Nao Chega aos meus Pes
Dizem que o mundo foi criado
dizem que o mundo irá acabar
dizemos neste mundo não acabado
enquanto há muito o que criar
Eu me apaixono
só pra
sentir o sabor,
esse gosto de amor
mas não me abandono,
é só pra
experenciar o calor,
gosto de dar valor
No intervalo me pego em meu ego
faço-me paixão,
no que vale eu pego e me entrego
faço conexão.
Podem dizer que sou moda
eu sei que sou motivado,
se este meu modo incomoda
então não há nada de errado
pois vim para amolar,
afiar indagações,
a vida é meu lar
e ao fim somos ligações
com um pé no chão e o outro no cume
carrego a paixão no meu nome
Essas nossas conversas não dão pé,
profundas e diversas vão da razão à fé,
nem sei como tudo começa mas sempre temos um pé,
não há o que nos impeça, é muita ginga, é muito axé.
Eu me canso
do que não me faz dança
nem canção
porém me alço
naquilo que me balança
que me alcança
que me faz coração
Coração é movimento
envolvimento
sentimento
da vida, o talento
a única coisa que temos
o que sentimos
neste momento
O que você fez já não importa mais
Agora o que importa é o que tu faz
Ninguém é santo
Estamos todos no mesmo barco
branco, preto, amarelo, tudo farinha do mesmo saco
Quando morre é tudo igual
Cheira mal
O que rege é o astral
E o astral rege pra sempre
Eterno aprendiz viajante
O corpo volta pra terra
Vai pro ciclo da matéria
Vira adubo pra nutrir
Outros que ainda vão vir
Seguindo sempre assim
Aqui estou de passagem
Melhor é aproveitar essa oportunidade
Desbordamos todos os esquemas, nada nos encaixa. Não há sistema militar mais duro, não há nazismo mais feroz, não há repressão eclesiástica mais dogmática que possam enquadrar o ser humano. Sempre sobra alguma coisa nele. Porque com seus pensamentos ele habita as estrelas, rompe todos os espaços. Por isso, nós, seres humanos, temos uma existência condenada a abrir caminhos sempre novos e sempre surpreendentes.
Leonardo Boff
O acordo era viver
O acordo era viver
Não importa o que ouvesse
O assombro foi esquecer
Como se missão não tivesse
Como se o acaso supusesse
Como se a canção falecesse
Em um submundo logo estavamos nós
Imersos no imundo espelho do algoz
No antro obscuro de uma selva feroz
Reflexos côncavos do lado tardoz
Mas lá no fundo algo ligava os nós
Como um fino fio alvo do seres sós
A chave mestra, a grande porta voz
Chuva maestra, fonte da grande foz
Da serena manhã ao entardecer foi poesia
Lá fora chovia
Lá dentro sorria
Pois ali não havia alma vazia
Ali não se via falsa avalia
Valia tudo que ouvia
Dizia tudo que valia
Contudo sabia enfim que tudo podia
O escudo cedia e assim o estudo fluia
Sem norma exalava tudo que sentia
De forma que não esvaziava a luz que incluia
Sem saber da hora pois não lhe devia
Da serena manhã ao entardecer foi poesia
A vida é uma mata
Tem muitos caminhos
Tem mato fechado
Tem trilhas trilhadas
Desbravar não é mamata
A mente fechada
É uma mente brava
“Grande rebanho demasiado
Sintetizados pra engordar
Andem em passos organizados
Mas não se organizem em bramar!”
Quer ser feliz mas não sabe que a vida não é hidromassagem
No campo das emoções é sem massagem
Não importa se é mulher ou homem
Quem não quer sentir o sabor sente fome
Ostentar o luxo distrai, estamos aqui de passagem
Quem só quer chegar não aprende com a viagem
Não sou Abel nem sou Caim,
Aqui em babel sou curumim,
No jingle bell nunca caí,
Presente do céu nunca cai.
Será que existe perfeição? talvez não.
Como pudera algo ser inteiramente acabado, sem ter pronde ir e crescer? O que nesta vida está imune a transformações?
Como que a existência poderá limitar-se ao "completo" sendo que ela é a própria continuidade do Ser?
Não trago verdades
Eu trago expressões
Defumo a coragem
Me trago em canções
Trago a minha viagem
Sou minhas visões
Se falo é pra 8 bi corações
Se calo é pra minhas próprias lições
Eu não sei a metade das suas intenções
Você não sabe e nem soube das minhas emoções
Tu escuta e não ouve
Tu corre e não move
Mas deixa que eu deixo
Nem pá, nem se envolve
Não importa o seu gosto
Não há quem me prove
Um dia meu coração cessará suas batidas,
não vertas lágrimas, não te apagues em luto,
Será apenas o fim de um ciclo, um suspiro,
e eu, enfim, desprendida, voarei no infinito.
Mas, levarei seu olhar, sua doçura,
Seu amor inocente, o meu maior tesouro,
Todo meu infinito, por quem lutei e vivi, pora ti.
Minhas asas rasgarão o céu no silêncio,
libertas, leves, sem amarras ou temores,
Neste instante, serei pássaro, sereno, livre,
e a paz será meu único e eterno fulgor.
A ti, meu tesourinho!
Amor.
Nos teus olhos, o céu se desenha em tons de luar,
cada olhar, um verso que o tempo não apaga.
Oceano da Vida.
A vida é troca, é fluxo, é mar,
mas não se doa o infinito
a quem só sabe contar
gotas no vazio.
Por que mergulhar em águas rasas,
se tua voz é profundeza?
Não te perdas em ondas falsas,
Guarda teu sal na pureza.
Cultiva a terra que te entende,
regando raízes firmes,
Quem te escuta, te compreende,
e não te reduz a murmúrios banais.
Há quem venha com o oceano,
e em teu copo não te afogas,
Esse sim, é irmão,
esse merece tuas delicadezas.
Quando você compreende o seu valor, algumas situações, pessoas e lugares não ganharão mais a sua atenção.
