Nadar
*O meu pão e vício de cada dia
Não sei nadar
sem pescar folhas perfumadas de menta fresca
nas ondas saborosas da minha Via Láctea...
Não sei pular ondas
sem pintar faíscas coloridas como os vagalumes
na húmida penumbra dos campos floridos no meu Verão...
Não sei cantar sem pronunciar o doce eco da cantiga serena da alma nas alturas silenciosas do meu Himalaya...
Não sei escrever
sem manchar as brancas folhas mortas
com o batom vermelho da minha espada/caneta sanguinante...
Não sei existir na veia da palavra
sem ser o sangue da poesia...
Não sei me escrever Poesia sem me ler Alma.
Pai é mais do que ser sábio e nadar contra a corrente, é ser o Divino e herói ao andar por entre a gente
Diante de todas as possibilidades de fraquejar, aguente firme e principalmente não sangre ao nadar entre os tubarões
Ao nadar contra a maré é que um peixe faz seu cardume, um aquário não deve servir eternamente de berço para alevinos
Ao fundo das minhas emoções
Inventei de mergulhar...
Me danei ao esquecer que não sabia nadar!
☆Haredita Angel-15.06.12
A imagem que reflete no espelho não sabe nadar,
mas mergulha no que a faz feliz e sonha.
Porque ainda é de graça!
Ro Matos
Na Mesma Frequência
Sempre quis a abundância, sempre procurei nadar até perder as forças nos braços, sempre vive atrás dos exageros proporcionados pelos romances que me envolvi.
Demorei para prestar atenção que você sempre foi o bastante para mim, hoje eu sei quanto tempo perdi levando uma vida em cima de erros descontrolados.
Aprendi a reconhecer na tua simplicidade, na tua intensidade, enfim no teu jeito, uma maneira diferente e especial de aceitar, respeitar e me dedicar a viver por todo o meu tempo de vida na mesma frequência que o teu amor vive por mim, acredite, te amo!
" DESAMAR... "
Não é legítimo
Nadar contra a corrente
Negar o desaguar do belo sentimento na gente
Ilegitimar o proeminente
Que conveniente
Mergulhar as emoções nestas águas pouco fervente
Colocar as lembranças nas espumas de esquecimento dos detergentes
Alegar que ninguém sente
Desamar...
A estúpida arte do desapegar
Teu coração a me abandonar
Minha vida a me negar
Minha pobre semente
Que nada dá no meu cuidar
Que perto de mim não quer ficar
Me fazendo seu ar descontente
A minha mão não foi feita p'ra plantar
Produz um efeito contrário como os desertos
Na lareira da paixão apenas cinzas se pode constactar
Fantasmizando todo o meu império
Desamar
Aonde se aprende?
Como se apreende?
Do meu bem gostar para o gosto das águas do mar
Seria fácil pois
Até para os dois
O gosto não passaria de desgosto
A fantasia e a realidade não teriam o mesmo rosto
Penso nos dias bons, mas a dor me puxa pelos tornozelos, como se eu tentasse nadar em cimento. Cada pensamento feliz é afogado por um espasmo, um aperto, um sopro de tristeza cravado no corpo. Quero ver luz, mas há sempre uma sombra colada aos meus passos, sussurrando que sonhar dói mais do que desistir.
Duvidar da sabedoria
dos antigos pode vir
a ser um contrato de risco,
Nadar na Lagoa Vermelha
pode te oferecer perigo
e pode ser que você
não volte mais deste desafio.
Um poema de vez
em quando é mole
e também é duro,
(Um poema
também sabe nadar),
Tenho certeza
de que um dia
do Cascudo você ouviu falar.
O meu poema é quase
um Peixe-Cachorro
que sabe nadar e morder
com seus dentes enormes
para as ideias acordarem
nos rios da sua criação
e por todos os lugares
onde é preciso ter inspiração.
A distância uma imensa
Acropora valida revela
a sua monumental beleza,
Nadar ao redor dela
não se compara as matizes
encontradas nos teus olhos,
O mundo às vezes caça
o discernimento das leituras,
Não há nada que não possa
se descoberto com serenidade.
Eu sou o seu mar,
para compreender
é preciso saber
nadar, estar em dia
com a tua carteira
de arrais e saber
que a tua carta
de navegação,
é mais a sua poesia
do que a minha,
Você como marujo
conhece a direção
das correntes,
E não importa por
onde você decidir
navegar a sua intuição
sabe que irá me encontrar,
porque passar nunca
vou passar porque eu sou
inevitavelmente o seu mar.
