Nao Acabou pra Mim
O tempo me enrola, atrapalha, e adianta. Levou de mim, o que um dia eras eu, e a mim trará, o que ainda serei.
As vezes acho eu, que de tudo poderia recordar ! Dia após dia, que até hoje passei.
Que lindo seria, se tal poder me pertencesse, porem não o tenho, e talvez não mereça.
Mas como há de se esperar, eu não podia desistir.
E assim pensei: Quem sabe se tivesse, deixado a cada dia, uma referencia ! Uma porta de acesso para o passado que se calava ? Mas se assim o fizesse, seriam tantas referencias, que se enroscariam umas nas outras, tornando-as novamente, confusas e passageiras, demais a minha memória.
O quanto eu pagaria, o que tanto faria, para ter se quer um segundo, daquilo que já se foi. O guardaria em uma caixinha, sem o deixar escapar !
Para sempre que desejasse, reviver ou retocar, e assim me abrigar àquele momento, fazendo da caixinha, o lugar mais seguro, mais zeloso e hospedeiro do que meu próprio ser.
Esse ser que aos poucos, foi trancando as portas, criando labirintos e engolindo as chaves, perdendo assim, tudo que na mente havia, e arrancando cruelmente, o que estava no coração.
Esse velho coração, que agora só lhe resta, o movimento de pulsar, e ainda assim faz cansado e desamparado, conforme os anos vão passando, o pulsar é mais devagar.
Alma inútil és a minha !Como pode me abandonar ?
Eu tanto ter sonhado, tanto ter sentido, e agora acaba com os pedaços de uma vida toda !
Uma vida que passou voando a qual queria reviver, e se possível beber novamente, das mesmas águas.
Entretanto a dias e sonhos, que não devem ser lembrados, apenas vividos e sonhados.
E se para mim não telos, agora és pura angustia, és porque talvez,
nunca os tive realmente.
Só deixei passarem pelos olhos, pelas palavras e pelos sentidos,
sem saber deixar a eles, um pedaço de mim,
e comigo guardar, uma parte deles.
Onde ficou minhas palavras ?
Onde ficou meu coração ?
Ficaram no passado.
Passado em que vivi,
mais talvez,
nunca tenha pertencido.
Não pertenci, por medo de me entregar.
E agora me entrego a morte,
sem ter nada para dizer adeus.
Os sentimentos tatuaram em mim, a incapacidade do ser humano em se dar por satisfeito, sem ter que tentar compartilhar, o que tua alma és a um outro
alguém.
"Amo à distância, respiro a pura ânsia de ter perto de mim.
Sem você... noites sem fim,com dias assim...cinzas sobre mim."
Você tentou fugir, mais na hora exata eu te encontrei, acho que seria fácil se livrar de mim assim.
Você trocou a minha companhia por uma roda de pessoas que eram seus inimigos, e eu te troquei pelo meu violão azul marinho.
Mais o tempo foi passando, e oque eu sentia por você simplesmente se dissolveu, mais mesmo assim eu achava que você pensava em mim, e me olhava assim:
'VOCÊ ME VÊ COMO UM BRINQUEDO VELHO, GANHADO DO SEU AVÔ IMPUEIRADO, QUEBRADO E JOGADO NO PORÃO DA SUA CASA'.
Viagem
Fazendo uma viagem dentro de mim.
Vejo tudo que tenho de melhor e pior.
Peguei uma carona na vida, estacionei
na obediência. Virei a esquina da rebeldia,
entrei na rua da Revolta, passei pela
Av. Mudanças e peguei outra estrada.
Nessa estrada havia um caminho
chamado Tranqüilidade, que por ele
passava o rio da Paciência, com um
cheirinho de calma.
Vi que tudo ali era belo, perfeito.
E como não existe perfeição, desviei
meu curso pisando fundo no Vale das
Aventuras que tinha uma passagem
secreta à cidade dos Perigos, que
tinha como capital: Confusão e um
interior chamado Ódio.
Consegui achar uma saída de emergência
que se chama arrependimento. Entrei
no ônibus da saudade e voltei dessa
maravilhosa viagem que tem por nome: reflexão.
Mulher fatal III
Queres coisar-me como amiga fatal,
o lindo coração sem rejeitares a mim
fica-me a cousa amada sem pejo;
um ser tão coisado em vosso coração.
Queres coisar-me a vossa amizade,
amo a tua amizade em vosso ser...
Que pelo mau gosto já vos perde;
fico a coisar-te como bom amigo!
Queres coisar-me como bela amiga,
dai-me o vosso lampejo tanto amor!
E cousas eternas sem ser perigosas.
Queres coisar-me como doce amiga,
dai-ma as cousas em vossa amizade
coisar-me de ti a vossa amizade.
O QUE PASSOU
Suspirei neste momento
e sorri de mim mesma.
Em um desses clássicos da comédia da vida,
lembrei de nós dois.
Antes te amava com ardor,
tinha toda e venerada paixão.
Hoje, não mais.
Não sinto nem amor,
nem rancor.
Hoje não sinto nada.
Quando você vem à mim,
nada mais gira ao teu redor,
a não ser as folhas de outono.
Penso, tento imaginar
como aquilo tudo
é um nada agora.
Parece até que nunca te vi,
que nunca sofri.
E parece que nada perdeu,
nada sofreu.
O que passou, passou...
E tua vida já não me importa.
Ontem é um passado esquecido;
hoje um presente vivido;
e amanhã um futuro compensador.
Hei, heróina, sim, heroína… eu sou fraca, mas guardo uma coisa tão forte dentro de mim. Parece absurdo, mas tente aceitar, tente enxergar… minha ultima queda me quebrou a cabeça. - Texto: Super-Heroina? -
Eu realmente preciso me mover. Tirar todo teu sangue esparramado em mim, após nossa guerra particular. Rasgar as roupas dadas por você e me vestir de mim. Eu quero o novo, mesmo sentindo o cheiro do velho para me lembrar, em meu café da manha, que o dia sem você não é fácil, mas, sim, melhor para minha sobrevivência.
A noite hoje está cansada. Tudo está cansado. Ou no mínimo sou eu que faço reflexo de mim em tudo o que vejo lá fora.
Me cansar já faz parte da minha rotina. E meu maior cansaço é de mim mesmo. E eu sou tudo. Quando canso-me de mim, canso-me de tudo também.
Desculpa ter largado você assim, mais eu queria experimentar algo que estava escondido dentro de mim, é que pela primeira vez eu resolvi gostar de quem gosta de mim!
Cada um tem seu jeito de ser, e o meu só diz respeito a mim. Aceita-lo é para poucos, que para mim já é muito.
