Nao Alimentar Esperancas
Paz de Viver
Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.
É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.
Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.
Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.
Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.Paz de Viver
Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.
É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.
Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.
Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.
Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.
Além das aparências
Não me leia pela capa,
pelo silêncio que visto às vezes,
pela risada alta que esconde cansaço,
pelo "tá tudo bem" que treme por dentro.
Sob a pele tem história,
tem noite mal dormida,
tem sonho guardado numa gaveta,
tem cicatriz que virou força.
Me veja além do apressado,
além do julgamento fácil,
além da foto, do título, do medo.
Me veja no gesto pequeno:
na mão que estende, no olhar que fica,
na vontade teimosa de recomeçar.
Porque gente não é vitrine.
Gente é casa.
E casa a gente só entende entrando,
sentando no chão,
ouvindo o barulho que vem de dentro.
E aí sim, além das aparências,
a gente se encontra de verdade.
Viver em paz é difícil.
Não é o silêncio do mundo,
é calar o mundo dentro de nós.
É acordar sabendo da guerra lá fora,
das contas, das notícias, do barulho dos vizinhos,
e ainda assim,
fazer café em paz.
Regar a planta em paz.
Responder com calma em paz.
A paz não é leve.
Ela pesa.
Pesa porque pede escolha todo dia.
É difícil porque não é desistir.
É ficar.
Ficar quando tudo chama pra gritar.
Respirar quando tudo pede pressa.
Perdoar quando o orgulho pede vingança.
Viver em paz não é viver sem luta.
É não deixar a luta morar em você.
É difícil, sim.
Mas é a única dificuldade que,
quando vencemos,
não cansa -
descansa.
*A pureza do olhar*
Há olhos que não olham, apenas veem.
E há olhares que lavam.
O olhar puro não pede nada.
Não mede, não cobra, não desconfia.
Ele pousa leve, como sol da manhã,
e faz a alma se sentir em casa.
É o olhar da criança que descobre,
do idoso que perdoa,
de quem ama sem precisar dizer.
Não há malícia nele,
há verdade.
Não há pressa,
há presença.
Quem tem pureza no olhar,
tem o céu morando dentro.
E quando te olha,
te lembra quem você é,
antes da dor, antes do medo,
antes do mundo te ensinar a se esconder.
Que nunca nos falte um olhar assim
para nos lembrar:
ainda somos puros por dentro.
Para alguns, refletir é tão somente reproduzir uma imagem, e reflexão não passa de um grande reflexo! Devemos quebrar o espelho!
O prato é bacalhau norueguês! Fish and chips é para inglês ver! Mas, como não sou bolso master, vou de sardinha em lata mesmo!
POA está ficando boa!
A periferia foi abandonada à própria sorte! O povo não tem voz com o prefeito das elites!
RAIZ E COPA
Ontem meu velho Avô
Disse que a raiz é despercebida
Não é formosa e bela
Mas é a base da vida
Hoje o mundo corre depressa,
Busca o brilho e a inovação;
Colhe frutos em abundância,
Mas nem sempre cultiva o chão.
Os antigos cuidavam das raízes;
Admiravam a copa e seus frutos
A sabedoria estava no saber
Que um dependia do outro.
Hoje toda atenção
É voltada para o fruta e a copa
Visibilidade, aparência e resultado
É o que mais importa
Raiz não tem fruto
Mas faz ele surgir
Copa só busca a exibição
Sem base para produzir
A cada geração
O equilíbrio é fundamental
A Herança e a Mudança
Precisam ser proporcional
A Raiz e a Copa
São fontes excenciais
Uma é base e começo
E a outra os finais.
WHISK DE ITAQUITINGA
Depois da segunda dose
Fiz tanta coisa
Que Nosso Senhor
Não acreditou de lá de cima
Dei salto, soutei, pulo três por quatro
Que mestre de maracatu não ensina
Chamei Lampião de frouxo
Pra brigar na lazarina
Debochei de Luiz Gonzaga
Cantando em praça o Xote das Meninas
Incabulei o Padre Cícero
Abençoando os matutos da Caatinga
Provoquei o mestre Chico Science
Comendo caranguejo na praia do Pina
Calei o rei Reginaldo Rossi
Cantando Garçom no bar da esquina
Desafiei Alceu Valença
Cantando Anunciação no Carnaval de Olinda
Frustrei Ariano Suassuna
Mentindo mais que Chicó e João Grilo nas telinhas
Ganhei de Miguel Arraes
Na disputa da reeleição na terrinha
Magoei o mestre Vitalino
Fazendo o maior presépio de barro da festa natalina
De tudo que fiz
Só me arrependo de ter
Decepcionado o de lá de cima
Se não fosse por isso
Tomava mais duas doses
Do Whisk de Itaquitinga.
