Nao Chega aos meus Pes
Hoje eu não sabia ao certo sobre o que escrever.
Olhei para você e não encontrei palavras, fiquei sem saber o que fazer. Alguns minutos na sua fotografia, um zoom por todo corpo , uma inspiração louca, mas hoje quem falou comigo foi sua boca.
Na verdade gritou.
Eu já estava abaixo do umbigo quando ela chamou.
E baixinho disse que eu tinha permissão para tocar, audaciosa me convidou. Quanta perfeição pra uma boca só, tão bem arquitetada, um convite tão bem projetado que nem dá pra recusar.
Desses feito a mão.
A tonalidade do pecado.
De gosto adocicado que gentilmente te leva a perdição.
Uma porta aberta, uma entrada que conduz a um corpo aceso, em chamas, dá medo.
Quando se solta, emite luz, que delicia de sorriso, brilha mais que o sol do meio dia.
Se fosse comercializada, seria um sucesso em vendas, todo mundo gostaria de levar para casa.
Ela sabe ser desejada, as vezes sem falar uma única palavra.
Que boca linda, que desejo de boca.
É uma pena que essa bandida tenha dona.
A Luta Nao Pode Esperar
Crônica baseada na morte do estudante de Matemática da UFG, Guilherme Silva Neto de 20 anos.
Por Josielly Rarunny
Imagine um jovem alternativo e revolucionário, desses que defende suas crenças, capaz de lutar até a morte. Literalmente.
Guilherme saiu numa manhã de quarta feira após uma briga com o pai, motivada pelo estilo do rapaz, causas sociais e políticas que Guilherme defendia.
O pai, engenheiro de 60 anos, conservador e depressivo não aceitava as atitudes do filho. Proibiu Guilherme de participar da tal reintegração de posse que ocupava universidades e lutava contra as propostas da PEC 241.
Discutiram. Discutiram feio por sinal. Dessas discussões onde se ouve gritos, xingamentos e ameaças. Saíram cada um para um lado.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
A mãe na sala ao lado ouvia a discussão.
Em oração repreendia e preferiu não interferir.
Vai saber o que se passa no coração de uma mãe.
Aquela dor recolhida, aquele choro engolido, uma aflição que parece não ter fim. Um anseio de ver a paz reinando no almoço em família do dia seguinte.
Um almoço que não acontecerá mais.
O pai tinha o tempo de esfriar a cabeça ou sacar uma arma.
Advinha o que ele fez.
Voltou para casa.
Encontrou apenas aflição e oração em forma de mãe.
O filho não estava mais. Encontrou Guilherme numa praça perto de casa e disparou contra o filho quatro vezes. Houve tumulto e gritaria.
Guilherme conseguiu correr, mas o pai alcançou o filho e com mais disparos o matou.
E com o mesmo tempo que ele levou para sacar a arma, debruçou sobre o corpo do filho, talvez arrependido da besteira feita. Não quis ficar e lutar contra a justiça social e brasileira.
Que por sua vez nem é tão severa assim.
Preferiu antecipar o julgamento e a justiça divina.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
Ninguém sabe, ninguém ouviu falar.
O que todos sabem é que ele foi.
Infelizmente, pra nunca mais voltar.
Não deixem a vontade virar saudade.
Porque enquanto é vontade dá pra resolver, dá pra estar perto ou ficar junto, basta querer.
E a saudade machuca, complica porque envolve distância e a distância costuma atar as mãos.
A gente não sabe explicar o que acontece quando um abraço tira a graça de todos os outros, mas sabe que é esse abraço que a gente quer pra vida inteira.
#JosiellyRarunny
Entenda que não consigo afastar, não quero, não dá.
Vai perdoando minha falta de juízo e a intensidade do meu gostar.
Se for embora, nem venha.
Se vai haver despedida, nem chegue.
Se não for verdadeiro, nem fale.
Se não for recíproco, nem seja.
Se for despir, que dispa a alma.
Dessa gente que mal chega e vai embora eu tô cansada.
Apego relâmpago é coisa de circo e ainda assim, consegue ser amado.
A diferença é que circo derrama risos, essa gente derrama lágrimas.
É o que eu falo:
Vai fazer?
Faz com amor, porque merda se faz vaso.
@deixacitar ✍ @josiellyrarunny
Sou eu quem faço o meu caminho.
Sou eu quem traço minhas trilhas.
Eu decido onde devo ou não ir.
Minhas escolhas, assim como as consequências das mesmas, são exclusivamente minhas.
Não me diga onde devo ir, a menos que eu tenha pedido sua opinião.
Eu nasci para ser livre.
Sou uma mulher forte.
Uma mulher com sonhos em forma de asas, eu nasci para voar.
