Nao Alimentar Esperancas
O caráter é escrito pelas suas mãos, não pelas suas orações. Nenhuma doutrina substitui a decência humana e o respeito ao próximo.
A religião pode ser um caminho, mas a conduta é o destino. O que define quem você é não é onde você se ajoelha, mas como você se levanta para ajudar os outros.
Não confunda templos com integridade. O caráter de uma pessoa se revela no modo como ela trata quem não pode lhe oferecer nada, e não pelo livro que ela carrega debaixo do braço.
Se a sua oração não muda o seu jeito de tratar quem te serve, você não está falando com Deus, está apenas ensaiando um monólogo.
A religião deveria ser um espelho para corrigir as próprias falhas, não uma lupa para encontrar o pecado alheio.
A fé que só enxerga o erro no rito alheio e ignora o pecado no próprio templo não é espiritualidade, é apenas preconceito com verniz de religião.
O fanatismo cega: faz o fiel odiar o que não conhece na Umbanda e no Catolicismo, enquanto aplaude o erro que já se tornou rotina no seu próprio meio evangélico.
Dizem que não se pode servir a dois senhores, mas muitos altares hoje sustentam colunas que não são as do Evangelho, e o povo finge que não vê a sombra que elas projetam.
O silêncio do fiel diante do pastor maçom não é prudência; é a renúncia da própria voz em troca de uma falsa paz institucional.
Quem usa a doutrina para se sentir superior aos outros não entendeu a graça; apenas alimentou o próprio ego.
A caridade narcisista não busca ajudar o necessitado, mas sim garantir a foto para mostrar o quão 'abençoado' ele é.
Nada é mais perigoso que o narcisista que se sente ungido: ele não comete erros, apenas 'cumpre propósitos'.
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
