Namoro Terminado
Ouvir você dizer que o amor havia acabado despertou algo terrível em mim.
Porque, pela primeira vez, eu entendi que te perder era real.
Foi tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para desfazer as feridas. Tarde demais para amar você da maneira certa.
E talvez o pior seja saber que eu ouvi isso da pessoa que mais tentou ficar.
"Quando as respostas terminam, o amor continua. E, muitas vezes, é nele que Deus revela a Sua presença."
Meu mundo começa e termina no seu abraço. Sem o seu amor, cada espaço fica vazio, cada dia perde o sentido. With you tenho tudo o que eu preciso para ser completo.
Enzo Ruchell
Se a noite é breve,
o sentimento não é.
Final de semana acaba,
mas o amor insiste em ficar.
E enquanto o mundo dorme,
meu coração acorda
só pra te amar um pouco mais.
O peso do Amor
Ainda não ultrapassei
a linha invisível onde terminamos sem perceber,
como se o fim tivesse acontecido sem despedida.
Ainda não apaguei
teu jeito de existir dentro da minha memória,
feito tatuagem que o tempo não conseguiu desfazer.
Ainda me dói por dentro
essa saudade que não sabe ser leve,
e insiste em me lembrar o que fomos.
Ainda me fere
o silêncio que você deixou no lugar da tua voz,
ecoando em tudo que eu ainda sinto.
1ª Coríntios 13.8: O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; Os dons espirituais são úteis somente nesta vida temporal, já o amor permanecerá pela eternidade.
O Que Está Vivo Agora
O medo imagina o que pode acabar; o amor nos lembra do que está vivo agora.
Talvez uma das maiores contradições de amar profundamente seja esta: quanto mais alguém se torna importante para nós, mais descobrimos que também somos capazes de sentir medo. Não porque o amor seja frágil, mas porque finalmente encontramos alguma coisa que não gostaríamos de perder.
O medo é um viajante apressado. Ele abandona o presente e corre para um futuro que ainda não aconteceu. Inventa distâncias, ensaia despedidas, imagina silêncios, constrói ausências e depois volta para dentro de nós trazendo lágrimas de acontecimentos que talvez nunca existam.
O amor é diferente.
O amor permanece.
Ele olha para o rosto que está diante de nós e diz: “Está aqui.”
Escuta a voz e diz: “Ainda posso ouvi-la.”
Sente o abraço e responde: “Então abrace mais forte.”
O amor não pergunta o tempo inteiro quanto tempo vai durar. Ele pergunta quanto de verdade somos capazes de colocar no instante que temos.
Talvez eu tenha começado a compreender isso justamente agora, quando amar alguém passou a significar tanto para mim. Porque quando o coração encontra alguém que muda nossos planos, nossos pensamentos e até a maneira como imaginamos o amanhã, nasce uma vontade quase impossível de pedir ao tempo: não toque nisso.
Mas o tempo não nos pertence.
Nunca pertenceu.
E talvez seja justamente por isso que o amor seja tão precioso.
Porque amar é segurar uma mão sabendo que não podemos segurar o próprio tempo. É olhar profundamente nos olhos de alguém sem possuir nenhuma garantia sobre o amanhã e, ainda assim, dizer silenciosamente: “Hoje eu escolho você.”
O medo quer garantias.
O amor oferece presença.
O medo pergunta: “E se um dia terminar?”
O amor responde: “Mas por que sofrer pelo fim enquanto ainda estamos vivendo o começo, o meio, o agora?”
Quantas vezes destruímos um momento bonito tentando protegê-lo de uma tristeza que ainda nem chegou?
Quantas vezes deixamos de sentir plenamente um beijo porque nossa cabeça estava ocupada imaginando a possibilidade de um último beijo?
Não quero amar assim.
Não quero transformar aquilo que está vivo em saudade antes da hora.
Se existe amor hoje, quero senti-lo hoje.
Se existe um abraço, quero morar alguns segundos dentro dele.
Se existe um sorriso capaz de mudar meu dia, quero contemplá-lo sem perguntar quando deixarei de vê-lo.
Se existe alguém que fez meu coração reaprender a bater de outra maneira, quero agradecer pela existência desse sentimento em vez de interrogá-lo todos os dias sobre sua eternidade.
Porque talvez o “para sempre” não seja uma quantidade de anos.
Talvez o para sempre seja a profundidade com que determinados momentos permanecem dentro de nós.
Há pessoas que passam décadas ao nosso lado e quase não deixam marcas. Outras chegam inesperadamente e, em pouco tempo, reorganizam nossa alma inteira.
E quando isso acontece, sentimos medo.
Claro que sentimos.
Mas não devemos entregar ao medo a caneta com que escrevemos nossa história.
Que ele fique sentado em algum canto, se precisar.
Que murmure suas dúvidas.
Que invente seus futuros.
