Nao Chega aos meus Pes
O que faz um homem fazer as declarações de amor mais lindas que existem? Uma dose de consciência pesada. É infalível !
Seus pés pisaram a areia branca... quente, macia.
Num salto, molhou os pés no mar... a água fria.
Incerto ainda, o corpo todo mergulhou num movimento certo
deixou-se levar pelas águas do mar,
as ondas de leve a balançar.
O calor... o frio
A vida... a morte.
O corpo inerte.
As ondas... o movimento contínuo,
ir e vir... quebrar e reconstruir.
Então...
seus pés pisaram de novo a areia quente
agora milhões de ideias em mente...
e a vida toda pela frente.
Olhando para o fundo daqueles olhos, pude contemplar uma tristeza assoladora, amargurando aquela pessoa, seu olhar abatido e caído esperando quem o consolasse.
Acho tão ridículo ver pessoas condenando as outras, pensando que são os pilares da moral.
Essas pessoas precisam entender que uma bíblia de baixo do braço jamais apagara o seu passado.
Sentei a cama e pus os pés no gélido chão. Aquele choque me levou a cabeça lembranças de dor, de cor escura, de flor murcha de paixão. Era mesmo a hora de chorar o orvalho da manhã, as mãos elevei aos olhos como forma de aparar aquela chuva que molhara minutos depois meu travesseiro, meu abraço molhado fez baixar a poeira árida, hostil, que meu coração por hora agitava e por isso sufocava.
Naquela manhã, naquelas lembranças, naquele choro, a dor dissipou logo uma mão me veio a cabeça fez um carinho, me chamou de meu, de meu amor, me levantou puxou a cadeira e o café ali aprontou.
Alimentei as tremulas carnes fracas de amor com um poema e uma canção da gente. Escrevi na mesa que agora tinha um corpo suado, sem cheiro de pudor, uma carta sem remetente e ali já não mais separava, o amor da nova corrente.
''Eu me esqueci de tudo e de todos aqueles que esfriavam meu coração. Sorriso no rosto, dois pés no chão e coração mais limpo que nunca.''
Uma mente habitada por bons pensamentos
Sempre terá aos seus pés um caminho pavimentado pela bondade
Quando damos nosso primeiro passo firmamos os pés no chão e seguimos em frente de cabeça erguida e não importa quantas vezes caímos, levantamos sem hesitar e com um sorriso no rosto, porque não manter esses hábitos durante toda a vida?
Pés cansados e coração dolorido, porém com esperaça que assim como as flores florescem ao amanhecer e exalam seu bom perfume, creio que tudo isso irá passar, eu sei que vai, por mais que a manhã demore a chegar, mas vai chegar.
E se este sentimento for pecado, que eu seja crucificada
E que aos pés da cruz esteja escrito palavras doces com sabor de mel, flores amarelas e um sorriso molhado único
Um Lugar
De pés sujos, despenteada, roupa rasgada.
Foi assim minha infância, privilegiada!
Subia em árvore, ajuntava lindas pedrinhas,
Pedalava minha bike, brincava de casinha,
Modelava argila, nadava na represa, corria na chuva,
Fazia trilha, me enroscava em arame farpado!
Tinha pato, vaca, cachorro, galinha,
Porco, gato, coelho é o que mais tinha!
Cutucava o toro, e corria,
E ficava horas trancada na estrebaria,
No chiqueiro quase nem ia,
No galinheiro minha mãe me encontrava!
Era uma aventura ir a 20 km em cima do trator com meu pai,
E mais divertido ainda andar em meio a roça!
Cinco da manhã o relógio despertava
No escuro, na chuva, no frio. Não importava!
Pra estudar já devia pegar a estrada.
Chegava final de semana eu já sabia,
No sábado panquecas, no domingo churrasco,
Toda a família se reunia.
Vó, vô, tios e tias...
“Cristiane, Renan, Tainara, Jaqueline e Maiara”
Nós cinco brincava de casinha, e as vezes se desentendia!
Quando aparecia Willian e Vinicius, eu me surpreendia,
Eram meus outros primos que quase não via!
Pegamos sapos e besouros;
Durante as noites, corríamos atrás de pisca-pisca.
Lembro muito dos meus aniversários,
Comemorei sempre com minha mana,
Tinha bolo, doces, salgados, refrigerantes
Balão, presentes, amiguinhos e muita gente velha!
Minha irmã e companheira de tudo me protegia,
Eu, em agradecimento a agredia...
Mas ela sempre foi minha melhor companhia!
De minha mãe e meu pai, eu não entendia,
E disso eu não sofria.
Às vezes eu me escondia e eles se desesperavam!
Sempre havia um lugar onde eu me encaixava,
Pra brincar, pra chorar e sonhar.
Um cantinho só meu.
Mas enfim, eu era feliz...
Do meu jeitinho, e mais nada.
Pois não foi só o lugar, foi minha infância.
Eu acredito que tem gente que nunca subiu num palco e respeita MUITO mais a dança do que algumas pessoas que vivem nele.
Enquanto os jovens da contracultura americana colocavam os pés na estrada, os da América Latina punham a cabeça a prêmio.
