Nada Pior que o Silencio

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Nada se complica,
A vida explicará,
A ansiedade se acalma com beijos,
Se aquieta com um olhar
Não esquece: esquece os problemas,
Leia os meus poemas,
Esquece que a vida é pequena
Mas tua alma é do tamanho da tua consciência,
A dívida algema a paixão...
Eu tenho a noite e a noite me tem
O resto é poesia, é um trem na via
Entre satélites, meteoros e planetas
Procurando a emoção
Nada se complicará, a vida explica
Acontece porque tem que acontecer
A noite tece um fascínio,
Abriga os facínoras
E tudo de mal que se premedita,
Mas pela manhã brilha a aurora

Inserida por tadeumemoria

Nada pra se entender
Tanta indiferença faz diferença
Pra se entender indiferença
Esquece o que eu disse,
O que eu não disse esquece,
O tempo apaga a paga,
A paga apaga o tempo,
O que eu sei de verso sintetiza
O verso que eu não sei,
Se quero horizontes
Derrubo paredes,
Transponho montes
E a ilusão se alinha a linha, ao limite;
Quem te despe, agora quem te despirá,
Conjecturar assim é um tormento,
Mas percebo meus membros
e tentáculos em ereções,
Sei muito bem o que fazer
Quando faço o que não sei muito bem
Há momentos que a falta de respeito
Nem chega a ser um insulto
É só uma forma de prazer
harmonioso e mútuo
Então posso beijar onde cuspo
Posso cuspir onde beijo
Nada pra se entender
Só obedeço aos desejos

Inserida por tadeumemoria

SOBRE TODAS AS COISAS E SOBRE COISA NENHUMA
Nada sobre o meu poema;
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Sobre o inexato e o imponderável
Nada, nada sob um rio, o olhar perdido num vazio
De um deserto perto de um longe,
Longe de tudo e perto de nada,
Nada, nada, nada, nada na morada;
Namorada nada; besta é a ilusão
De auroras com flores orvalhadas,
Ocasos ao acaso de mochos,
Pardais e morcegos
A tristeza profunda de lagos;
Lagos chorados pelos deuses da solidão
E pela solidão dos deuses
Pelos insetos que amam as flores
E faz frutificar a vida compondo a primavera
Inspirando os poetas
Nada sobre o meu poema,
Meu poema sobre todas as coisas
E sobre coisa nenhuma
Onde só cabe Iracy Tupinambá e sua tribo comeu são jorge
Na lua onde proliferam os dragões
Comeu os franceses que colonizariam o Brasil
E se um dia eu diria je t'aime
Hoje eu digo te amo
Pois aprendi com os portugueses
Sem nenhuma convicção de amor ou paixão

Inserida por tadeumemoria

ÓPERA

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas tem um grilo que cricrila pela noite afora

Ele conversa sobre os medos da noite

E tem os gatos; e os gatos cantam

Como só os gatos sabem de ópera

E eu roubo-lhes as vidas

Já tenho sete, afora o infarto

Conversei com Deus nesse dia

Vi Maria na última travessia da Dutra


Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas o negro que vejo no antigo engenho

Tem cicatrizes nas costas,

Mas tem prosas bonitas de Angola

E derrama poesia quando fala de sinhá

E quando não fala de nada

Eu percebo o meu Brasil moreno

Tão rico, tão grande, tão pobre e pequeno

Que eu namoro as namoradas que não são minhas

E as minhas namoradas não namoram comigo

E eles pensam que eu não tenho nada e eu nada tenho

Porque o que eu tenho é sentar na calçada

E olhar a lua, as estrelas e o firmamento

E tudo isso já pertence a russos e americanos

Eu não tenho nada e eles pensam que eu nada tenho

Mas eu tenho a magia das palavras

Essa coisa que me instiga e me oferece a ilusão mambembe

De que eu de nada preciso

Que o resto é abstrato, o resto é engano...

Inserida por tadeumemoria

NORMA X MARILYN
Nada me fará entender porque
Possivelmente, provavelmente
Antes que se faça breve e claro,
Tênue e frágil, soluçará angustiado
A frustração inoportuna
De estar explícita a solidão;
Mas não é bem assim,
Direi que a noite está em mim
E solitude é a atitude de querer achar-se só;
Mas não achar-se, como se chama
Esta chama morna,
Norma Jeane explicaria
A beleza de um desencanto
Com um sorriso encantador;
Nem é tão complicado se sábado é sábado
Segunda é sábado, Norma era segunda,
Marilyn domingo, o que era belo, era belo,
O que era lindo, era lindo
Mas no fundo do seu olhar
Algo inquisitivo questionaria:
"Que dia é amanhã?"

