Nao Chega aos meus Pes
Você não sai mais da minha cabeça e não sei mais o que fazer acho até que estou ficando louco;
Eu sei que em toda minha vida eu te esperei nem sei se você sabe, mas eu gosto muito de você que transpassa o limite da amizade;
O que acontece se eu disseste que tudo não faz sentido sem você;
Eu à amo tanto que as vezes esqueço de mim para ter mais tempo para você;
Eu não me envaideço no forte contentamento que desatina o meu querer, sem falar a linguá do coração;
É no verdadeiro querer ou no cuidar que vencemos o vencedor, tão contrário é fato de que meu coração é seu;
Nunca ficaria sem amor por que é só o amor que arde e não se vê;
Eu não tenho tempo para me frustrar nem tempo de me achar incapaz;
Tenho muito afazer, muito para mostrar no melhor que eu possa ser;
Ser romântico é fato e filosofar é inspiração divina;
Não tenho com quem chorar as minhas magoas, lutar sem guerras e querer a vitória sem lucidez;
Não sei armar minhas estupidez nem amar meu caminho de escombros insensíveis;
Minha alma está longe daqui sem saber o que pensou nem o que realmente quis;
mas com últimos suspiros de um tempo que não passou com um caminho perdido;
O pra sempre, sempre acaba de alguma forma e sem lembranças, deixando saudades do que não vivi;
Ainda que falassem linguás inversas de um coração carente não me traria inveja no descontentamento da minha alma;
Sem amor eu nada seria com o meu bem querer eu ganhei e perdi sendo escravizado por um sentimento inventado;
Eu tento não viver a ilusão de um sonho perdido, pois durante muito tempo eu fujo dessa realidade dura;
Se eu não me matar eu transformo o meu caminho, reconstruindo o que virou pó e me vigiando para que eu não me despedace com o veneno que me inserem esperando que o outro morra;
Não quero viver o ódio que consome a alma perdida em qual quer parte na saliência da vida;
Nunca escuto a verdade e nem sei mais quem sou sem o porquê de não saber se um dia voltarei;
Mas se eu não suportar talvez eu peça a ajuda ao meu coração com as certezas que o faz respirar;
Sei que a vida é sempre estranha no meu ver e entender, porém o meu pavor impede que eu enfrente os meus sentimentos;
Não me importo com minha imagem decadente, mas eu quis me despedir para que não nos alcançasse a tristeza;
Tento convencer a mim mesmo que não sou tão normal e também sei que não vale à pena;
Sem o devido controle de congelar o coração, transpassando o exagerado no vazio que emociona;
Toco em ferida ainda não cicatrizada para satisfazer prazeres alheios;
Debaixo das cobertas eu consigo até sorrir, sem competir com os meus sentimentos que estão em tormentos, e em uma confusão que atropela meu caos;
Tento não me ver perder o que nunca competi, mas no meu silêncio eu posso até sorrir sem machucar meu coração;
Não me peça tantas desculpas e sem ameaças ensaiadas na frente do espelho;
Não seja tão displicente com as palavras se esfregando a minha ferida, pois me vejo tão incerto e inseguro;
Não me peça desculpas nas minhas incertezas que tanto me fez sentir a dor, mas vai embora e leve com você toda sua displicência;
Com as suas ameaças ensaiadas esperando a despedida de uma vida que desfez o foco;
Não corra do que não possa te acompanhar, mas na verdade nosso prazo se extinguiu;
Palavras não nos bastam mais sem saber onde fica a saída ou nunca se sentindo a sós;
Sinto que você se esquece das importâncias parece que eu já sabia que o meu caminho escolhido foi uma bebida forte demais para nós;
Preso nessa linha do coração onde seus olhos se fortalecem em mãos vazias, mas segura no que deseja;
A face dura da arrogância se fez frágil em promessas não cumpridas e vendo-me perder os meus perdidos;
Eu não sou mais um de seus coadjuvantes para viver a vida que não me pertence;
Seu eu fosse o seu rei sempre haveria alguém para lhe coroar com olhares sedutores que risca seu reino;
Quando não sinto o teu calor sangro e minhas lágrimas destilam com uma infinidade e faz-me quase me afogar com o gosto amargo do sal;
neste imenso mundo de tristeza me vejo sozinho e sem saída de mãos atadas;
Eu até tento continuar mas quando você me aponta me julgando selvagemente fico destronado e entristeço pelo que não fiz;
Pra quê fingir, dizer que não houve amor, usando as terceiras intenções e cercando respostas que viviam como segredos trancados em um sentimento surdo de amor calado;
Sentimento breve, ninguém perdoa sem um olhar carente que se transforma em vida perigosa;
Corre todos os perigos transpondo a imensidão de um coração que não permite viver da ilusão;
Quando eu estiver amando não me atrapalhe, deixe-me contemplar, pois vou ao limite no que você nem imagina e tanto para me mostrar do quanto sou capaz;
Quando eu estiver amando fique em silêncio e não rabisque minhas declarações tão sinceras;
Ainda que o meu coração entendesse todas as linguás e todos os sentimentos não sentiria tanta inveja;
Pois o amor é o fogo que arde e não se ver é o cuidar sem desatinar o descontente de um próprio querer;
Em ganhar ou se perder vencendo o vencedor no mais fácil do que andar por entre minha solidão;
Sempre precisei de um pouco de carinho e uma imensidão de atenção;
Ninguém vê onde fui parar, não sei sair de onde não se tem saída;
Quando me vi tendo que entender o que meu coração queria se entrelaçando ao seu, me assustei e chorei com o medo que nem sabia de onde vinha;
Vejo que nossa sincronia não sabe o que faz com certos sentimentos nas mãos;
Quero entregar o meu coração e todos os sentimentos que há nele a alguém merecedor;
Quando a vejo meu coração vem na boca pulsando um desejo louco que só os meus sentimentos podem explicar;
Eu nunca me importei se nós não somos tão assim como vêem, nem vivo para agradar os sentimentos alheios;
As insinuações que chegam não me fazem mal, pois o que me interessa é viver minha ficção de amor com você,
Te imagino da forma que eu sempre sonhei com algum medo normal ou não;
Tanto tento que já fiquei impressionado por não ter a chance de contar seus passos;
Beirando a calçada não encontro os seus vestígios sem os efeitos necessários;
Suas preocupações são os meus incentivos e também minha paixão;
