Namoro
“suporte o ódio e a violência com fé; suporte o fracasso e a falta de compreensão com paciência, porque no final o amor é a força para você nunca desistir”
Eu estive reparando a lua e pensando nos muitos olhares que já percorreram por ela. A lua é a junção dos separados, dos apaixonados, dos desesperados… Numa noite há tantos que se amam e a convidam ao compartilhamento. E a lua, sempre educada, se doa, e se divide com os demais olhares de casais de namorados que antes nunca aperceberam-se do quão bonita é! A lua sempre desculpa os dispersos. Às vezes se exibe com confiança, em outras, acanhada. A lua pela manhã se despede com saudade. Há os que não se contentaram em admirá-la apenas de longe; e por isso as pegadas nela. Ontem eu olhei no céu a mesma lua que Cecília, que Machado, que Drummond contemplaram e a que o moço que conserta os meus sapatos ainda observa. Pensei no meu amor por ti e então descobri que certas coisas Deus fez para serem eternas.
Sentimento equivalente:
e se em minha ida deixei-te uma saudade sem fim foi porque levei de ti um amor perpétuo.
Nesta tarde lembrei-me de você, mas a realidade é que tenho que te esquecer.
Esquecer, porque o teu amor pertence a outro.
Alguns sofrem mais intensamente, outros mais alcoolicamente. Tem até os que mudam de religião, de time, de casa.
E cada um faz o que faz, como atitude desesperada pela dor latente, pela confusão entre querer de volta e não querer nunca mais.
Se quero casar? Quero. Se não der, tudo bem. Não porque eu não queira ser de ninguém, porque já sou de mim mesma, mas porque não sei se quero mesmo abrir mão do que tenho hoje, que são essas asas abertas e prontas para voar. Mas uma hora posso querer um ninho, sim. Só não vamos também chegar ao ponto de achar que quero procriar…rs
Sou tão cheia de crises e tormentas com meus pensares, sentires e fazeres. Sempre sei o que devo fazer, mas nem sempre sinto o que deveria sentir ou penso o que deveria pensar. Essas dúvidas alimentam meu mundo, pois são elas os combustíveis para eu nunca parar de sonhar.
Sabe? Sou menina faceira, sim, e esse é só um lado meu de tantos que tenho e que cada dia descubro mais e gosto, porque percebo ser muito mais do que sempre pensei.
Sinto saudades, mas não quero ninguém de volta
Sinto saudades de muitas coisas que vivi. Sinto saudades de momentos, de sentimentos, de sensações. De pessoas, de lugares, de conexões. Na verdade, sou um poço de saudades.
Adoro relembrar meu passado, contar minhas histórias, chorar minhas tristezas, rir minhas alegrias. Vira e mexe, lembro de algumas situações com ex, com amigos do passado, com inimigos…rs
E gosto de dividir essas histórias com quem faz parte do meu presente. De contar como aconteceu, o que senti, como entendi o comportamento do outro. De rir, de chorar, de sentir raiva de novo. De relembrar os sorrisos, os olhares, os abraços, as demonstrações de afeto, de solidariedade.
Mas nem de longe desejo voltar ao passado. Gosto do que sou hoje, mesmo com todas as minhas dores e dessabores. Gosto de quem me tornei, de carregar comigo as lembranças do passado, os amores acabados, os choros engolidos e os sorrisos de lado.
Sempre conto histórias de meus ex. Ex-amores. Mas falar dos ex de forma carinhosa, terna pelo que me proporcionaram nem de longe quer dizer que os quero de volta. Porque realmente não quero.
Para ser bem sincera, quando me apaixonei por cada um dos meus ex, era mais pelo que eles eram na época somado ao que eu era na época, ou seja: não teria nem como eu me apaixonar por algum deles hoje. Primeiro porque não sou mais quem eu era na época. Segundo porque nem quero mais o que eu queria. Mas, acima de tudo, porque muitos deles ainda são o que eram, e é justamente o que eu não quero para mim hoje. Mesmo os que evoluíram, seguiram por caminhos que não poderiam ser traçados ao meu lado.