ESTÃO INDO EMBORA
Estão indo embora aos poucos,
Sem fazer grande alarde não,
Como o sol que se despede
No final da tarde, então.
Deixam marcas pelos caminhos,
Saudades em nossos ninhos,
E amor no coração.
São os avós de cabelos brancos,
Bibliotecas do viver,
Que ensinaram com exemplos
O valor de agradecer.
Cada ruga é uma história,
Cada lembrança, uma memória
Que o tempo não vai vencer.
Estão indo embora os pais,
Sentinelas da existência,
Que enfrentaram tempestades
Com coragem e resistência.
Construíram nosso abrigo,
Foram força e foram amigo,
Fonte viva de experiência.
Também partem nossos tios,
Companheiros da jornada,
Que enchiam as reuniões
Com risadas na calçada.
Contadores de causos bons,
De conselhos e lições,
Na família respeitada.
A cadeira fica vazia,
Mas não fica sem valor,
Pois quem viveu com virtude
Nunca morre por completo, senhor.
Permanece na lembrança,
Na fé, na perseverança,
E nas sementes do amor.
O relógio segue andando,
Sem parar sua missão,
Mostrando que nesta vida
Tudo tem sua estação.
Quem hoje é filho e neto,
Amanhã segue o trajeto
Da divina criação.
Mas não devemos chorar
Somente pela partida,
Pois quem plantou bons exemplos
Continua dando vida.
Na palavra ensinada,
Na família edificada,
Sua presença é sentida.
Quando o vento sopra manso
E a noite cobre o terreiro,
Parece ouvir a voz antiga
De um avô conselheiro.
Ou de uma mãe carinhosa,
Ou de uma tia bondosa,
Num abraço verdadeiro.
Estão indo embora, é certo,
Como manda a natureza,
Mas deixam em cada filho
Sua maior riqueza.
Honra, caráter e fé,
Para quem segue de pé
Com amor e com firmeza.
Por isso ergamos os olhos
Ao Deus da eternidade,
Agradecendo o legado
Que venceu a brevidade.
Pois quem vive para o bem,
Mesmo partindo, mantém
Sua luz na humanidade.
Estão indo embora os corpos,
Mas o exemplo permanece.
Quem semeou amor na Terra,
No coração nunca falece.
CABRA-MARCHO
Sou cabra-macho do Sertão,
Homem de fé e fundamento,
Não meço força na aparência,
Mas no valor do sentimento.
Pois quem carrega honra no peito
Segue firme em qualquer vento.
Aprendi com meu velho pai
A palavra nunca quebrar,
Respeitar os mais antigos,
Trabalhar sem reclamar.
Porque o homem vale mais
Pelo que faz que pelo falar.
Sou filho que guarda o nome
Como tesouro e tradição,
Carrego raízes profundas
Plantadas no coração.
Feitas da mesma madeira
Da família e da educação.
Sou pai que ensina no exemplo,
Sem precisar levantar a voz,
Mostrando que o bom caminho
Se constrói dentro de nós.
E que o amor de um verdadeiro pai
É um laço que nunca se desfaz.
Sou amigo nas horas difíceis,
Companheiro de caminhada,
Daqueles que estendem a mão
Sem esperar receber nada.
Pois amizade verdadeira
É riqueza abençoada.
Carrego valores antigos
Que o tempo não conseguiu levar:
Honestidade, respeito e coragem,
Virtudes para cultivar.
São tesouros que não enferrujam
Nem o mundo pode comprar.
Sou raiz pivotante no solo,
Que ninguém consegue enxergar,
Mas sustenta toda a árvore
Quando o vento quer derrubar.
Pois a força que dura na vida
Vem de dentro para lutar.
Não vivo de fama ou riqueza,
Nem de aparência e posição,
Minha maior fortaleza
É ter paz no coração.
E saber que minha consciência
Não me acusa em oração.
Tenho somente um temor
Que guardo com devoção:
Desagradar ao Deus Altíssimo,
Fonte da minha salvação.
Pois homem que teme a Deus
Nunca perde a direção.
Se a luta aperta o caminho,
Se a seca castiga o chão,
Eu me ajoelho primeiro
E entrego tudo em oração.
Porque a vitória do homem
Nasce da fé e da ação.
