Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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O talento sozinho não consegue fazer um escritor. Deve existir um homem por trás do livro.

Não gastes o teu dinheiro antes de o teres na mão.

A política é uma praga tal que eu aconselho todos a não se meterem nela.

Não gosto do trabalho, ninguém gosta; mas gosto do que é no trabalho a ocasião de se descobrir a si próprio.

A economia é uma virtude distributiva e consiste não em poupar mas em escolher.

Um dos méritos da poesia que muita gente não percebe é que ela diz mais que a prosa e em menos palavras que a prosa.

Antes de se amar profundamente, não se viveu ainda; e, depois, começa-se a morrer.

Não se deve julgar o mérito de um homem pelas suas grandes qualidades, mas pelo uso que sabe fazer delas.

O álcool tira as ilusões. Depois de alguns golos de conhaque já não penso em ti.

Não arriscar nada é arriscar tudo.

Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma.

Agora eu compreendo que agitação não é vida. É vaidade.

A mente não deve ser modificada pelo tempo e pelo lugar. / A mente é o seu próprio lugar, e dentro de si / Pode fazer um inferno do céu, do céu um inferno.

Não é o amor que se deveria pintar de olhos vendados, mas sim o amor-próprio.

Pois a flecha não fere os covardes.

Não tenhais, sobretudo, medo do povo, ele é mais conservador do que vós.

Devíamos ser ensinados a não esperar por inspiração para começar algo. Ação sempre gera inspiração. Inspiração raramente gera ação.

O amor não mata a morte, a morte não mata o amor. No fundo, entendem-se muito bem. Cada um deles explica o outro.

O coração ingrato assemelha-se ao deserto que sorve com avidez a água do céu e não produz coisa alguma.

Sou

Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.