Nao Alimentar Esperancas

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⁠(Des)encaixes

⁠Sou uma peça defeituosa neste quebra-cabeça da vida, tão fragmentado. Não tenho um lugar de encaixe, não. Estou desconectado das outras peças. Talvez eu deva cortar os meus excessos, minhas ásperas arestas que me impedem de encaixar-me neste tão cruel jogo.
Estou vencido, talvez tenha desistido ou mesmo nunca tenha tentado coisa alguma. Devo despir-me das ilusões, das expectativas vãs, para poder encontrar uma peça que possa me completar. Devemos lutar para conquistar o nosso espaço, mas tudo isso me pesa.
A pele que visto é errada; rasguei-me e de mim nada restou. Esta é a razão do meu sofrimento e das coisas fugidias. Quem me dera pudesse resolver este grande desafio, montar este estúpido jogo e dar-me por satisfeito.
Às vezes a vida é traiçoeira, e o destino parece um enigma insolúvel. Mas para mim, a vida nunca foi senão uma acompanhante de sentir. Compreendi finalmente que a sua beleza está na futileza. Aproveitar a vida, deixe-me ser azarado no jogo; tenho tido azar na sorte, mas a minha sorte está no amor, ah, e como eu amei.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠⁠Estou à procura de algo, o quê? Não faço a mínima ideia,
E isso realmente importa? Sinceramente, tanto faz...
Mas oh, maldito desejo que pulsa!
O tédio de não possuir o que desconheço,
E a ânsia por algo que não se sabe.
Como posso querer o que nunca vi,
Se, talvez, querer nunca foi?
Nem sei se ainda existe,
Ou se apenas existiu, ou se pode existir.
Para onde vou, tudo que encontro
Pertence a alguém, pertence a alguém,
Tudo tem posses e senhores,
E a mim, que restará?
A quem ou a que pertenço? Sei lá!
Tudo tem nome, tudo tem endereço,
mas eu permaneço desconhecido, incerto.
Talvez eu não seja deste mundo, e, sinceramente, tanto faz!

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Sem dúvida, garanto-vos que saber demais
É como tapar os ouvidos, e não saber nada.
Se eu adoecesse, reconheceria isso:
Quem realmente deseja entender também escolhe sofrer.
O que sei sobre os conceitos e as ideias?
De que vale o conhecimento que nasce do fenômeno,
E de que serve a intuição sensível
Em relação ao conceito do intelecto?
É uma razão incondicionada das coisas,
Mas que razão há nos animais e nos homens (que também são animais)?
Não podemos conhecer ou experimentar o mundo todo,
Mas ele é real e existe, como uma totalidade metafísica.
Entre todos os filósofos, creio que tudo isso é falso,
E há razão suficiente no não saber.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Senhores, certamente afirmo-vos que, se a arte não existisse, eu não seria capaz de enxergar beleza na vida; preferível seria estar morto a viver sem arte.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠E de toda a vida que me resta, dos dias em que fui o que não escolhi ser, em que a liberdade se me impôs como uma condenação, percebo agora, no fim de tudo, que não vivi. Fui, apenas fui – e o ser que fui não foi senão um vagabundo, como um trapo sujo em que o mendigo dorme. O que me resta, afinal, senão um nome e um sobrenome na certidão de nascimento, e uma data e uma hora no obituário? Talvez a cova rasa seja mais profunda do que a minha miserável vida, que agora, afortunadamente, encontra seu único propósito: ser adubo. A terra, fria e indiferente, me receberá calorosamente como alimento para os vermes, que se banquetearão de minha carne, sem julgar o que sou, o que fui. E os vermes, esses mesmos que consomem minha decadência, não saberão, porque nada sabem, da angústia de ser.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠O instrumento que o poeta toca não se vê aos olhos,
não faz acordes, nem pode ser escutado pelos ouvidos.
O poeta é o instrumento,
e, se vibra, vibra com a própria vida.
Mas, se cala, cala-se não pela ausência,
mas pela dúvida:
será o som que sai mais que um simples barulho?

O músico tenta tocar o mundo
como quem afina um piano quebrado.
Mas o poeta, ah, o poeta é o mundo,
em todas as suas notas desajustadas e desarranjadas.
O músico, com sua partitura,
tem os dedos certos,
mas o poeta, ah, o poeta,
não tem mais dedos que o próprio instante.

O músico se orgulha do som que cria.
O poeta, esse, se espanta
com o que não pode ser tocado,
e talvez,
no fim,
seja o poeta quem, por fim, toque.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠A morte não me assusta.
Não mais.
Ela chega de mansinho,
puxa uma cadeira, cruza as pernas
e me observa em silêncio,
como quem espera o fim de um café frio.

Eu respiro fundo e finjo que não a vejo.
Acendo um cigarro, mexo na xícara,
brinco de ignorar o inevitável.
Mas sei que ela está ali — talvez sempre estivesse.
E isso me arranca um riso sincero.

Não que eu não ame a vida.
Amo. Mas, às vezes, a vida pesa,
vira conta vencida na gaveta,
pedra no sapato.
Às vezes, ela pede trégua,
e eu, sem jeito, sigo a marcha dos desesperados.

Então, a morte chega sem anunciar.
Não bate na porta, não tosse no batente.
Apenas entra, senta,
ajeita o capuz do manto
e me olha, como quem diz:
"Você sabia que eu vinha."

