Nao Ame Sozinho
Dentro do déjà vu, a expressão caótica. Pois o que somos diante do que sou? Não sei. Apenas sou no reflexo, transmutação do eu.
Na pragmática, o eu se difere do eufemismo. Eu sou espelho — sem suavizações. Tento sorrir, mas os olhos não me compreendem como eu.
Todo ato da necessidade de um início pois sem ação não se tem reação.
Na resiliência da ação.
Neste fato Feedback da alienação apenas é desculpa para continuar a musica do rebola.
Mosaico do Tempo e a Ilusão da Causa
O erro do paradoxo temporal pode não ser um erro de fato, mas um caminho não intrusivo. Afinal, a coexistência simultânea parece impossível até mesmo no microcosmo — a menos que consideremos a possibilidade da entropia existir dentro da própria visão. O que significa existir em um universo etéreo, onde a luz replica a si mesma? Na coexistência entre a sombra e o "eu", há uma aparente igualdade que logo se desfaz, pois é a luz que coordena e dita essa existência. O ser existe porque o caleidoscópio é parte intrínseca da visão cubista.
Compreender os mistérios exige olhar para dentro deles, e não apenas especular. Buscamos a solução de tudo na equação e no equilíbrio do todo para o todo; mas, quando nos deparamos com o caos e com aquilo que não conseguimos explicar, criamos fantasias e medos, transformando a dúvida em crônicas de mito e misticismo. O tempo necessário para a compreensão ainda faz parte da Caverna de Platão: um olhar moldado pelo medo e pela desconfiança. No entanto, ao olharmos para os céus como grandes edificações, o tempo passa e aquilo que tanto nos intrigava torna-se irrelevante. O jogo terminou.
Diante da fusão do pensamento, a realidade torna-se um mosaico temporal, um passado congelado pela força da emoção. O estado analógico fez o pássaro voar dentro de uma condição assimilada pela teoria do espelho: a existência do mundo macro depende do observador, e a mutabilidade da causalidade temporal transforma-se na bebida dos deuses. A existência emerge pelo simples e puro fato de existir.
Contudo, quando os adereços da causalidade são reunidos no estopim de um evento, a causa se torna o ponto mais fascinante: todos os desfechos convergem para ela, independentemente do que façamos. Mas o que acontece quando essa interação ganha novas sombras e novos observadores? Terá a história o mesmo final? Guardará ela a mesma propriedade na profundidade das probabilidades?
A construção de uma nova realidade é ambígua. Na arquitetura de um megacubo espacial — um cubo desdobrado no espaço-tempo —, o som finalmente seria compreendido através da distorção da gravidade. Haveria uma defasagem da história no próprio ato de sua escrita, uma nova proposta de criação vinda de um mundo de sombras.
O som viaja pelo espaço, mesmo quando este se mostra vazio e translúcido. É quando a gravidade o toca que invocamos novos acordes ou o silêncio absoluto; a atração o torna inerte, transformando-o na imagem de um passado guardado em nossas lembranças. O cubismo fragmenta essa imagem. O som pode ser distorcido, e o próprio movimento da gravidade pode ser modificado pela força do simples querer, pela pura manifestação da vontade. É quando a lei da relatividade, enfim, transcende a própria causalidade.
Por Celso Roberto Nadilo
Pensamentos
"Diante do pensamento, vivemos a discriminação.
Não podemos expressar o que somos, apenas olhares vazios.
Pois ainda somos escravos da constituição.
Somos livres, e somos a cultura que criou esse país, sem amarras da ignorância e do relativismo do imperialismo."
Manifesto: A Gaiola Coletiva
O futebol não é a nossa cultura; nossa cultura é a estrutura, a crença e a raça da nossa gente que, com o próprio suor, levantou esta nação. Uma nação que não foi construída pelos senhores escravagistas, mas sim apesar deles.
Hoje, somos governados por democratas da alienação. Promovem a futilidade e a ganância, alimentando a luxúria de um espírito podre — para aqueles que acreditam em alma, pois para o sistema, ela nunca existiu. O velho "pão e circo" continua de pé. No jardim da nossa sociedade, a flor é devorada pelos ratos da extrema-direita democrática. Mas há um preço: todas as flores precisam de espinhos para proteger e expor a sua beleza.
