Nada Pior que o Silencio

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E chega a noite, de mãos dadas com o silêncio, que há muito ganhou raízes, salpicado apenas pelas memórias.
Recolho(me) em mim e bebo o cheiro da tua mão suave, na minha face ...!
Olho o céu, onde estrelas em forma de lágrimas, se escondem no avesso dos meus olhos e num suspiro de alma, adormeço na ... saudade!

Feliz dia dos que amam em Silêncio. Dos que guardam histórias de outros (des)amores, de outras paixões. Feliz dia dos nós dos nossos enlaces.

Feliz dia dos desencontros, dos amores proibidos, das estrelas dadas de presente. Feliz dia dos que amam, e também dos que desejam amar.

O silêncio que sai do som da chuva espalha-se, num crescendo de monotonia cinzenta, pela rua estreita que fito. Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante este cair esfiado de água sombriamente luminosa que [se] destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou.

Toda a amargura retardada da minha vida despe, aos meus olhos sem sensação, o traje de alegria natural de que usa nos acasos prolongados de todos os dias. Verifico que, tantas vezes alegre tantas vezes contente, estou sempre triste. E o que em mim verifica isto está por detrás de mim, como que se debruça sobre o meu encostado à janela, e, por sobre os meus ombros, ou até a minha cabeça, fita, com olhos mais íntimos que os meus, a chuva lenta, um pouco ondulada já, que filigrana de movimento o ar pardo e mau.

Abandonar todos os deveres, ainda os que nos não exigem, repudiar todos os lares, ainda os que não foram nossos, viver do impreciso e do vestígio, entre grandes púrpuras de loucura, e rendas falsas de majestades sonhadas... Ser qualquer coisa que não sinta o pesar de chuva externa, nem a mágoa da vacuidade íntima... Errar sem alma nem pensamento, sensação sem si-mesma, por estrada contornando montanhas, por vales sumidos entre encostas íngremes, longínquo, imerso e fatal... Perder-se entre paisagens como quadros. Não-ser a longe e cores...

Um sopro leve de vento, que por detrás da janela não sinto, rasga em desnivelamentos aéreos a queda rectilínea da chuva. Clareia qualquer parte do céu que não vejo. Noto-o porque, por detrás dos vidros meio-limpos da janela fronteira, já vejo vagamente o calendário na parede, lá dentro, que até agora não via.

Esqueço. Não vejo, sem pensar.

Cessa a chuva, e dela fica, um momento, uma poalha de diamantes mínimos, como se, no alto, qualquer coisa como uma grande toalha se sacudisse azulmente aberta dessas migalhinhas. Sente-se que parte do céu está já azul. Vê-se, através da janela fronteira, o calendário mais nitidamente. Tem uma cara de mulher, e o resto é fácil porque o reconheço, e a pasta dentífrica é a mais conhecida de todas.

Mas em que pensava eu antes de me perder a ver? Não sei. Vontade? Esforço? Vida? Com um grande avanço de luz sente-se que o céu é já quase todo azul. Mas não há sossego — ah, nem o haverá nunca! — no fundo do meu coração, poço velho ao fim da quinta vendida, memória de infância fechada a pó no sótão da casa alheia. Não há sossego — e, ai de mim!, nem sequer há desejo de o ter...

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo Soares. Vol. I. Mem Martins: Europa-América, 1986.
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Nós, escritores, precisamos curtir mais o silêncio que faz logo quando terminamos de escrever algo lindo. Fechar os olhos e sorrir. O silêncio é testemunha de um crime lírico.

Quando estou triste, fico em silêncio para encontrar Deus que está sempre perto e entende a minha dor.

Deixa eu ficar quieta, deixa eu ficar em silêncio. Deixa eu me sentir sozinha, está tudo bem!

Deus no seu silêncio todo dia nos fala: eu não existo. Mas as pessoas fingem não ouvir.