E eu sabia.
Desde sempre.
Ela não é susto, nem castigo, nem fim.
É como uma palavra mal dita
que o poeta decide engolir.
Um fardo que escorrega dos ombros,
um corpo que desaperta e, enfim, flutua.

E, no fim, talvez seja isso.
Não um adeus, mas um aceno comedido.
Só morre quem viveu, quem gastou os sapatos,
quem aprendeu a tropeçar sem medo.
E eu?
Eu aceito.

Porque talvez só quem morre entenda, por fim,
que viver sempre foi um jeito
— sutil, distraído, inescapável —
de ir embora.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Ser poeta é não ser mais que sentir,
É estar distraído de si, sem pensar,
E deixar que a alma se venha a despir.

Não sei quem me fala, lá no fundo do peito,
Se sou eu, ou um outro que finge que sou.
Mas eu, criança demais pra mentir,
Aponto o dedo e digo o que vejo ser.
O rei desfila despido, e ninguém lhe diz nada,
Pois crê-se vestido de orgulho e poder.

Mas eu, que me vejo de carne lavada,
Desnudo-me ao mundo, sem medo de o ser.
Ser poeta é uma forma de existir sem estar,
De ser sem ter corpo, de ver sem olhar,
Sabendo que nunca se deixa de estar.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Hoje me senti um estranho neste mundo,
alguém que se perde nos becos da alma.
Não pertenço a nada, nem a ninguém,
sou uma marca na areia
que a maré apaga sem pressa.
Ontem, me perdi entre o que sou e o que sonho ser,
sem saber quem sou,
nem para onde vou.

Meu coração é um aterro,
um amontoado de sentimentos despedaçados,
palavras que ficaram presas na garganta,
presas na rotina que me apaga,
me mata devagar,
sem trégua,
mas com a certeza silenciosa
de que o tempo me consome.

Hoje, menti a mim mesmo,
e menti a você também,
disse palavras que não calavam,
disse que amava,
disse que me importava,
mas eram palavras vazias,
como promessas que o vento levou.

E, perdido nas memórias,
senti a saudade como um desconforto na alma,
algo que não se explica,
mas se sente,
como a dor do que nunca se teve.
Ontem, lembrei de você...
Hoje, olhei o celular e encontrei sua foto,
como quem encontra um pedaço de infância
escondido no fundo de uma gaveta.
Hoje, senti saudades…
E a dor, que já era minha amiga, voltou,
mais forte, mais intensa,
como um amor que nunca se vai.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Sexta-feira, 11 de Abril de 2025 São Paulo, SP

Você foi embora num dia qualquer. Eu não pude fazer nada.

Finjo que também não estou aqui.

É mentira (mentiras são amargas como remédio para enxaqueca).

Saudade é isso: um vício idiota como cassinos online.

Ainda olho o celular esperando uma mensagem sua.

O tempo não muda nada.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Se você não luta pelo seu amor, que tipo de amor você tem?

Inserida por dlavis_bravesmn

Se você não entende o teu valor, você se precifica,
tornando-te corrupta e
corruptível!⁠

Inserida por Paulogabriel

⁠A maioria dos brasileiros tem raciocínio culposo quando não há intenção de raciocinar.

Inserida por Escritores

⁠“Na Gestalt, não olhamos apenas para o que falta, mas para o que se apresenta.
Quando você se permite estar inteiro no aqui e agora, a cura começa a acontecer.”

Inserida por jilmarsantos

⁠" Não imaginava que o tempo que teria pra te amar seria apenas o instante de nós olharmos. São os segundos que te tenho de novo..."

Inserida por talles_rocha

⁠Existe uma caverna no consciente de um indivíduo que não consegue pensar livremente porisso o mundo é como sombras na consciência cauterizada...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Felicidade não é lugar, é presença.

Inserida por janes_fidelis_tomelin

⁠Só há uma vantagem para os, tolos e idiotas: por serem incapazes de pensar, não sofrem.
Ao contrário daqueles que são inteligentes, que por possuírem conhecimento e compreenderem as causas e consequências de forma racional, considerando a realidade, sofrem o peso da própria inteligência...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Existem lugares que não me cabem mais
E pessoas que não merecem compartilhar minha energia, isso não me faz um cara metido e sim não gosto de ambiente tóxico de xingamento, gritaria e baixaria simples, as pessoas que convivem na minha vida social são bem diferentes e compartilham do mesmo pensamento que o meu, então não sou obrigado agradar a todos, e fingir ser uma cópia, não sou um boneco de ventrículo, enfim ...

Inserida por Vandermilson1986

⁠Sou só alguém que aprendeu a confiar.
Que, mesmo falho, levanta os olhos e clama.
Que pede não por merecer, mas por crer.

Quem sou eu? Eu ainda não sei ! Mas
Sou aquele que tropeça, mas ainda assim caminha.
Que carrega dúvidas, mas insiste na fé.
Sou barro nas mãos do Oleiro,
grato por cada toque, cada recomeço.

Peço, porque sei que és generoso.
Clamo, porque sei que ouves.
E mesmo sem entender tudo,
eu descanso…
Porque sei quem Tu és. O Deus da minha vida senhor criador de tudo aqui na terra.

Inserida por EvansAraujo1