Cabra-macho de verdade
Não é quem vive a se exaltar,
Mas quem protege sua família,
Sabe servir e respeitar.
Quem honra pai, mãe e amigos
E não foge de trabalhar.
Assim sigo minha jornada,
Sem orgulho e sem vaidade,
Com Deus na frente dos passos,
Com amor e dignidade.
Pois ser homem é ter caráter,
E viver com honestidade.
ISSO NÃO TEM PREÇO NÃO
Lembro da casa de taipa,
do terreiro e do fogão;
da fumaça da lenha acesa,
do café no bule, então.
Era pouco na despensa,
mas sobrava coração.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
O cuscuz com manteiguinha,
a tapioca no fogão,
o leite ainda morninho,
tirado da vaca à mão;
quem provou esses sabores
guarda eterna gratidão.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Banho de chuva na rua,
mergulho limpo no ribeirão;
cada gota era brinquedo,
cada riso uma canção.
A natureza era mestra
da mais bela educação.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Pipa riscando o infinito,
bola de meia no chão,
pião rodando na areia,
bila na palma da mão.
A infância era rainha
sem conhecer ambição.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
A bênção aos mais antigos
era gesto de afeição;
o respeito era riqueza,
não pesava obrigação.
Hoje ainda vale ouro
quem cultiva essa lição.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
O vizinho era da casa,
compadre era um irmão;
bastava um aperto de mão
para selar obrigação.
A palavra tinha força
mais que firma em cartório, então.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
As férias na casa do tio,
rede armada no alpendre, então;
manga madura no pé,
açude cheio no verão.
Cada lembrança dessas
vive firme no coração.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Hoje mudou muita coisa,
veio a modernização;
tem progresso e tecnologia,
facilitando a missão.
Mas o abraço continua
sendo a melhor conexão.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Ainda existe quem conserve
a fé na oração,
o café servido à visita,
o sorriso e a gratidão.
Enquanto houver gente assim,
há esperança na nação.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Não condeno o tempo novo,
nem rejeito a inovação;
só não deixo que o dinheiro
compre minha tradição.
Há riquezas que o mercado
nunca vende em promoção.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Quem mede tudo em moedas
desconhece a verdadeira razão;
há tesouros invisíveis
guardados no coração.
São lembranças, fé e amizade,
a mais valiosa coleção.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
Se um dia eu partir da vida
com pequena condição,
levarei a maior fortuna:
amor, paz e gratidão.
Pois quem viveu essas riquezas
jamais conheceu pobreza, não.
Isso não tem preço não.
Não troco seu Dólar pelo meu Tostão.
AVÔ, PAI, TIO E PADRINHO
Quando Deus manda uma criança
para este mundo chegar,
não lhe entrega só um berço,
nem somente um simples lar;
dá pessoas de confiança
para ensinar e amparar.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O avô planta a memória
com paciência e tradição;
conta histórias do passado,
fortalece o coração.
É raiz que nunca morre,
é exemplo e direção.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O pai ensina o caminho
do trabalho e do dever;
mostra que a honra é riqueza
que ninguém pode vender.
Seu abraço é fortaleza
para o filho florescer.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O tio chega sorridente,
companheiro da alegria;
é parceiro das aventuras,
da pescaria e da folia.
Sem deixar de dar conselho,
faz da infância poesia.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
O padrinho faz promessa
diante do altar sagrado;
assume um compromisso
de seguir sempre ao seu lado.
Quando a vida traz espinhos,
é apoio abençoado.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
Cada um tem sua missão,
cada qual seu próprio jeito;
um corrige com firmeza,
outro abraça com respeito.
Todos deixam na criança
um amor que bate no peito.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
A bênção de cada um
vale mais que ouro e prata;
é riqueza que acompanha
desde a infância mais ingrata.
Quem recebe esse carinho
nunca vive vida exata.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
Se o menino cai na estrada,
logo encontra uma das mãos;
uma levanta o seu corpo,
outra aquece o coração.
Assim cresce homem de bem,
cheio de fé e gratidão.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
A criança bem cuidada
faz do mundo um bom lugar;
leva adiante os exemplos
que aprendeu no seu caminhar.
E um dia será também
quem vai ensinar e amar.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
Que Deus guarde essas figuras
como joias do destino;
são colunas da família,
são faróis do nosso hino.
Onde vivem esses homens,
floresce o amor divino.
Avô, Pai, Tio e Padrinho
são nossa Casa, Morada, Lar e Ninho.
AMIGOS DAS ANTIGAS
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
