Nao Alimentar Esperancas
Mantenha-me quente, acesa.
Não sirvo fria. Mas também não me mantenha morna, guardada para um momento oportuno, para um "quem sabe", um "talvez".
Ou me aqueça por inteiro e me prove quente, ou permita que eu esfrie.
Porque a mornidão é espera demais para quem nasceu intensidade. E eu não sirvo morna.
Se por acaso você
não conseguir caminhar,
se seus pés enfraquecerem,
se a estrada se alongar,
Sempre haverá um alguém
capaz de lhe carregar.
Nota: Trecho do poema Sempre haverá um alguém.
...MaisNão sei exatamente quando a transição se deu! Um dia acordei mulher, mas não me desfiz da menina
Carrego em mim toda sua intensidade
Às vezes me visto de dentro para fora e a doçura aflora como se o tempo não tivesse passado
A vida te permite essa sutileza, mesmo entre as rugas, vais encontrar a pureza sem perder a maturidade alcançada, pois o tempo não é nada, nos quem escolhemos como viver.
Dizem que todo homem apaixonado é um poeta, a diferença é que os poetas não precisam estar apaixonados para declararem suas paixões.
Sou pirata, mas não sou da sua laia e as minhas maldades não se definem pelo o meu olhar malicioso...
Se te posto para caminhar por entre prancha és agraciado por se equilibrar por entre minha vida...
No entanto os meus castigos são os meus pecados carnais que tanto enlouquecem as minhas vítimas para que não sintam desejos de escaparem de mim;
Eu desejo sempre a todos um ótimo dia, saúde, paz e prosperidade... até para os que não são humildes.
Um dia meu pai me disse
"Filho, não deixe isso escapar".
Ele me pegou em seus braços, e eu o ouvi dizer:
"Quando você crescer
Seu coração selvagem vai viver na juventude
Pense em mim se alguma vez você ficar com medo".
Não é porque os homens promulgaram Leis que a Personalidade, a Liberdade, e a Propriedade existem. Pelo contrário, é porque a Personalidade, a Liberdade, e a Propriedade preexistem que os homens fazem Leis.
Eu vivi minha vida ao máximo das minhas habilidades, mas não consegui escapar do destino, raiva ou dor.
Saudade de Amar
Deixa eu te dizer, amor
Que não deves partir
Partir nunca mais
Pois o tempo sem amor
É uma dura ilusão
E não volta mais
Se tu pudesses compreender
A solidão que é
Te buscar por aí
Andando devagar
A vagar por aí
Chorando a tua ausência
Vence a tua solidão
Abre os braços e vem
Meus dias são teus
É tão triste se perder
Tanto tempo de amor
Sem hora de adeus
Oh, volta
Que nos braços meus
Não haverá adeus
Nem saudade de amar
E os dois, sorrindo a soluçar
Partiremos depois
"...Se a história não me agrada, preciso aprender a reescrevê-la até que se torne parecida com a ideia que passa pelo meu coração. O roteiro só muda quando eu assumo a minha responsabilidade por ele e me trabalho para ser capaz de modificá-lo."
Se não conseguir de primeira, coma um pedaço de bolo.
eu só posso dizer que não sei,falta pouco pra me convencer da inexistência de um futuro,na verdade não falta nada,já me covenci,só não abandonei meus sentimentos porque eles são como filhos,(e eu jamais abandonaria meus filhos),afinal eu que os criei eduquei (por mais mal educados que sejam).os alimentei,os ví crescer,não os ví evoluir,e deveria vê-los morrer um dia,porém é exatamente aí que mora a diferença,meus sentimentos são crianças travessas demais,tomaram o elixir da longa vida,e não adianta,por mais que eu lhes dê veneno eles são imortais,assim como um fiozinho de esperança que nos mantém ligados,não sei como lidar com eles,não sei se um dia saberei lidar com eles,e não sei se quero aprender,são a minha parte mais humana,é o pouco que sobrou de uma existêncis vazia,dói,mas no fundo no fundo eu gosto,se não gostasse,assim como tantas mães fazem,eu os largaria na rua e mais cedo ou mais tarde eles iriam embora,não eles são meus e como prometi a você ficarão comigo até o fim.
Talvez rejeição não seja a palavra mais apropriada, o caracol não rejeita o dedo que lhe toca, encolhe-se. Será a maneira que ele tem de rejeitar? Será. No entanto, você, à vista desarmada, não tem nada de caracol, às vezes penso que nos parecemos muito. Quem, você e eu? Não, eu e o caracol...
(O homem duplicado)
Não é o tempo nem a distância que dirão se vai dar certo. Somos nós mesmos ao tomarmos a decisão de lutar ou não por isso.
Amor proibido
Viver um amor proibido
É ter asas e não poder voar
É ter seu corpo e não poder tocar
É ter sua boca e não poder beijar
É ter amor e não poder te dar
É ter o paraíso e não poder te levar
É ter um sonho e não poder sonhar
É morrer e estar vivo
É viver e não ter um objetivo.
14 de junho de 2026
Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.
Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.
Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.
Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.
Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.
É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.
Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.
Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.
E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.
Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.
Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.
E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.
Há tempos carrego uma espera.
Não uma espera vazia, dessas que apenas contam os dias. É uma espera que me transformou. Que me ensinou a olhar para dentro, a compreender meus desejos, meus limites e os propósitos que Deus foi revelando ao longo do caminho.
Durante esse tempo, aprendi que esperar não é ficar parada. É preparar o coração para aquilo que se deseja viver. É cuidar da alma enquanto o tempo faz o seu trabalho silencioso. É permanecer fiel ao que acredito, mesmo quando a saudade de algo que ainda não aconteceu insiste em visitar meus pensamentos.
Tenho anseios. Tenho sonhos. Tenho o desejo de construir uma história bonita, de encontrar alguém com quem eu possa compartilhar a vida, os silêncios, os risos, os desafios e as conquistas. Alguém que compreenda que o amor verdadeiro não se sustenta apenas no encanto dos encontros, mas na decisão diária de permanecer.
Também tenho desejos que habitam meu corpo e minha alma. Sou humana. Sinto. Espero. Mas aprendi a não permitir que a pressa seja maior que o propósito. Porque algumas promessas florescem melhor quando respeitamos o tempo necessário para que criem raízes profundas.
Por isso sigo.
Nem sempre com a mesma força. Nem sempre sem questionamentos. Mas sigo. Acreditando que aquilo que Deus prepara não chega para preencher vazios, mas para somar caminhos, fortalecer propósitos e multiplicar alegrias.
Enquanto esse dia não chega, continuo cultivando quem sou. Continuo aprendendo, amadurecendo e me tornando a mulher que desejo ser quando o encontro acontecer.
Porque a minha espera não é ausência.
É preparação.
E cada dia vivido com propósito me aproxima não apenas de alguém, mas da versão de mim mesma que estará pronta para viver, com verdade e inteireza, tudo aquilo que hoje entrego em oração. 🌷
24 de janeiro 2024