Somos obrigados a engolir a corrupção e o negacionismo. Na transição do ser político e analítico para o ser inerte, fomos engolidos pela alienação social e religiosa que viralizou. Junto com ela, viralizaram o racismo, a intolerância espiritual e a indiferença. Sob esse teto, a pobreza tornou-se sinônimo de ignorância e de escassez política.
Somos uma rica mistura de raças e credos, mas os governantes ainda nos enxergam como meros objetos de manobra. Criam-se políticos de estimação e cargos previsíveis. Candidatos corruptos desfilam impunes, esfregando na nossa cara as provas do roubo. Mesmo assim, a alienação vence, porque a mente da massa está presa em uma gaiola coletiva.
O senso da razão ainda sobrevive, resistindo bravamente em meio a deepfakes e fake news. No entanto, dividimos o espaço com aqueles que lutam para viver na utopia de uma "Matrix". Somos peças de um jogo político focado nas riquezas do povo, onde a vida é sofrida e onde lutamos diariamente pelo direito de existir em um mundo onde tudo — absolutamente tudo — tem preço.
O que testemunhamos parece o interior.
Mas, ainda não aprendermos nos compreender. Diante o espelho ainda, vemos nuvens massivas no exato que momento morreu.
Veneno do ar
O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.
Entre a dúvidas as almas são rebatadas ou são parte do sistema que observam seus atos ate não conseguimos contemplar o proprio caos.
Temporal
Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
— Por Celso Roberto Nadilo
"O estado não analógico do fluxo temporal, apenas envolto no voo da pipa no céu, relembra os olhos abertos nas nuvens carregadas ou em céus sem nuvens de ar seco. Em uma flor estática, a luz compila o ar de uma atmosfera desgastada; nas fronteiras de cada camada, revela-se o arco do frio rarefeito.
O vento ganha desenho e paira sobre as camadas da atmosfera. Através do ar e do passar das horas, sofremos a alienação dos estados do tempo, que flui pelas heranças de um dia inflamado."
— Celso Roberto Nadilo
"O GRANDE MÉRITO DO HOMEM NÃO É CHEGAR AO PÓDIO, MÁS O SOFRIMENTO, A LUTA CONSTANTE PARA CHEGAR AO PÓDIO" Ademar de Borba
Ser por ser
Ate ser
Ser ou não ser porquê não ser...
O que sou diante meu ser sou o ser então...
Entenda melhor o ser dentro do seu ser.
E sera seu ser comprendo o ser...
Contemple seu ser magnífico ser...
Porque aparecer o não sou se ainda sou...
Porque clamar se ainda vou ser o sou...
Para que vou ouvi se ainda sou
So seu desequilíbrio eu vejo a realidade da ignorância... se expõe a virtude a tristeza não é clara...
A dobra espacial não serve apenas para encurtar distâncias no espaço; ela serve para esticar o tempo de existência da humanidade, permitindo que a gente evolua até o nosso potencial máximo.
Somos que somos diante do inevitável abismo ainda somos humanos
O esquecimento é foice do sistema.
Esquecer por que não conseguimos compreender.
Olhar para espelho ver as distorção do ser que é obcecado pelo seu próprio ego...
Tanta vaidade e tão pequeno percentual de um ser humano.
Apenas um olhar no vazio da existência.
No metrô as pessoas são julgadas pelo teatro do dia a dia, como se fosse interessante ou sedução ou ate mesmo desde do ser aparente.
Robos do sistema ou sobreviventes de mais um dia no trabalho escravo da alienação.
Tantas regras mais aonde esta a moral...
Sua piscina está cheia de ratos...
Suas ideologias nao corresponde aos seus atos...
A verdade escorrem por seus lábios...
Seu olha morre e ninguém explica o impensável..
Para onde foi os tais discursos falsos.
Para onde engolir a seco o gosto amargo da verdade.
Nos valores do caos predomina a luz.
Sem a escuridão nao existiria a luz.
Todos atos sao calculados ate amanhã seja hoje.