Quero seguir a vida sem ter que apagar minhas memórias, sem deixar de contar minhas histórias. Mas não quero ninguém de volta. Que sejam felizes ao seu modo e no que eu puder ajudar, o farei. Sou grata por tudo o que vivemos juntos de bom e de ruim, pois foram essas vivências que me fizeram ser quem sou hoje. Lembro com carinho de cada detalhe, mas não haveriam meios de um dia isso se tornar de novo um “nós”.
Tudo isso se tornou uma saudade lúcida, gostosa, consciente. Sem o menor anseio de virar realidade no presente.
AMO-TE
Tempos nebulosos esvaiam-se
Quando as nuvens da discórdia
Desaparecem levando as lágrimas
Exauridas com as dores
Vindas pelas gritantes madrugadas.
Cada uma das partes
Dividas com tamanho espanto e
Desamor.
Foi-se aquele tempo de estultice
No qual a estupidez embriagou
As nossas mentes e os nossos corações
Com o gosto amargo do desespero!
Nos tornamos seres cegos
Para o encontro harmônico das nossas almas
Onde a harmonia escondeu-se
Num lugar inacessível
Ao nosso entendimento.
Conscientemente sabíamos que o
Amor sempre esteve aqui
Que não havíamos
Lançado esse sentimento
Que nos uniu novamente
Na imensidão do esquecimento!
Estávamos encobertos
Pela cortina amarga do ¨não¨
Poder sentir
Pelo tempo acinzentado da cegueira
Pela máscara da insanidade que foi
Aceita por nossa própria consciência.
Alguns caminhos nos levam ao abismo, outros nos trazem de volta pra casa, mas eu prefiro aqueles que me guiam até você
Caçar as estrelas é como buscar seu coração no fim do horizonte. Apaixonante até o meu ultimo suspiro de vida!
"Um Deus"
Amém
Aceito o criador
N dito nem criado
N moldado nem idealizado
Onde a natureza rege os seus poderes
Onde a base da bondade, é não ter maldade.
E que existe amor
Totalmente de verdade
" Oi "
Todos os dias desejamos a paz constante em nossas vidas, não é bem assim que ocorre. São os problemas, as discórdias, a indisposição , os tumultos provocados por pessoas e o barulho do trânsito de carros nas ruas e nem se quer nossos pensamentos nos deixam em serenidade.
Nem todos os dias a paz passa para nos saudar em meio a essas inquietações, tarefa difícil para ela.
Porém , quando menos esperamos o dia nasce, observamos que há algo diferente no amanhecer, ouvimos nossa respiração, começamos a observar os detalhes do dia a dia que passavam desatentos aos nossos olhos.
Em ocasiões assim, não a nada melhor que ouvirmos a nossa alma, refletir no que realmente nos deixa em paz e aproveitar na reflexão mais profunda o que estamos usando para regar nossas vidas. Talvez não compreendamos de imediato o que a essa voz expressa. Isso porque calamos por muito tempo os lábios da nossa alma, que reprimida ela grita na primeira oportunidade ao avistar a paz nos saudando com um “oi”.
Não cale sua essência, o diálogo com ela é bem confortável. Isso se for no mesmo idioma.
Aproveite essa saudação da paz. Nossa alma quer “trocar uma ideia” conosco. Ela sabe que a verdadeira paz está em uma força, que diariamente nos sustenta e que sempre está com a gente, mas não enxergamos ou então não queremos enxergar. Sabemos que força é essa! A alma tem sabedoria, sabe onde encontrar a paz. Escute-a, desfrute desse dia. Quem sabe no próximo amanhecer a comunhão e o diálogo entre vocês sejam perpétuos.
Eu pedi para as coisas serem mais fáceis. Para que as decisões não doessem na alma. Pedi para entender melhor as coisas e saber perdoar. Mas acho que eu pedi demais.
