Nao Ame Sozinho

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“Certas almas não se encontram — elas se recordam.” JULIANA HOFFMANN LISKA

Quem tem a convicção de que merece um banquete de amor, não se sujeita às migalhas de afeto.

Não celebramos os vivos com a mesma intensidade que velamos os mortos. Se pudéssemos comparar, quantitativamente, os que brindam nossas conquistas e os que estarão ao redor de nosso caixão, veríamos o tamanho da hipocrisia coletiva.


Bruno Soares

Não duvido que você já tenha relembrado as dores que lhe causaram. Mas já teve a ousadia de encarar a possibilidade de que, em algum capítulo da vida de alguém, você foi o vilão?

Não há prisão mais cruel do que aquela em que o carcereiro é alguém que te chamava de amor, de mãe, de pai ou de amigo.

Há dores que não pedem consolo, porque nenhum alívio superficial alcança aquilo que elas realmente querem dizer. Não nasceram para ser abafadas, mas para produzir consequência: ruptura, deslocamento, transformação. Certos sofrimentos surgem quando a vida já não suporta continuar na mesma forma. E, nesses casos, a dor deixa de ser apenas ferida — torna-se convocação silenciosa para que algo, enfim, mude.

“Meu amor não é de agora — ele atravessou séculos para me encontrar em você.” JULIANA HOFFMANN LISKA

“Não sou passageira: sou saudade antes mesmo da despedida.” JULIANA HOFFMANN LISKA

O Diferencial da Sua Essência, O Sal da Simplicidade

Não importa o quanto o céu esteja cinza e que o ambiente esteja tomado pelo frio, formando um cenário aparentemente sem vida; ainda assim, a sua presença consegue sobressair, capaz de colorir o dia, de avivar determinados momentos, de ser motivo de muita alegria e de gerar nos outros, bons sentimentos, à semelhança de uma bela melodia.

Ela é a resiliência de um raio de sol entre as nuvens acinzentadas; bênção charmosa feita de amor; poesia de versos e alma; uma flor que se destaca mesmo quando não é primavera; um olhar profundo que fala em silêncio; É, portanto, uma luz de senso que faz enxergar alguns belos detalhes e outras cores presentes como o verde das árvores.

Assim, chega a ser imprudente dizer que ela não faz diferença. Traz, na sua resistência, o sal da simplicidade que aguça o sabor de certas vivências, as quais são facilmente memoráveis, contrariando aquelas fases de tristeza ou, no mínimo, desconfortáveis — peculiaridade que supera a sua beleza demasiadamente; logo, atraente desde a sua essência.

O castigo mais cruel não é a ausência do objeto desejado, nem a idealização utópica de si que jamais se realizou — é a proximidade eterna daquilo que se pode ver, sentir, imaginar, mas nunca alcançar. Há tormentos que não nascem da falta absoluta, mas da presença inacessível: aquilo que permanece ao alcance dos olhos e fora das mãos. E é justamente essa vizinhança impossível que prolonga o desejo até transformá-lo em prisão.

O sujeito não precisa do outro apenas como espelho que confirma sua imagem, mas como diferença que o desloca, confronta e amplia. É a alteridade que impede a consciência de fechar-se em circuito próprio. Sem esse encontro com o que escapa e contradiz, a identidade torna-se superfície repetida — lisa, estéril, incapaz de transformação. Toda subjetividade que não encontra diferença acaba apodrecendo dentro da própria imagem.

Não ao que pesa,
não ao que diminui,
não ao que tenta caber em mim
sem nunca me pertencer


Helaine Machado

Quem cultiva inimigos desperdiça o próprio tempo, perde o foco do essencial, azeda o humor e, não raro, termina por imitar aquilo que combate.

Se minha insistência operasse em sentido inverso, o mundo não avançaria nem recuaria: estacionaria num empate de alta precisão técnica.

Não é a suntuosidade que torna algo grandioso, mas o valor que tem e a crença que o sustenta.

A bondade não se impõe, não conhece limites e não faz distinções sociais.

Arrisque mais agora, para não ter de corrigir depois; não aguarde convites, produza o acontecimento.

A arte e a cultura não estão condicionadas à classe social, etnia ou credo; sujeita-se às manifestações de um povo que preserva seus costumes e respeita sua gente.

A letargia não edifica pontes; imobiliza e separa a aptidão da mediocridade.

⁠Ontem nevou e fez frio. Não havia mais fogo para aquecer e a luz do Sol não brilhou mais. O caos trouxe a escuridão e a escuridão tomou os corações.
Ontem nevou e a neve cobriu nossas casas. Ficamos perdidos na rua, correndo de um lado para o outro, sem nem ao menos nos reconhecer.
Corações gelados, dominados pela maldade, riram de nós. O Sol se escondeu. Mas buscamos abrigo debaixo da videira.
O grito dos maus nos assombrou e o frio nos silenciou para sempre.
Quem restou se agarra firme naquela árvore e espera a redenção que aquece com fogo e ilumina com a luz que dissipa a neve e destrói o mal.