Mas que seja o amor a escolher as palavras.
Porque o medo continuará imaginando tudo aquilo que pode acabar.
Enquanto o amor, silenciosamente, continuará apontando para aquilo que está diante de nós e dizendo:
“Olhe.
Sinta.
Abrace.
Ame.
Ainda está vivo.
E é agora.”
✨ O amor por si só é inquebrável. O que o acaba é o nosso descuido, a nossa falta de cuidado e os nossos próprios deslizes.
✨ O amor é feito para ser eterno. O que o faz acabar é a nossa fragilidade em saber cuidar de algo tão forte.
“Hoje o amor dura enquanto distrai; quando a atenção acaba, alguém vai embora — e o outro só descobre que ficou sozinho quando o silêncio pesa mais que a saudade.”
Em muitas famílias, o amor acaba sendo substituído pela conveniência. Não existe o mais amado, mas o mais conveniente
O amor é tão sólido quanto a beleza, a pureza e a firmeza das montanhas:
enquanto não terminarem as estações, elas voltarão para testemunhar a essência do amor de Deus.
O amor que deixa marca não é aquele que termina, mas aquele que se transforma em uma parte permanente de quem somos. É como uma tatuagem na alma: invisível para os outros, mas sentida em cada batida do coração.
DEPOIS QUE TUDO VAI EMBORA
Será que o amor realmente existe depois que tudo de 'bom’ acaba? Pois bem, sabemos que esse sentimento está presente de diversas maneiras na vida do ser humano e está lá até antes mesmo de nascermos. Mas como saber se todo amor que damos, sentimos ou recebemos é de fato algo real, profundo e verdadeiro? E até que ponto ele é capaz de chegar? Eis algumas das questões mais alarmantes da humanidade.
Para ilustrar tudo isso melhor, tomarei nota de um livro que li recentemente, A Metamorfose de Franz Kafka. A partir do momento em que Gregor se transforma em um inseto de certa forma asqueroso, ninguém mais é capaz de amá-lô, exceto pela mãe dele que até certo ponto não permitiu que ô matassem, mas não foi suficiente. Essa é uma das metáforas mais verdadeiras que existem, quando alguém perde a serventia o amor raso não resiste. Não é preciso ir muito longe para ilustrar isso na vida real. Quando um ente querido de nossa família adoece, por exemplo uma mãe ou algo do tipo, perde-se a felicidade em estar com ela. O indivíduo torna-se um fardo para todos da família. Mas as pessoas, na maior parte do tempo, não levam em consideração como foram amadas por aquela pessoa, como ela serviu toda a família por incalculáveis anos, e agora descartam-na, como se nunca tivesse tido importância. Desse modo, onde está o verdadeiro amor nesses casos? Se realmente fosse real, a união não se perderia por simples acasos.
As pessoas neste mundo levam muito em consideração a aparência uma das outras. De certa forma não acho que esteja totalmente errado, mas tudo nessa vida tem limites, por mais asqueroso que Gregor tenha se tornado após a metamorfose, ele continuava sendo o mesmo. Seus princípios e sentimentos internos estavam ali, mesmo que parecesse imperceptível, um livro de capa duvidosa, mas de páginas que nunca perderam seu valor. Independente de sua indumentária, ele continuava sendo filho, irmão, amigo, era parte de uma família, de uma sociedade, e não poderia ser apagado de forma impiedosa somente por que não podia mais dar sustento à sua família.
Infelizmente, nós, seres humanos somos substituíveis, isso de acordo com o pensamento da grande maioria, que mesmo achando não pensar dessa forma no fundo agiria do mesmo modo. Obviamente eu não concordo com essa afirmação, o amor verdadeiro está aí para quebrar isso, se existe esse sentimento os laços são eternos, independente dos ocorridos da vida. Quem ama de verdade não dá tanto valor ao externo, quem ama de verdade leva muito mais em consideração os sentimentos que têm ao estar ao lado daquela pessoa querida. Contudo, se queres transformar-se insubstituível, valorize e lapide seu interno, mas tome cuidado, pois somente pessoas de consciência semelhante, são capazes de valorizar a índole do ser em primeiríssimo lugar. Caso contrário seu destino corre o risco de ser parecido com o de Gregor, se não houver uma mudança. Talvez aí esteja a solução, ter deveras atenção em quem ama, porque um rostinho bonito acha-se em qualquer lugar, mas histórias ricas são raras, então se for de amar alguém, que seja por um todo e não somente por aquilo que é supérfluo, e claro sempre em alerta. Isso, meus caros amigos, serve para toda relação interpessoal humana.
O amor não acaba, as pessoas mudam e deixam de ser aquelas que amávamos, ou nos iludem, se mostrando ser quem não eram.
Antes do amor acabar, não esqueça que o amor é uma decisão e não uma emoção.
Jose luis Gonçalves de Sousa
Psicólogo
