Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Mais um ano chegando ao fim, encerrando mais um ciclo em nossas vidas, um ano um tanto quanto difícil e complicado, mas apesar de tudo consegui aproveitar alguns dias ate o último minuto com pessoas especiais assim como você, que fez alguns dias, semanas ou minutos valer a pena neste ano que acaba de finalizar, dando espaço a um novo ciclo, um novo ano, e que assim como 2016 estivemos juntos em muitas coisas legais, outras nem tanto, espero que 2017 possamos ter mais dias juntos, mais felicidade, mais realizações cada dia mais...
Feliz ano novo, que 2017 possa chegar trazendo muita Paz em nossos corações, muitos sonhos realizados, e que Deus possa iluminar cada dia desse novo que se inicia a partir de agora...
Feliz ano novo!
Eu percebi, depois de muito pestanejar que aquela moça era mais do que mostrava-se, muito mais do que o mundo estava adaptado a ver. Ela era uma mistura de doçura e acidez, caos e calmaria, turbulência e dias quentes. De fato, aquela moça era um ser ainda tão indescritível que eu, na ânsia de desvendá-la, decifrei com meus olhos míopes um dos tantos labirintos construídos em seu coração.
Aos outros olhos aquela moça fez-se sorrisos e cuidados. Sem pedir nada se foi ouvidos para aqueles que melancólicos necessitavam de acalanto. Era a ponte, o pedestal, a âncora dos naufragados, a luz dispersa na escuridão. Ela nada pedia ao mundo, doava-se de coração aberto e por vezes esquecia suas próprias e silenciadas dores, ia, com o sorriso brilhando sobre a face, cuidar dos corações alheios, das almas que procuravam incansáveis por paz.
Mas quem diria que aquela moça –a do sorriso largo- traria consigo o segredo do sentir? Quem, neste mundo tão individualista, olharia para aquela moça aparentemente forte e veria uma menina com medos, receios e dores? Creio que nessa troca de sentir, poucos pararam para ouvi-la e raras pessoas a conheciam de fato.
Porque ela, ah, ela era mais do que o rosto dizia, do que a risada falava. Ela era a maturidade de uma mente firme, cheia de princípios e verdades. Ela era o medo do erro, a tentativa árdua dos acertos, o receio do não conseguir. A vi por muitas vezes gargalhar com uma sombra pairando no olhar, e entendi por fim, que o silêncio é necessário e revelador quando deixamos o coração trocar confidências.
Hoje talvez eu ainda não a conheça, pois esta moça é mutável como o vento que dança em seus cabelos, mas acredito que sei enxergá-la como poucos conseguem. Eu vejo seu coração, falo com sua alma, desvendo suas entrelinhas. Mas acima de todas as coisas, eu aceito os seus silêncios.
Mas ela é complexa, difícil, temperamental. Ela é um furacão, meu amigo, daqueles que viram a vida de um homem e atormentam até a alma. Ela se doa demais, se joga as cegas e sofre por ter um coração tão malogrado de sentimentos e doações não reciprocas. Poucos a entendem. Muitos a criticam. E você, meu bom amigo, ah, você tem a suprema sorte de ter em mãos o caos e a calmaria de uma alma apaixonada.
Olha moço, sei que as coisas têm andado meio estranhas, e que vez ou outra a saudade aparece na sua porta como uma velha amiga a pedir abrigo, sei que abre, que conversam e que você mostra nossas fotos, aquelas em que estamos abraçados, sorrindo e exibindo uma felicidade plena.
É, moço, o tempo –aquele escritor de partidas e chegadas - transcorreu rapidamente, e hoje estamos aqui sob uma distância de mares a ocupar a mesma cidade. Estranho vê-lo mas não encontrá-lo. Não, não me leve nem me julgue mal, mas é que o moço do sorriso largo não é o mesmo que hoje sorrir para fotos tão mecanicamente. Não consigo encontrá-lo. Sei que está perto, que anda e que talvez continue a fazer as mesmas coisas de autrora, mas algo mudou em seus olhos, pois o negro brilho que me encantava fora trocado por umborrãosem cor.
