Nao Alimentar Esperancas
Não saber se existe um Deus pode ser intelectualmente mais honesto do que inventar certezas para preencher o silêncio.
Talvez a verdadeira fé não esteja em possuir respostas, mas em conservar a dignidade diante do que não compreendemos.
Não basta libertar o homem dos velhos dogmas; é preciso ensiná-lo a caminhar sem precisar de correntes invisíveis.
O período solitário não vive sem a ingratidão
Estar sozinho não é o mesmo que ser solitário e depressivo; certamente, é possível estar acompanhado e ainda sentir um vazio. Tal compreensão é indispensável.
A solidão não gosta da companhia de um coração grato pelo Zelo Divino, mas adora um vínculo fraco, onde o apreço infelizmente não é correspondido.
Então, naturalmente, seguir o próprio caminho é necessário, agradecer é imprescindível, com Deus conduzindo cada passo, prestando o seu amor e sendo abrigo.
Portanto, solitário não é estar sozinho, é ter que receber a solidão por estar mal acompanhado, seja pela própria presença, seja pela de outro alguém que não compensa.
Numa interação imprudente que não agrega: vestida de uma reclamação recorrente; uma tormenta de muita negatividade, que deixa a gratidão a Deus ausente. Isso é estar solitário de verdade.
“O grande teste da integridade não se dá quando somos elogiados ou obedecidos, mas quando somos contrariados e, ainda assim, escolhemos não usar o poder para diminuir o outro.”
O tempo pode ser nosso maior inimigo, quando não sabemos esperar.
Mas, pode ser nosso grande aliado se cultivamos a paciência.
Sem Nexo
De onde saiu?
Não sei
Apenas saiu
Jorrou
Fluiu.
É como água de vertente
Nasce
Brota
Escorre.
Deixa o caminho úmido
Perplexo
Atônito.
Assim é ela
A água
Assim sou eu
A brisa.
Talvez
Talvez nada tenha a importância
Do tamanho da minha audácia
Talvez tudo não passe de imaginação
Mesmo assim tudo é dilúcido
Da soleira o espero pacientemente
O frio do granito gela os pés
O cobertor aquece meu corpo
Mas não meu coração...
Rompo as palavras
Guardo-as no intimo da noite
Quando o silêncio pernoita
Criteriosamente deito e adormeço.
