Nao Alimentar Esperancas
O agnóstico escreve petições ao silêncio não para obter uma resposta, mas para preservar juridicamente o direito de não inventá-la.
É triste a ausência de um sorriso, mas lá fora o mundo não é tão vazio, as vezes precisamos distanciar de algumas pessoas para viver coisas novas.
Quem sou eu?
Você é você!
Não importa o que digam, você não precisa se encaixar em algum ciclo de amizades, desde que seja você é só isso que importa.
"Estou triste
Sua ausência me causa dor, mas suas duras e sinceras palavras não me iludiram..
O que posso fazer se não me queres, o posso fazer quando me desejas?
Sinto-me usada, uma escora pronta para desabar quando não mais quiseres que te sustente..
Quem sou eu?
Quem me permiti ser?
Quem és tu? Porquê fazes isso? Como consegue ser tão frio e vazio?
Onde estou, onde me perdi?
Mergulhada em um sentimento que é só de um e talvez alimente dois...
Estou triste, sou triste, me faço triste, apenas por não aceitar a dor de estar, ser e permanecer sozinha, por ter dependência na sua carência e ausência..
Deixo te ir, só não volte para me deixar ainda mais triste e iludida...
Só se vá, sem se arrepender do que um dia poderia viver, quando só então a tristeza em ti caber, quem sabe um dia eu volte a te receber...
Vá e não faça com que eu me arrependa, que eu não use a minha abstinência e nem a carência, vá e me deixe viver a tristeza que se fez quando estava com você..
Estou triste mais ainda sim, jamais deixarei de viver emocionada como fui por você..."
Amo-te intensamente.
Amo-te como ainda não amei havia amado.
Amo-te com os olhos, com o sorriso, com os gestos e com tudo aquilo que nem sei explicar.
Amo-te sem medo de te perder,
mas com a dor de não te ver.
Amo-te nos sonhos e quando estou acordada,
na fantasia silenciosa da madrugada,
no amanhecer e no entardecer.
Amo-te incondicionalmente,
sem saber sequer como te amar.
Amo-te simplesmente…
Pois, quando dei por mim,
já te amava.
Amo-te porque te amar me cura e me permite acreditar qua ainda sei amar!
qual é o lugar jurídico e filosófico do ser humano em um universo que não necessariamente possui significado?
Iris sabia que um passo tão importante não poderia ser dado sem antes consultar aqueles que abriram mão de tudo para que ela pudesse existir.
Com o coração batendo forte,
ela agradeceu a Emanuel pelo convite, mas foi firme: precisava voltar para casa e contar a verdade aos seus pais.
Emanuel compreendeu o peso daquela decisão e, antes de se despedir, entregou-lhe o pingente da Ordem do Prisma,
dizendo que saberia onde encontrá-la quando estivesse pronta.
Ao cruzar a porta do casarão familiar,
o ambiente acolhedor e o cheiro de café fresco trouxeram um contraste reconfortante com o turbilhão de revelações que ela acabara de viver.
Seus pais estavam na sala, os cabelos agora salpicados de prata, mas com o mesmo olhar de cumplicidade que os unira dezoito anos atrás.
Suas irmãs
Aurora & Helena também estavam por perto,
trazendo a alegria habitual da casa.
Iris respirou fundo e colocou o pingente de metal escuro sobre a mesa de centro.
Com a voz calma,
mas carregada de emoção,
ela revelou o seu dom especial,
o encontro com Emanuel,
e a existência da Ordem do Prisma.
O silêncio tomou conta da sala por alguns instantes.
Sua mãe, que um dia fora apenas código e poesia, trocou um olhar profundo com o marido mortal.,
que apertava firmemente seu revólver (38) no coldre.
Eles sabiam que a magia e o destino que tentaram esconder do mundo haviam finalmente batido à porta,
não como uma ameaça,
mas como o chamado para o futuro de sua filha Iris!
O Toque do Verso (Novas Nuances)
A semideusa,
ao ver o encontro,
não quis ser apenas moldura,
e teceu, num instante pronto,
uma nova e intensa textura.
Com as mãos feitas de infinito,
derramou sobre nós o seu mel,
transformando um romance bonito,
num incêndio que rasga os céus.
