Nao Alimentar Esperancas
O mar presenciará o fim de vossos dias. Ele não dorme, vive em constante vigília. Mesmo quando em maré baixa, parecendo-vos esmorecido, ele observa e ouve atento e silencioso os vossos lamentos.
Não se doe totalmente, deixe o que é de vós para vós. Aquele a quem vos doastes poderá não compreender vossa intenção.
Quando vossos lábios não conseguirem pronunciar os vossos eloquentes verbos, vossas almas comunicar-se-ão no silêncio do momento.
Vossos méritos poderão não ser vossos. A vida oportuniza para que cresçais, testando-vos, jogando o jogo do destino. Cuidado, se não souberdes jogar o jogo da vida; ela própria vos julgará tirando-vos do jogo.
Não te censures pelas colocações pronominais; os verbos por si só, revelam-se. O dizer e o não dizer é uma metáfora de dois dizeres imprevisíveis.
No amor não há medidas calculadas, nem divisões fracionadas, só há união dos cálculos com complementações de números inteiros.
Não me importo mais
Já vivi sem limites
Me embriaguei para esquecer
Gritei para todo mundo ouvir
Desejei a felicidade
Enlouqueci por ti
Prendi a respiração para morrer
Desejei que desaparecesses
Arrependi-me de tudo que desejei
Vivi como se o mundo fosse acabar
Acabei-me de tanto rir
Cantei como se a canção fosse de minha autoria
Desisti de viver
Dei asas à minha imaginação
Desejei voar
Voei até onde pude ir...
Já me importei com tanta coisa
Hoje, nada mais me importa.
Escrever não é uma profissão. Escrever é a própria alma escorrendo entre os dedos e alagando as páginas brancas de um livro.
Não tenho repouso, tenho sede de infinito. Quando minha alma reforça e pede socorro, aspiro e me torno pó se desintegrando junto às areias desérticas.