O silêncio é o maior grito de socorro

Eu dei tempo ao tempo, preferi inúmeras vezes o silêncio, te esperei, deixei que as atitudes falassem por si só, esperei que você tomasse a decisão cabível a situação em que se encontrava, refleti, e pude ter uma conclusão bem ajustada sobre as circunstâncias em que eu me encontrava, não era mais sinônimo de desistir, era de parar de insistir, e foi justamente o que eu fiz, pena isso não ter adiantado, eu segurei as pontas por muito tempo, sozinha, e entre todos os desencontros que podíamos ter, eu preferi por mim mesma dar um fim nesse ultimo, compreendi tantas coisas que resumidamente descrevo em apenas quatro palavras, VOCÊ NÃO ME MERECE.

NAS MANHÃS DAS TARDES NOTURNAS
de: Eduardo Pinter

Este silêncio que devora todas as manhãs

Parecem gritos ecoando por todos os cantos

Este sentimento vazio que algo está faltando

Parece agonizar sempre quando acordo

E todas as manhãs... parecem todas iguais

Depois do meio dia, sonolência bate, preciso descansar

O corpo parece que já sabe, a tarde é longa, é preciso se preparar

Entre o perdão e o pecado existe um intervalo de consciência

O sangue das mãos é um ato de pura sobrevivência

E todas as tardes... parecem todas iguais

E a noite chega e parece que não sou o mesmo

As promessas das manhãs não tem mais sentido

Não tenho mais tempo p'ra ter pena de mim mesmo

Estou pronto p'ra lutar, pronto pro sacrifício

E todas as noites... são todas iguais

21 maio 2013
Eduardo Pinter

O silêncio é cúmplice. Nele externalizamos pensamentos que ninguém entenderia.

Silencio por muitas vezes para conter as lágrimas. Então seguro a respiração demoradamente enquanto mentalizo que tudo está bem, mesmo não estando. É uma fuga sim, mas também é uma espécie de mantra pessoal. Ora; se eu não vejo em meu rosto a expressão de dor, talvez um dia eu enfim acredite que não a sinto e tudo se resolva. Vou empurrando com a barriga as frases de revolta, tristeza, ou de sentimentos aleatórios que pendulam aqui dentro como um outdoor iluminado chamando atenção para mim. Acho que eu cansei de falar e cansei de sentir isso. É muito desconfortável respirar pesado, dói os pulmões e consomem a alma. Resolvi juntar tudo e devolver ao remetente, mas não há viabilidade do meu correio interior pra fazer essa entrega. Por fim, juntei todas as dores - fluidas ou não - e guardei em um baú no fundo do meu guarda-roupa coração. Está por transbordar, eu sei. Mas enquanto ele não explode, eu vou sorrindo para o mundo.

Benfeitor - é o que ajuda e passa; Amigo - é o que ampara em silêncio; Companheiro - é o que colabora sem constranger; Renovador - é o que se renova para o bem!

"O silêncio sufoca e grita por dentro com uma vontade imensa de extrair o nó que estas preso na garganta sem preservar as cordas vocais".

O silêncio é a arma das pessoas covardes, é a desculpa das pessoas sem atitude, é o meio das pessoas de pouco caráter, é a maneira de ser de quem não tem conteúdo na personalidade... O silêncio nada mais é a forma de não querer ouvir o que uma pessoa tem a falar!

Quando chega sua hora você sente, eu me acalmo, fico em silêncio e se for preciso...me retiro.

Já saí da vida de muita gente, e pra algumas eu não dei uma boa explicação, talvez eu não seja muito boa nisso, ou talvez, nem fosse preciso, mas espero que cada um tenha entendido o momento, não é a falta de afeto por parte delas é a necessidade por minha parte.

E sabe o silêncio? Ele faz de você uma pessoa melhor em muitos momentos, é fato que as palavras são fundamentais, mas é no silêncio que você se conhece.

E falando em despedidas, por mais que eu tenha me afastado de algumas pessoas, elas tiveram o poder de permanecer até hoje em mim.

Você me faz sorri até em silêncio...
Na mais profunda felicidade,
Em corpo e mente.

-Ivone Poderosa-

Floresça seu amor em mim...
E em silêncio me toque.

Se você não entende meu silêncio, não tenho motivos para utilizar meus argumentos.

Faz silêncio, menina, que a sua felicidade anda precisando de paz.