Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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A liberdade jurídica não consiste em fazer tudo, mas em não temer aquilo que a lei permite.

A justiça não pode depender da certeza do julgador, mas da qualidade da prova.

O Estado laico não combate a fé; impede que qualquer fé se transforme em privilégio jurídico.

O Iluminismo não foi necessariamente o movimento que produziu as ideias mais complexas da história, mas foi um dos que mais sistematicamente transformaram a razão crítica em projeto de reorganização da vida humana.

A razão não é a ausência de limites; é a consciência capaz de reconhecer os limites que a própria razão possui.

A neutralidade do Estado não exige neutralidade da consciência; exige apenas que nenhuma consciência seja convertida em medida obrigatória das demais.

A verdade não se torna mais verdadeira porque possui maioria, tradição ou autoridade; torna-se intelectualmente mais resistente quando suporta a crítica.

O homem é produto de circunstâncias que não escolheu, mas sua liberdade começa precisamente na possibilidade de interrogá-las.

A inteligência de uma sociedade pode ser medida não apenas pelas respostas que produz, mas pelas perguntas que permite formular.

A razão que não admite contestação já deixou de ser razão e começou a funcionar como autoridade.

O progresso humano não consiste em eliminar as contradições, mas em desenvolver instituições capazes de conviver racionalmente com elas.

O passado não determina absolutamente o presente; mas o presente raramente compreende a si mesmo sem decifrar aquilo que herdou.

O pensamento verdadeiramente livre não precisa destruir a tradição; precisa apenas impedir que a tradição se torne substituta da consciência.

A democracia não transforma a maioria em proprietária da verdade.

A lei pode organizar a sociedade, mas não deveria pretender governar a consciência.

A liberdade de expressão não protege apenas ideias populares; protege precisamente aquelas que incomodam o poder.

A autoridade que não aceita ser questionada já não pede legitimidade, exige submissão.

O Direito não deve perguntar no que o cidadão acredita, mas quais direitos lhe pertencem.

Uma sociedade livre não precisa de cidadãos que pensem igualmente, mas de instituições capazes de conviver com pensamentos diferentes.

A justiça não deve perguntar quem fala, mas se aquilo que se afirma pode ser demonstrado.