchetes sensacionalistas, não acredito em fotos com textões, não acredito em vídeos e áudios recortados e que ofereçam pouca clareza e não me satisfaço com informações incompletas.
Não tenho vocação
para Ofélia flutuando
no rio da História,
Nasci para ser soldado
em todos os campos,
Com toda e merecida
pretensão nasci
para ser sua e como
o Acropora solanderi
nasci para me espalhar
nas profundezas
do seu misterioso mar.
Os limites humanos
não devem ser testados
e nem tripudiados,
Tudo aquilo que caça
a dignidade sempre
é capaz devastar o quê
é de Humanidade.
A dor de quem quer
que seja não legitima
infligir a dor em quer que seja:
nada justifica uma punição coletiva.
Sem criar dilemas é preciso
entender que situações extremas
podem gerar pessoas extremas,
ciente disso todos devem
colocar barreiras em situações
extremas e não optar
em ser pessoas extremas.
O pecado de quem quer
que seja não legítima
o seu e não legitima o meu:
nada justifica uma punição coletiva.
Cada um resiste o inferno
como consegue, uns oram
e outros poemas escrevem
na cena onde está em jogo
os mais frágeis nada justifica
a desproporcionalidade
e o massacre do valor da vida.
O crime de quem quer
que seja não legitima
o crime de quem quer que seja:
nada justifica uma punição coletiva.
Palestina ilegalmente ocupada,
por uns desacreditada,
sem água, sem luz, sem comida,
sendo mortalmente bombardeada,
recebeu um prazo de 24 horas
para ser desocupada,
está sendo forçosamente deslocada
sem hora ou data para regressar
Todo mundo têm os seus
limites palestinos na vida,
Se você na História não acredita:
você não existe como gente na vida.
(Não existe no mundo sã justificativa
para aplicação de punição coletiva).
Você não precisa ser especialista em coisa alguma para entender quais são as regras básicas numa guerra.
Se você quiser entender como funciona é usar a lógica de (1+1 = 2), ter um coração sensível e baixar gratuitamente e ler essas minhas recomendações de leitura:
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Convenção de Genebra
Estatuto de Roma
Se você ler com atenção vai compreender fácil e estará pronto para criticar bonito quem merece ser criticado.
Enquanto uns espalham guerra, eu espalho poesia.
Mesmo que você ainda não escreva, e no momento você só aprecie e sinta, com certeza você já está fazendo o mais importante.
Notícias de guerra
não vencem a poesia
que em mim habita,
Notícias de guerra
não caçam a vontade
de mergulhar nos
teus olhos invencíveis
absolutos e oceânicos.
Notícias de guerra
jamais serão capazes
de me fazer esquecer
que nasci poeta,
porque mesmo que
eu pare de escrever
a sua linda existência
não me deixa esquecer.
Notícias de guerra
jamais serão capazes
de tombar os poetas
pelo mundo afora,
porque com as trevas
e luzes temos uma
sedutora intimidade,
e com certeza tens
um pouco de cada uma.
Porque ao reler os teus
códigos poéticos,
Entendi perfeitamente
que se tratavam de dizer
de uma forma diferente
de vir a morrer
de amor nos meus braços.
Agora sou eu e quem
retribuo com a vontade
sereia de no coral de mesa
Acropora selago muito
bem portado pelos teus
olhos envolventes
que entregaram não só
para mim que o seu
coração vive apaixonado.
Sempre que você não consegue tomar partido de uma parte ou de outra numa guerra, seja a favor da paz e da preservação da vida. Seja como a poesia que sempre salva da dura realidade da vida.
Não importa a sua crença, não importa a sua ideologia, não importa se você não gosta de mim, mas se você é anti-guerra, eu gosto de você!
Pensar. Esperar. Não se precipitar. Agir com calma na vida, no amor e em tempos de guerra. Ser poesia sempre por onde passar.
Quando não se tem paz
numa região ou num país
seja por insegurança pública,
por conflito político,
por guerra ou ocorre uma eclosão
de um processo gritante
de desumanização na sociedade,
para quem sabe observar
são sinais que nestes lugares
há algo precioso
e forças externas
desejam varrer todo o povo.
Parece que foi ontem a reunião
dos poetas da Geração Beat,
a Humanidade não mudou
praticamente em nada,
e continuo pactuada com
a paz e o amor numa cruzada
contra o fim do mundo.
Ainda cultuando a possibilidade
de existir outro alguém
que também acredita que
é possível viver um romance
sem ego, sem grito e sem conflito,
e sendo um para o outro
um único blindado abrigo.
É no fundo do meu oceano
etéreo que coloquei o meu
coração num Acropora seriata
com entendimento que cultuar
a utopia é cuidar da joia rara
que é o condão que guia
para que eu não me permita
ser engolida por nenhum abismo.
(Porque só me encontro viva
para quem é suficientemente vivo
para lidar intimamente comigo).
No caminho encontro
com a autêntica poesia
natural e citadina,
Não deixo de me encantar
com aquilo que enfeita
o coração e a vista.
Quando se desumaniza alguém estamos desumanizando a nós mesmos. Não se retira a dignidade de ninguém. As leis da vida são implacáveis.
