Nao Alimentar Esperancas
A nossa mente é o nosso maior confidente, mas, não consegue guardar um segredo que seja, a capacidade absorvente do coração.
Um silêncio que nos traz histórias que vivemos sem tempo, mas, que nos recolhe para um tempo que não vivemos e ainda assim, reivindicamos dizendo ter sido bom, quando nem sequer importância demos a nossa infância.
O amor institui regras de vivência e convivência, quando estas regras não são cumpridas ou apenas um dos consortes do amor as cumpri, este sentimento tarde ou cedo conhecerá o fim, mesmo contra a vontade das partes.
Sobre pequenos passos, damos largas a nossa imaginação, embora não encontremos tudo o que desejamos na vida, ainda assim nos contentamos por amar, mesmo não sendo nós eternos.
A dor não é uma censura para o nosso coração, é apenas a força sublime dada a nossa mente, que nos transforma em seres melhores e mais bem talhados para enfrentar as adversidades da vida.
O agora não tem tempo, nem espaço, apenas se vive, mesmo que não tenhamos esperança, nem certeza que o amanhã chegará.
A nossa vida não passa de um livro escrito a lápis, sobre o qual, existem letras em ouro que apenas os deuses conseguem decifrar o conteúdo aí contido.
Cobramos a nossa existência, aquilo que não nos conseguimos proporcionar, por sermos apenas imagens admiradas pelos olhos de quem nos contempla, sem alcançar a essência do mundo que carregamos sobre os ombros.
Um amigo torna-se um irmão, não por aquilo que nos tornamos ou temos, mas, pela capacidade de nos termos com críticas construtivas e, com o indicar de um caminho certo que devemos seguir.
A competência é uma virtude que nos leva ao sucesso, mas, quando aliamo-la a promiscuidade, não passa de uma mera fantasia.
A nossa vida não permite reciclagem; ou vivemo-la hoje intensamente ou morremos na esperança de voltarmos num novo corpo humano no fim dos tempos.
A caneta tornou-se a minha cultura, a minha arte, embora não sendo pintor, tornei-me escultor de letras, escondido no meu casulo me esforço para voar pelas labaredas dos meus pensamentos.
Os parlamentos deixaram de produzir leis, porque perceberam que tu não és uma cidadã do mundo, és antes, o mundo e a lei dos habitantes da terra.
Escrevi o teu nome nas linhas que definem o céu, mesmo não tendo caneta apropriada para o efeito, por isso, somente os nossos olhos, conseguem contemplar a maravilha das letras que formam o teu nome nas estrelas.
Em pequenas ondas surfada em teu corpo, aprendi que o tempo não tem essência se lá não estiveres, ainda que, o sol brilhe a cada amanhecer.
Eternizamos as nossas alegrias como marcas do tempo, mas, não damos valor a nossa alma em dias de tempestade.
Trajada com a doçura do tempo, me enamoras com a delicadeza do teu andar, mesmo que não pises o chão com a delicadeza dos teus pés, sinto-te serpentear sobre a calçada do meu coração.
A literatura não é apenas a vitamina para os cérebros que se encontram deteriorados pelo tempo; é antes, a essência decente da vida e do viver de um ser pensante.
