Nao Acabou pra Mim
Toda vez que eu tentei te esquecer ressurgia mais em mim nossas memórias, era tempo de saber o que fazer, já não posso mais dizer nossa história.
De repente, eu sentia o teu cheiro, na minha cama e no meu travesseiro talvez tudo fosse só uma ilusão, mas pra mim foi amor e não solidão.
Agora é tarde, e não tem mais o nós, mesmo que nos áudios antigos ainda consiga ouvir tua voz
E com toda essa história de SUPERAÇÃO, me dói muito, sua ausência e essa separação
De todas os momentos vivenciados e beijos roubados, consigo te guardar num lugar muito especial, daqueles que eu não queira acessar, pois, é você quem está lá
Mesmo com essa lacuna, sei que se não estamos juntos, seja pelo destino, um acaso, ou futuro, só desejo ser feliz com um amor que se encontra por aí nesse mundo.
A poesia resiste
Persiste
Insiste
Dentro e fora de mim
A poesia é alma
Acalma
Espalma
Sua veste sem fim
A poesia flutua
Nua
Crua
Entre o não e o sim
Há poesia!
Ah, Poesia!
A poesia vive, enfim!
noi soul
Pulsão Poética
Olha bem para mim bem mais forte agora
Renasci de novo com a alma renovada
Ultrapassei o capitulo dessa história
Pronto para qualquer que seja a minha batalha
Aos meus 23 anos
Longíquos momentos de existência carregam em mim partículas da totalidade que gera-me constantemente; ao tanto que cansou a casa que manufatura as memórias de cenas remotas que estive, a ânsia em saber mais e mais tudo que se levanta dos solos, desce dos céus, abalam as águas, e flutua no apagão espacial. A sensibilidade é um elemento de fortaleza bélica ao que resiste ao efêmero, a brutalidade; e ao fanatismo. As pegadas que deixei nas ilhas e nas ruas já se sumiram, o som do grito aturdido e calado não se tem condição de imitar denovo. A luz alaranjada do dia com sua morna presença aclare novos caminhos que ainda não conheci, e a timidez, esta que também evitou-me desencontros não avacalhe experiências cheias tal qual um balde de cimento o qual alicerçará as construções da sabedoria; a labuta pela vida é o alimento que faz permanecer tudo que tenho.
Cai a chuva. Que espanto! De novo!
Em meu rosto, a chuva e seus traços.
Lembranças, em mim, pra sempre gravadas. Gotas projetadas, rios de sombra, assombros e luz.
Som de chuva. Torrencial, potente e constante. Terra lavada, orgulho levado. Poesia líquida, sem regras. Letra e música. Melodia esquisita. Ritmo sem graça tem essa sinfonia de pingos!
Fale bem ou fale MAL, mas falem de mim, porque isso significa que de alguma forma, me mostra estando vivo, e faço OUTROS viverem também. Não deixa de estar vivendo também o maledicente com suas maledicências.
ENAMORADO
Ó sensação donde a ventura sua emoção
Frecha em mim, satisfação, de um amor
Ó alegria onde o afeto no sentido é ardor
Doce companhia, poesia, e muita paixão
Ó cântico vindo d’alma, pulsa o coração
Em tom de felicidade, e perfumado sabor
Que impregna o sentimento, tão sedutor
Faz ofegar por quem tão bem é tentação
Ó ternura, cujo o entusiasmo, a sintonia
Acende, e queima, e quer sempre mais
Dando à noite fomentação e significado
Amor, por quem dá cadência na alegria
Por quem são meus olhos tão passionais
E que por te amar, é casto ter-te ao lado.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 julho 2024, 20’33” – Araguari, MG
Para mim, nunca foi fácil o silêncio, o grito sempre foi mais simples, mas como sou feito de batalhas difíceis, escolhi silenciar e sorrir, estar em paz é melhor do que ter a razão.
Hoje em dia, ninguém me convence de mais nada...
Depois que eu adquiri, total conhecimento de mim mesmo, do que eu sou e do que eu realmente gosto.
Ninguém me obriga a fazer mais nada que eu não queira fazer.
Às vezes eu me permito fazer oque algumas pessoas querem, mas é só por prazer.
Cadáver
Você (ansiedade) me cerca e dilacera minha alma
Perdão a mim mesmo
Por tantas permissões tolas
Perdão a mim mesmo
Pelas loucuras expostas
Pelos pássaros presos
Nas masmorras da ignorância
Pelos sins que deveriam ser nãos
Pela corda colocada no pescoço
E por puxar o banco
Por tantas desventuras e arrogâncias
Num barco à deriva
Eu cortei meus pulsos
O oceano encheu-se de mim
Bebeu do mais incerto sentir
Andorinhas pousaram sobre meu corpo
E dançando valsa, levaram meu espírito
Raios de sol queimam minha pele
Pálida como papel
Distante como a lua
O céu permanece azul
Tubarões se aproximam para olhar o seu rei
Uma coragem lastimável
Um impacto de forças
Eu me pergunto agora
O que faz alguém se perder
Eu me questiono nesse momento
O que faz alguém pular
Qual momento é o momento
Qual o tamanho dessa dor
Qual o tamanho do sofrimento
Os olhos lacrimejam adeus
Ainda há um círculo de sorriso no mais escuro da pupila
Um ato sem despedidas
Uma busca por respiração
Os sonhos somem como as veias
Quanto vale um corpo que sonhou?
Ou já é um cadáver que amou?
Eu olho pra você
Sabendo que era você
Quem eu queria que chegasse
Você até olha pra mim
Mais e como se ainda
Estivesse esperando
Alguém melhor
essa e a pior parte
Estou sentindo uma explosão dentro de mim...
De sentimentos gostosos, bom demais.
Estou amando tudo isso.
Amando ainda mais, porque é você quem está causando tudo isso em mim.
Faz-me um favor!?
Por favor, não pare... Continua, continua assim.
Sinto borboletas no estômago
Sinto paz
Vejo você
Sei de mim
Sinto nós dois
Quanta coisa temos construído
Tantos momentos vividos
Eu sabia,
Que um dia eu teria certeza:
Eu escolho você!
Hoje, novamente.
Presente divino!
Eu que sou gota,
Eu que sou rio,
Sorrio.
Mar
De amar.
Eu e vc,
Vc e eu!
Nós!
CAMPINAS
Quando cheguei nessa terra de andorinhas,
Elas voaram até mim
E fizeram ninho no meu coração.
Virei verão.
E assim como essas aves vem e vão,
Eu também alço voos, muitos,
Mas sempre volto
Pra essa cidade
Que adotei como minha.
Vai ver também sou andorinha.
Alda de Miranda
Respiro e aspiro vida em abundância
Valorizo e olho para a criança
Que habitou em mim durante todo este tempo
E eu nunca exerguei devido às circunstâncias
Volto a ser criança
Sorrio para a infância
Chuto a testa da ignorância