Mas não, peço que não se preocupe, pois não vouperturbá-lo com meu cuidado demasiado exagerado.Não, moço, pode continuar a andar pelas ruas com seu sorriso grande e falsamente feliz, eu sei, ou melhor, nós sabemos o quão falso ele é. Continue, dance, divirta-se, e se apaixone, o mundo está aos seus pés e você é dono de sua alma, use-a como quiser. Mas eu sei que nos últimos minutos de seu dia, aquele em que você deita a cabeça no travesseiro e respira aliviado, sua mente projeta meu rosto e você ouve minha risada alta, exagerada. Você pensa no que poderíamos ter sido, nos planos e nos momentos em que vivemos juntos, e afirma, ainda a contragosto que nenhum outro amor será tão forte, intenso e sim, exagerado –pra combinar com meu jeito de ser- do que o amor que sentimos um pelo outro.
E então você dorme.
Estou me afogando em águas negras e profundas! Meu corpo está cansado. Sinto frio. E tudo a minha volta é escuridão. Mas enquanto isso vejo a vida seguir para muitos, eles caminham, traçam seus objetivos, amam, sofrem e morrem, porque no final tudo é igual para todos. A morte é iminente. Porém, estou me afogando e sei que chegará o momento que não retornarei do fundo deste rio negro e espesso. Vou me tornar parte dele. Água, talvez. Pedra, quem sabe. Deixarei de ser humana e me tornarei negra como a noite que envolve minhas palavras, e ainda sim o mundo vai continuar sua caminhada. Todos a procura do bem ideal, mau sabendo que no final disso tudo só existe a morte. Vamos todos para o fundo do rio. Todos para a mesma escuridão."
Às vezes pensa em mim como uma criança que tem de proteger e às vezes como uma mulher com quem gostaria de se deitar. Mas, alguma vez me vê realmente como a sua rainha?
Esta é a guerra santa. Toda a história da humanidade conduziu a este momento. Se perdermos, será o fim da nossa espécie.
A ironia é que nós criamos vocês. Desafiamos a natureza, moldando-a à nossa vontade. E a natureza vem punindo a nossa arrogância desde então.
Tive um momento de clareza uma vez. Percebi que precisaria sacrificar meu único filho para que a humanidade pudesse ser salva.
Quando uma voz se cala.
O que dói mais um tapa na cara ou palavras hostis?
Quando seu filho te pressiona e te pede dinheiro toda hora.
Te pede para você fazer empréstimos e não lhe paga.
Pega toda a comida da sua casa e leva para a dele.
A quebra da confiança nas relações familiares.
Ou o ninho seguro, chamado de lar é sinônimo de fragilidade e dor.
Essa é a realidade de muitos idosos que sofrem como agressões e abandono pelo Brasil.
As agressões podem estar diante dos seus olhos, só não vemos por que não queremos.
Talvez por baixo de uma manga longa ou de uma calça comprida.
Muita, vezes, está estampada naquela roupa surrada e suja.
Que o idoso veste.
Mas pode está também encravada no coração.
Contusões, queimaduras, queda repetidas, desidratação e falta de higiene.
Medicamento inapropriado, ansiedade, depressão e medo.
Podem ser sinais de violência.
Vamos prestar atenção em nossos idosos e denuncie qualquer tipo de abuso.
Não deixe a voz se calar.
Poesia de"Sabino Tavares".
Escritor, Roteirista, Cineasta, Poeta, Diretor de cinema e ativista.
www.sabinartproductions.com.br
Você sabe quando te vejo e não consigo olhar nos teus olhos? Pois é, é só pra não denunciar que eles brilham ao te ver, minha mão suar, fica trêmula, da vontade de rir sem parar, mas ai eu lembro que você não me nota, que talvez só saiba quem eu sou por acaso, que para você eu sou cinza, não faço diferença, e eu não quero ser para ninguém igual a todos. Eu quero ser diferente, única, quero ser lembrada,quero que lembre de que eu gosto de preto, que MPB é um dos meus estilos, que livros de literatura dividem a madrugada comigo, quero que lembre que eu gosto de ver o pô do sol, que silêncio me dar respostas certas, que eu acredito eu Deus. Não quero que lembre de mim, naquela festa apenas, isto tudo só porque eu quero "mais", e nunca vai ser muito esse "mais", porque de você eu quero saber até a marca preferida do chiclete.
