Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Para que?
Namorar,
Por namorar?
Não tem graça!
Namorar,
Sem beijar?
Ih!
Namorar,
Sem amizade?
Esquece!
Namorar,
Sem felicidade?
Não entra!
Namorar,
Sem cumplicidade?
Não adianta!
Namorar,
Sem amor?
Fala serio!
Namorar,
Para acabar?
Não comece!
O segredo é não confiar mais em ninguém, porque as vezes a pessoa que você mais confia é a que mais te apunhala pelas costas. Confiança é algo muito raro, que só deve ser entregue a duas pessoas: você e Deus.
VIDA QUITADA
Vivo de fato. Não espero a morte. Creio ter explicado, embora vá fazê-lo de novo, que a minha vida é preciosa. Tenho cada momento como nova pepita garimpada no percurso de minhas paixões. De meus sonhos projetados para o futuro. De minha crença na existência desse futuro, ainda que ele não passe do dia seguinte. Não há pedra na vesícula, ou no rim, que possa diminuir o valor da pedra preciosa que há no meio do percurso... Do meu percurso.
O sentido que dou a cada dia vai muito além das conquistas materiais, embora também as valorize, decididamente bem menos do que às conquistas de afetos, saberes e culturas. Viver bem, no meu caso, tem pouco a ver com os bens acumuláveis ao longo da existência. Confesso que nunca lutei por casa, carro, fama, influência, cargos destacados no emprego e na sociedade. Até mesmo como escritor, nunca enviei calhamaços, livros demo, endereço pessoal de blog ou algo parecido para editoras, visando contratos. Percorri meus caminhos do meu jeito, com as dificuldades próprias de quem escolhe caminhar, e por isso demorei tanto a parir livros.
Sou realizado como escritor de pouca fama e educador apaixonado. Sobretudo como pai de Nathalia e Júlia, irmão de oito pessoas amadas com as quais partilhei a mãe dos sonhos de qualquer filho, e como amigo de pessoas também especiais. Eis minha realização pessoal. A de um homem que chamam de acomodado, mas que na verdade é muito ambicioso, pois deseja (e tem com fartura) o que nunca será comprável.
Se hoje não temo a morte, é porque minha vida está quitada. Já estou em paz comigo, errei tudo o que pude, consertei o que deu, fiz minhas escolhas certas e erradas, paguei por estas outras e tive por aquelas as recompensas de praxe. Fui criança na idade certa, fiquei maduro na maturidade, agora caminho rumo à velhice, tendo na mente um conceito enxuto e sereno da mesma, para não ser, equivocadamente, um triste velho de alma jovem.
Mereço da vida o melhor. Não por ser eu alguém especial pro mundo, mas por ser eu alguém especial pra mim. Por isso me dou de presente a paz, a alegria e o amor. Brindo a mim mesma com o olhar de aprovação pelo que sou.
Eu me amo intensamente. Gosto de cada parte de mim, e mesmo assim, sou mais a cada dia. Pode parecer uma incongruência melhorar a medida que passam os anos, mas é assim que acontece comigo. Sou hoje melhor do que ontem e amanhã ainda mais.
Recebo amor onde quer que eu vá. De mim mesma e de quem me rodeia. Carinho, palavras, atitudes estão por toda parte. E são sinceros, sem interesses vinculados ou verdades ocultas. São porque são, porque eu mereço. Porque quem está do meu lado recebe de mim nada menos que isso, nada menos que o melhor de mim.
A vida é assim. Fluxo e refluxo. Quando você está pronto a dar o melhor de si, o mundo se ordena para receber. Equilíbiro. E em cada passo, você recebe o melhor do mundo. Abra o seu coração.
Eu amo a pessoa no espelho. Amo os sinais do tempo e o brilho do olhar. Amo aquela que se constrói a cada dia. Amo minha alma. E o universo me acolhe e conduz.
Minha estrela brilha mais a cada manhã. Quem tiver olhos que veja.
