Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Itachi matou seus amigos, seus superiores... Matou seu amor, seu pai e sua mãe. Mas ele não pode matar... Seu irmãozinho.
Não peça coerência ao mistério nem peça lógica ao absurdo.
Aqueles que me conhecem sabem.
Aqueles que não me conhecem julgam.
Aqueles que pensam que sabem
tudo sobre mim, estão enganados.
Para ver o que poucos viram
você tem que ir onde poucos foram...
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável!
Boas pessoas não precisam de leis para obrigá-las a agir responsavelmente, enquanto as pessoas ruins encontrarão um modo de contornar as leis.
A vida tem disso
No fim tudo faz sentido
Então até mais
Não adianta olhar pra trás
Canção do Tamoio
I
Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.
II
Um dia vivemos!
E o homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.
III
O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!
IV
Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!
V
E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.
VI
Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.
VII
E a mãe nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!
VIII
Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.
IX
E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.
X
As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.
A vida é uma sequência de encontros inéditos com o mundo, e portanto ela não se deixa traduzir em fórmulas de nenhuma espécie.
Simplesmente gosto da intensidade...
Abomino a mesmice...
As ideias curtas...
Não gosto de quem não se permite viajar...
Ainda que em sonhos
Há quatro coisas misteriosas que eu não consigo entender:
A águia voando no céu;
A cobra se arrastando nas pedras;
O navio que encontra seu caminho no mar;
E o amor entre um homem e uma mulher.
Talvez a gente goste da dor... Talvez sejamos feitos assim... Porque sem ela, sei lá... talvez não a gente não se sentisse real... Como é aquele ditado? "Por que eu continuo a me bater com um martelo?" É porque me sinto bem quando eu paro.
Você está tão ocupada sendo você mesma que não faz ideia de quão absolutamente sem igual você é.
Não é possível estar calado e permanecer tranquilo senão quando se têm flechas no arco; quando não é assim, questiona-se e discute-se.
Se você tem desejado ser um Cristão, marque isso: sofrimento. Se você não o teve, ele ainda virá se você andar com Ele. Pois por causa de Cristo, a vocês foi concedido que vocês não deveriam apenas crer, mas sofrer. É concedido a você, é dado como um presente com um grande laço, que você irá sofrer. Não estranhe quando isso vier, é o preço: ele pagou com sua vida por nossa salvação. Nós nos unimos a ele nesse sofrimento para demonstrar a natureza do mesmo. Como irão ver quanta satisfação Ele é em nós, se parece que são outras coisas que realmente nos satisfazem?
O tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
Nota: Adaptação de trecho da crônica "O Centro das Atenções", originalmente publicada na coluna de Martha Medeiros, no website Almas Gêmeas, a 23 de abril de 2001, e posteriormente incorporada no livro "Montanha Russa". O pensamento pertence originalmente a Ludwig Marcuse.
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