O local onde estou inserida desde que nasci, aqui onde eu fui criada, é pequeno demais para o talento, a inteligência, a criatividade e o excesso de personalidade que habita em mim.
E por isso eu preciso ir.
Seguir meu caminho.
Eu busco lugares maiores e com múltiplas oportunidades para tudo aquilo que eu quero ser, que eu sei que sou.
Estou indo embora, não tenho data de partida, nem de chegada e não haverá despedidas. Só vou!
Não sou de rotina, não suporto mesmice.
Sou de transformações, de crescimento e boas ações.
Eu sou de sonhos e qualidade de vida.
Sim! Eu quero muito! Eu quero mais.
Vou seguir minha trilha e eu não vou parar de voar até que chegue a realização de todos os meus sonhos. Se me permite e mesmo sem permitir, agora devo ir, tenho um caminho imenso a percorrer e a vida inteira pra sorrir.
Não existe homem o suficiente para assumir essa mulher.
Isso não é um desafio, é uma afirmação.
Eles temem a mulher foda que ela é.
Foda pela liberdade de ser o que ela quiser ser.
Adulta, moleca, mãe, menina, cantora, jornalista, apaixonada, bandida entre tantas outras opções no leque de um milhão de qualidades que ela tem.
Foda pela liberdade de escolha que ela se deu. Ela não faz para agradar ninguém, aprendeu a se colocar em primeiro lugar. Só vai se ela quiser.
Foda pela independência que trabalha duro todo dia pra conquistar. Ela não depende de macho pra viver e nem se permite depender.
Foda por ser criada sem pai. Cresceu sem referência masculina e daí partiu sua crença, de que mulher não precisa de homem pra porra nenhuma.
Mulher pode fazer tudo que um homem faz e ainda tira onda fazendo melhor, se destacando nos detalhes.
Foda pela consciência de que ela é suficiente pra si.
Ela não implora atenção, não implora cuidado, não implora amor, não implora companhia. Quem a quer, vem e fica.
E quando fica, fica por livre e espontânea vontade.
Ela não faz compromisso e age na reciprocidade.
Homem teme mulher foda.
Homem teme mulher independente.
Homem não assume mulher autossuficiente. Ele a teme!
A mulher foda não se censura.
A mulher foda não tem tapas na língua.
A mulher foda fala o que quer, veste o que quer e vai onde quiser. A mulher foda não dá satisfação, nem pede permissão.
A mulher foda não se submete a homem nenhum e fica com quem ela quiser.
A mulher foda não conta com quantos caras ela já ficou, quantidade não mede seu caráter e isso nunca a preocupou.
A mulher foda prioriza seu sucesso e seu prazer.
A única verdade na vida de uma mulher foda é a que ela mesma contou, se não saiu da boca dela é rumor.
A mulher foda não se preocupa com o que vão dizer, que dirá o que vão pensar.
Ela se basta! Sua felicidade em primeiríssimo lugar.
O cara pra assumir uma mulher assim tem que ser muito macho pra suportar o brilho que só ela tem. Ela nunca passará despercebida em nenhum lugar.
Convicta de si e crente de suas verdades.
A mulher foda sabe o valor que tem e prioriza sua liberdade.
Texto: A Mulher Foda ✍🏻 @josiellyrarunny
Lembrando que NÃO SOU PRODUTORA DE CONTEÚDO, sou cantora, compositora, escritora e locutora. Produzir conteúdo é o que faço pra levar tudo que sou ao mundo. E por isso sempre disse que sou Influencer por acidente, meus sonhos me fez “blogueirinha de Indiara” como vocês rotularam, mas eu sou muito MAIOR que isso, e eu estou provando todos os dias meus valores mesmo vendo e ouvindo uma porrada de gente criticar o que eu faço. Eu sempre fui GRANDONA, infelizmente o meu berço não soube valorizar minha grandeza e eu tive que voar para florescer e dar frutos noutro lugar. Nasci e fui criada em Indiara, infelizmente Indiara não me valorizou, mas me fortaleceu. Gratidão pelos NÃOS, CRÍTICAS e PORTAS NA CARA!
As vezes passamos por coisas que no momento em que vivemos não somos capazes de compreender absolutamente nada. Depois o discernimento vem e aos poucos entendemos a mensagem que aquilo deixou. É sempre uma lição que fica. Mas ó, cá entre nós, sorte daquele que souber ler nossos corações nas entrelinhas e levar nossa intensidade pra vida, terá um tesouro em mãos. E aos amores que se foram, vai ver não estavam prontos pra usar essa joia em questão. Enquanto isso a gente faz poesia, faz arte, faz canção, faz a nossa intensidade valer a vida, o que não podemos é deixar por medo, um sentimento tão bonito escondido no coração.
