Nao Ame Sozinho
Calma menina,
Eu sei que amar doeu,
Mas não desista,
Ainda és apenas uma criança.
Eu bem sei que a vida não é brincadeira,
Mas não era pra ser assim.
Em algum lugar há de estar os que sabem amar,
Por isso prossiga.
Em algum canto reside a reciprocidade,
Em breve pisará um terreno sem minas,
Mas não tem como descobrir sem caminhar.
Caminhe menina,
Eu sei que seus pés doem
E que o horizonte é incerto demais,
Mas tudo pode mudar.
Entendo que as desilusões machucam
Que a ignorância irrite
E que a ingratidão gere frieza,
Mas sem elas,
Palavras de amor seriam apenas palavras.
Não desista menina,
Sei também que as pessoas são rudes
Que os abraços são falsos,
E não existe carinho,
Mas eles estão cegos
E necessitam da sua visão.
O mundo tem sido cruel contigo,
Mas não seja cruel com o mundo.
Sua gentileza é capaz de desarmar o destino.
Mais esperança menina,
A diversão está ali na frente.
És criança e precisa brincar,
A vida é uma celebração
E a festa mal começou.
Não sinto medo
Sinto diversão
Nesse abismo de confusão
Diz ser psicopata
Mas então
Não sinto medo da sua escuridão
Te amei, e ainda te amo muito, mas você não merece meu amor, pois não sabe valorizar o que eu sinto, então por favor, me deixe em paz, pois se não soube me valorizar por que ainda me procura?
Não é que o amor acabou. Não, ele continua aqui, guardadinho, quietinho. É que a gente cansa sabe, de correr atrás, de baixar a guarda, de pedir perdão (como se só a gente estivesse errado). A gente cansa de se humilhar puxando assunto no WhatsApp, curtinho as postagens no face, mandando mensagem e não tendo retorno em nada. A gente cansa de correr atrás de quem não para nem um segundo para ao menos nos dar um oi, pra saber como a gente está. A gente cansa porque de tanto buscar a atenção do outro acaba se perdendo. E se perdendo, a gente descobre que o outro nunca nos quis por perto de verdade, afinal, quem nos gosta tem medo de nos perder.A gente vai se cansando da indiferença, do descaso, da ingratidão do outro. A gente vai se cansando daqueles que não souberam respeitar o coração da gente, o amor, o carinho, o cuidado da gente.
O amor? Ah, ele continua aqui guardadinho e quietinho... porque a gente cansa sabe, de amar só quem nos desprezou...
Este é o melhor motivo para estudar história: não para poder predizer o futuro, e sim para se libertar do passado e imaginar destinos alternativos.
MAIS UMA NOITE
Eu estou triste e não consigo dormir
Está tão frio aqui que me dói os ossos
Me dói a alma também...
Eu sinto meu corpo se esvaindo de mim
e continuo triste sem saber
e talvez nem seja tristeza
é apenas uma solidão inquietante...
o meu silêncio uiva para os morros lá fora
e apenas os ecos respondem sombrios
palavras de angústia com gosto de sangue
e sons que entoam morte.
Não sou um guerreiro que combateu com armas terrestres, mas com a espada do Espírito que é a palavra de Deus.
Então, o que eu quero ser em cinco anos? Bem, pra ser sincera, não faço a menor ideia. A maioria das pessoas da minha idade, admitindo isso ou não numa redação, ainda está tentando descobrir. E talvez seja porque tem menos a ver com o que eu quero ser e mais com quem eu quero ser. Porque posso dizer o seguinte... em cinco anos, quero ser a alegria do meu irmão. Quero ser o amor do meu pai e o calor da minha mãe. Em cinco anos, quero ser a bondade da Rachel. Quero ser a coragem do Noah e a sabedoria da mãe dele. Mas, acima de tudo, quero ser a risada do meu melhor amigo.
Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada. E você ouve muitas fórmulas pra fazer tudo isso passar mais rápido, muito atalho tentando driblar o tempo. Não vou dizer que nenhum funciona, assim como não digo que algum funcione a longo prazo ou definitivamente. Não importa quantos corpos você tenha no verão, no inverno você sente falta da história, da alma, das manias. Vai ser ele por um bom tempo o dono das saudades bobas, das carências mais fortes, do carinho. E não tem fórmula mágica pra isso. Agora, se acabou, com certeza teve um bom motivo, já deixou de ser bonito como nas lembranças preferidas, por mais difícil que seja lembrar dos fatos por esse ângulo. E pro costume tomar uma nova forma, você tem que usar novos moldes, sem recaídas, sem se fechar pro mundo. Você vai tentar substituir ele por outro, assim, como quem muda de manteiga no café da manhã. E pode dar muito certo por uns meses, depois o novo cara é só mais um anexo no arquivo de decepções e a saudade, de algum modo estranho, nem é do cara novo. Tantas promessas de tudo ser diferente e no fim tudo sempre tão igual. E o vazio só aumenta, uma bola de neve. Até o dia que você acordar de manhã, se olhar no espelho e entender que ali tem alguém inteiro e com tudo que você precisa pra ser feliz. E esse dia, anota aí, vale mais que anos. Não se cura um amor com um novo amor. Se cura com amor-próprio.