O reggae não é um ritmo na verdade é um sentimento que brota da mais profunda inspiração de um homen
Julgamentos não são precipitados, quando existe ética. Eles são automáticos no inconsciente humano. Precipitado é o veredito que atropela o julgamento e se manifesta precocemente, absolvendo ou condenando segundo preconceitos e simpatias pessoais mal administrados.
Quando você não tem ninguém para quem fazer uma xícara de chá, quando ninguém precisa de você, é quando eu acho que a vida acabou.
Isso você não vê
É felicidade acordar com o canto dos pássaros
ou com o padeiro ambulante na rua gritando e dizendo que o pão está acabando
É felicidade poder ter a chance de lutar pelos sonhos,
enquanto outros não têm a saúde pra correr atrás deles.
É felicidade ter uma mãe que ri com você e que prepara sua comida preferida
É felicidade poder rir sem parar de coisas sem utilidade
É felicidade poder sentir o ar no rosto,
ou poder olhar para o céu e ver milhões de estrelas
Que você tem a oportunidade de contar, mas não conta porque faz mal, isso é felicidade.
Felicidade é poder cantar e ouvir na hora que quiser, e ainda desafinar ou cantar a música errado
É felicidade poder decidir se vai levantar com o pé direito pra dar sorte, porque você tem dois, isso você não vê.
É felicidade ter pelo menos dois avós, enquanto com outros, todos eles morreram.
E poder ter a chance de receber o carinho deles ou poder-lhes ensinar o que é o amor, doando o seu próprio.
É felicidade poder acordar no dia seguinte
e escolher se vai ficar parado
ou se vai lutar pelo que acredita pra conseguir o que tanto quer.
Felicidade é ter escolhas
É poder ter o que escolher.
Eu só queria acordar um dia de bem comigo mesma, me olhar no espelho e nao me criticar, escovar os dentes, ir pra escola, encontrar meus amigos, sorrir bastante e ver que a vida lá fora pode ser perfeita se eu quizer que ela seja.
Quero saber só do que me faz bem
Papo furado não me entretém
Não me limite que eu quero ir além
Porque a vida é louca, mano, a vida é louca
Mas sabe, tem uma hora que você enjoa desse jogo e desiste. E não se surpreenda se gostar de ser sozinha.
A valentia que se não baseia na prudência chama-se temeridade, e as façanhas do temerário mais se atribuem à boa fortuna que ao seu ânimo.
Eu não sabia que a saudade incomodava, que o amor era tanto e que a vida doía.
Não sabia que a mágoa machucava, que a lembrança desbotava e que a aspereza enrugava.
Eu não sabia que o caminho era longo, que as pedras incomodavam e as curvas confundiam.
Eu não sabia que o silêncio torturava, o desejo salivava e a distância traria o esquecimento. Também não sabia que a ironia maltratava e que em todos os tempos o fingimento não tinha graça nenhuma.
Eu não sabia que a preocupação esquentava a cabeça, que a noite se afeiçoava com a solidão. Eu desconhecia sobre os interesses fúteis como praga que contaminava os dias. Isso eu não sabia.
Eu não sabia que o choro era sinal de fraqueza. Pensei que arejava a alma, em algumas situações. Não sabia que as mães eram heroínas, mesmo que os filhos nem se deem conta disso, nem que os pais fazem um esforço danado para parecem certos o tempo todo com seus sermões quilométricos.
Eu não sabia que a alma fica doente e o corpo padece com isso. Que o coração é lugar para dúvidas e a razão nunca é obediente.
Eu desconhecia o sofrimento como escada para a felicidade, que o medo fragilizava e que havia um abismo entre o sonho e a realização.
Eu não sabia que o universo conspira a favor de quem faz a sua parte. Que sorte é quase uma fábula e que o discurso só funciona quando é resultado de uma prática.
Não sabia que era preciso tanto esforço para viver em um mundo contraditório.