Inserida por tadeumemoria

Nada era verdade quando a verdade era nada;
Matou o gato, o periquito, o cachorro,
Matou a namorada
Nada era verdade ainda;
Matou a galinha, o coelho, matou a vizinha...
A realidade se media pela quantia
E tudo se multiplicava por nada;
Matou o que era verde e o que não era
que era estático e o que se movia
Mas a verdade não aparecia
Matou o concunhado, o vigário a messalina,
E quando era sábado sem a contrição,
Sem chave de coxas na cintura,
Sem a loucura daquela língua e aqueles lábios,
Achava-se sábio...
Mataria o anão, o filósofo, o prefeito;
Mas por mais que matasse, não mataria o prazer
O prazer de matar, talvez matar não fosse solução,
Talvez a solução fosse morrer
Morreria num sábado ensolarado, numa segunda Chuvosa
Ou numa quinta; numa quinta serena...
Missa de sétimo dia e novena...
Um edifício, trigésimo andar...
Um voo onde sua alma alcançasse mais fácil o céu
E somente seu corpo se esfacelasse
No solo duro da realidade
Porque a verdade era nada, nada era verdade...

Inserida por tadeumemoria

TUDO MUDA... NADA MUDA...
SOMOS SÓ CROMOSSOMOS

Inserida por tadeumemoria

Tudo muda... nada muda.

Inserida por tadeumemoria


nada é puramente poesia
entre uma rima e uma estrofe
existe a despedida, a dor, o tempo
o sentimento, o ressentir e a morte

Inserida por tadeumemoria

O OLHAR DE DEUS

⁠Dentro de um universo há milhões de universos
e nada é tão claro, nada tão complexo,
Caetano nos diria num sorriso: se não fosse tão explicito...
num olhar de uma criança,
a anta bebendo no rio
ante a ameaça de um crocodilo...
tudo é desafio nesse poema de morte,
algo que comporte a vida
e se a vida é uma estrofe
e cada um de nós somos um universo,
o que seria a poesia
o rio mata a sede da anta, a anta alimenta o rio,
e ante todos os desafios o olhar da criança
é o olhar de Deus harmonizando o universo

Inserida por tadeumemoria

⁠quando não tenho nada,
tenho tudo de que preciso,
quando preciso de tudo, nada tenho;
mas o que me levará
a tal necessidade de existir;
quando só o fato de existir
já me traz tantas necessidades...

Inserida por tadeumemoria

⁠entra pelas minhas narinas,
motivo de rimas lindas, carnificinas
e antes de mais nada, nada
sonho tanto com quase nada,
um guaraná, uma empada, o azul do céu,
satélites, andorinhas,estrelas, meteoros
misseis antas espaciais; porcos neons
o azul é o nada; e do passado a namorada
de tudo o que eu sabia;
um dia meu olhar se encontrará sozinho
a contemplar a estrela que é só uma ilusão mais nada,
assim como teus seios rijos
a espetar o ser latente na essência deste velho,
e o que é verdade entre o fogo e a água;
entre o que se bebe e o que se derrama,
nada se explica assim com tanta exatidão
que a ilusão se despe
e só nos resta a lógica fria e óbvia do nada

Inserida por tadeumemoria

⁠Sei o que podemos e o que deve ser feito, mas antes, bem antes... pense, somente pense; nada é mais certo que o amanhã, mas então quando ele chega já não existe mais; é uma ilusão, existe o agora, mas agora... essa ansiedade turva seus horizontes, beleza vai muito além que o superficial, o que vem depois do depois depõe sobre o sorriso ou a lágrima e nada do que se diga se sobrepõe ao que fica calado...

Inserida por tadeumemoria

⁠Nada do que se diga se sobrepõe ao que fica calado

Inserida por tadeumemoria

A beleza nada tem a ver com perfeição, e sim com a harmonia que habita na sua alma.⁠

Inserida por tadeumemoria

⁠as vezes penso que sou triste,
as vezes não penso em nada,
as vezes tenho saudade do que nunca tive,
mas era tudo o que eu tinha
quando eu não tinha nada...
agora nem tenho essa ilusão...

Inserida por tadeumemoria

⁠SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR

Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.

Inserida por tadeumemoria

⁠Não se engane com o sorriso no meu rosto; nele você não verá nada do que realmente acontece.

Inserida por LuizCarlosSoares

⁠Você chegou como quem não queria nada, e ficou como se sempre tivesse sido parte de tudo.

Inserida por Roses_Of_The_Shadow



Dizem que cedo demais me entrego,
que aceito as quedas como se fossem nada.
Mas não veem o campo que enfrento em silêncio,
nem a guerra travada na alma cansada.
Julgam-me fraco por não gritar ao cair,
por não sangrar em praça pública a dor.
Mas lutei — com dentes, com sonhos, com pranto
até a última chama do meu próprio ardor.
Travei batalhas que ninguém testemunhou,
no escuro, onde só o coração escuta.
E cheguei a um ponto tão alto, tão fundo,
que a vitória ou a perda tornou-se diminuta.
Resiliência é meu escudo, bravura meu chão.
Não preciso da glória estampada na testa.
Aprendi que há honra também na rendição,
quando a alma, mesmo ferida, permanece honesta.

Inserida por rafael_silva_39