Nao Chega aos meus Pes
Em todo lugar lhe procuro,
Vou afundo e te encontro
Em meus pensamentos, me descuido
Esperando o seu retorno,
Não há lugar físico em que esteja
Somente em lembranças
Nessa ruína, se despeja
Minha enorme insegurança.
Nas ondas te vejo,
Elas te levam pra bem longe,
E é aí que eu percebo
O quão difícil é a morte.
Ouço a voz de meus demônios sussurrando, quem eu mais amo gritando enquanto estamos nos amando, em um instante tudo muda, nada dura para eternidade, nossa essência é um ser, cada ser um elemento, a manifestação do que não se vê, me diz qual a procedência de incidências que remontam você? procuro a glória em viver, do outro lado não sei se vou te ver, cada encontro é um ponto da agulha que perfura o tecido, meio tímido e atrevido, de covarde a destemido, sincero ou desmentido, o olhar move as pernas que nos guiam no caminho, só queremos mais um pouco de carinho, seja físico, mental, químico, do espírito. Tudo que a imaginação possa criar, sinto no ar o mais puro aroma de lavanda na varanda, sistemas que programam nossa vida em prol de frenética produção, o planeta é um barco que afunda enquanto lavamos nossas mãos. Me diz quem é o capitão? O capital que se converte em rugas e olheiras, cansaço, bebedeira. O alimento que vicia os sentidos enquanto gasto calorias na esteira.
Meus sonhos se confundem com a realidade,
Te encontro em cada canto, em cada sussurro do vento.
Mas o despertar cruel me joga de volta à solidão,
E a dor da saudade me dilacera o coração.
Quero te sentir, te tocar, te ter em meus braços,
Mas a distância, um muro impenetrável, me separa de ti.
Sempre me achei tão forte, inabalável nas minhas emoções, até descobrir a fragilidade dos meus sentimentos.
Queria compartilhar aqui que estou compartilhando mais dos meus sentimentos e o que estou sentindo com outras pessoas além de só escrever aqui, obviamente não conto tudo igual eu conto aqui mas um pouco eu estou contando.
Explicação sobre os meus poemas:
Eu comecei a escrever para me aliviar, uma vez que eu tinha um copo com uma fenda. Sempre que enchia o copo com água, ela escorria pela fenda e o copo voltava a esvaziar-se. Porém eu não queria comprar outro copo ou arranjar aquele, uma pessoas sempre o enrolavam com fita cola quando via o copo e dizia para eu comprar um novo, mas eu não queria um novo copo, embora depois de um tempo na fita cola saísse e tudo se voltasse a repetir. Eu estava com medo que a água não esperasse até eu encontrar outro como que eu gostasse ou não esperasse até o copo ser arranjado. Eu tinha medo que a água se fartasse de tudo e que eu nunca conseguisse ter um copo cheio. Então com a escrita tentei arranjar o copo, embora ela só evitasse com que ele se abrisse mais.
P.S.: Isto não é sobre copos
"Vou te emprestar meus olhos pra você vê a coisa mais linda que eu vejo quando você sorri." SORRIA... (Anônimo)
Queria te ter em meus braços, sentir teu cheiro,
Ouvir o teu riso, a voz que me acalma.
Mas a distância, uma muralha terrível, me impede de te ter,
E a tristeza, como um furacão, me destrói, me abate, me causa amargura.
Porque ser artista?
Porque ainda sinto em carne viva o despedir dos meus sonhos
Daqueles que me disseram não
Porque caminho por uma estrada em que as pedras foram colhidas
E jogadas em mim
São mulheres que caminham descalças
Despidas de seus direitos
Ceifadas por esse mundo imenso
Apenas com um sonho
De serem elas
E se tudo foi dito ou feito
Se tudo foi tocado e sentido
Foram por linhas na qual eu não fui história
Foram as minhas iguais que foram apagadas
E se você ainda me perguntar porque ser artista
Porque são tantas como eu
Mulheres pretas, mães solo
São alices num país sem maravilha
Tenho em mim cicatrizes de dor que não se pode ver
Mas inspiro num suspiro de sonho
São tantos porquês que nem sei por onde começar
Pois em mim pulsa um coração pedindo pra seguir
É por isso que eu estou aqui
E seguirei
E se esse sonho for pra escrever uma nova realidade
Que essa realidade seja começando por nós
...Você já se perguntou quem são seus heróis e sua heroínas reais?
Os meus vieram de África, em navios negreiros
Forçados
Os meus gingam capoeira
Os meus cantam ancestralidade
Lutam no morro e se eu gritar, socorro
Aqui eles estão e tentam me libertar...
Quando meus sonhos
me possibilitarem voar
levarei junto
todos aqueles que acreditaram
em minhas asas.
"Devo entregar minha alma para ter a paz que almejo alcançar?! Meus Demônios querem o meu controle e sinto que isso acontecerá..."
Ontem fiquei sozinho, só eu e meus pensamentos.
O mundo lá fora continuava em seu ritmo frenético.
Mas aqui dentro, parecia que tudo havia parado.
Pensei em todas as palavras que não foram ditas, no futuro ao seu lado que nunca existirá.
Em momentos de aflição, volto aos meus 15 anos.
Céu e mar azuis, o sussurro das ondas, a brisa suave da maresia e o cheiro de casa.
Cenário perfeitamente feliz e você, como sempre, realizando sonhos e loucuras para me ver radiante.
Nós duas, unidas como único ser, tal qual a água e o sal do mar.
Mamãe, meu amor por você é mais profundo que o oceano. Obrigada pela vida.