Ela trouxe o ciúme dos astros,
a paixão que devora e conduz,
e deixou nos humanos o rastro,
um desejo que queima e traduz.
Já não basta o abraço perfeito,
há um fogo que a deusa soprou,
que palpita e domina o peito,
e em delírio nos coroou!
Espelho Alheio
O que me lanças com palavras e insultos
não encontra abrigo,
as pedras que me atiradas, voa,
mas o chão apedrejado é teu.
O teu insulto fala de ti comigo, mas nunca muda o que Deus me deu.
Quem muito julga,
a própria dor externa, projeta a sombra que não quer olhar.
Saiba que a minha paz é rocha que governa,
é onda nenhuma vai me desabar.
Se a tua boca cospe a tua pressa,
e o teu orgulho tenta me medir,
a minha história em mim começa,
e o teu veneno não vai me ferir.
Não perco nada quando o outro perde a própria linha, a graça e a razão.
A terra firme o meu passo ergue,
longe de toda falsa acusação.
Pois quem se conhece não se perde ao vento,
e o que dizem mais diz de quem falou.
Eu sigo leve e livre em movimento,
sendo o dona de quem me tornou!
O flash se apaga,
mas o encanto consagra,
A moldura eterna que o tempo não desfaz.
A foto guarda o mistério que nela habita,
E o mortal, para sempre, perdeu sua paz!
O Fluxo do Destino
Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.
O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.
Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.
Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.
Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.
Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.
Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.
Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!
Soberania das Águas
Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.
Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.
Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.
Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.
Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.
Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.
Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.
Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!
Incêndio da Alma Despida
Quando você se despe de toda armadura,
o que queima não é a pele, é o infinito.
Sua vulnerabilidade é uma chama pura, um pacto profano, um pacto bendito.
Não há nudez na carne que se compare ao fogo que consome quem você esconde.
Deixe que a tempestade nos separe, onde o corpo cede, a alma responde.
Ver o seu avesso é o maior perigo, um abismo aceso de febre e segredo e magia.
Quero o que te move, o que sofre comigo, devorar seu centro, arrancar o seu medo.
Se você se entrega sem filtro ou disfarce,
o desejo transcende, a mente incendeia.
Como se o universo inteiro se achasse
no sangue fervendo que corre na veia!
Não guarde tudo pra si, vai por mim essas dores só vai aumentando, vai chegar um momento que você não vai suportar sozinha e vai precisar colocar tudo pra fora, chega de tentar ser forte, não precisa carregar a dor do mundo, essas dores não são nossas.
Às vezes, acho que falta algo.
Mas talvez o que falte não esteja fora.
Talvez seja só o espaço onde eu possa existir inteira.
Sem ter que me diminuir pra caber,
sem ter que sorrir quando tudo grita por dentro.
Quero um lugar onde minha intensidade não assuste,
onde minha sensibilidade seja abrigo, não peso.
Quero ser vista…
mas não com os olhos.
Quero ser vista com alma.
—Priscila de Araujo
Não mergulhe fundo em quem só sabe molhar os pés.
Intensidade não cabe em corações rasos,
e quem vive na superfície jamais entenderá tua profundidade.
- Priscila de Araújo
“Anseio por conexões que toquem a alma,
não por laços frágeis tecidos pela solidão.
Não quero amores rasos, vividos por carência…
Quero me entregar a quem transborde presença,
verdade e sentimento inteiro.”
- Priscila de Araujo
“Erramos ao esperar dos outros aquilo que eles não têm para nos dar.
Não se colhe lealdade de quem vive na traição,
nem verdade de quem se esconde atrás de máscaras.
Não espere amor de quem nem aprendeu a se amar,
nem generosidade de corações endurecidos.
O erro, muitas vezes, não está no outro,
mas em nós — que insistimos em plantar esperança em solos inférteis.”
— Priscila de Araújo
“Eu já não tinha mais esperança no amor…
Mas você chegou como uma brisa suave.
Entrou devagar na minha vida.
E, quando percebi;
eu já estava inteiro, vulnerável, entregue e sonhando acordado com um futuro ao seu lado.”
- Priscila de Araújo
“Me chamou de estranho por eu ser incomum…
Mas o comum não me atrai.
O comum se encontra em qualquer esquina,
o incomum, esse sim é raro, é alma rara.
E eu nunca quis ser mais um.”
Priscila de Araújo
