Na dúvida
Estou em uma profunda dúvida se transformo toda essa dor em texto ou somente bebo uma generosa dose de gin.
“Desconfie de quem tem respostas para tudo; a sabedoria costuma morar nos becos da dúvida.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
"A dúvida não é o erro da justiça, mas o exercício da prudência. O fracasso ocorre quando o ceticismo abandona a prova e se nutre do preconceito disfarçado de técnica. A retidão do juízo não se mede pela condição do narrador, mas pela harmonia dos fatos e pela solidez das provas. Impor perfeição à memória é ignorar a condição humana; nesse equívoco, confunde-se a hesitação com o embuste, trocando a análise lúcida por convicções temerárias."
Sempre que as certezas se atreverem a flertar com a nossa Liberdade de Pensar, que a dúvida nos abrace! Amém!
Porque é no abraço da dúvida que o pensamento, livre, leve e solto, respira — livre do jugo das respostas prontas, longe do conforto das verdades fabricadas.
A dúvida não é inimiga da fé nem do saber; é o ventilador da consciência, o sopro que impede que o pensamento apodreça no mofo das convicções.
As certezas constroem muros, a dúvida, pontes.
A certeza se alimenta da repetição, a dúvida, da curiosidade.
A convicção grita, a dúvida escuta.
E se o mundo parece girar ao som das certezas, é apenas porque poucos ainda têm coragem de dançar ao ritmo incerto da dúvida.
Que nós nunca nos acostumemos com o conforto das respostas — e que a nossa liberdade de pensar por conta própria seja sempre maior do que a vontade de estar certo!
Amém — mas com o coração movimentado e aquecido pela dúvida.
Talvez o melhor lugar para se Demonizar a dúvida seja o aconchego das Verdades Aveludadas.
É curioso como o ser humano, em nome da paz interior, constrói castelos de certezas com tijolos de incertezas mal resolvidas.
E, uma vez confortavelmente instalado, passa a olhar com desdém para qualquer sopro de dúvida que se atreva a bater à sua porta.
A dúvida, porém, é visita nobre — é ela quem areja as salas abafadas da mente, quem desmancha o mofo dos dogmas e faz circular o ar do pensamento.
Mas o aconchego das verdades aveludadas é macio demais!
E poucos se arriscam a trocar o travesseiro da convicção pela cama fria da reflexão.
Talvez por isso se demonize tanto a dúvida: porque ela incomoda os que aprenderam a amar o próprio engano.
Mas, ai daqueles que o fazem…
Ai daqueles que, embriagados pelo perfume das próprias certezas, caminham pelas estradas espinhosas da arrogância intelectual.
Renunciam à graça de poder se questionar, mas se julgam aptos a questionar o mundo — esquecendo que a mente que não duvida — não floresce — apodrece em Silêncios.
Aprendamos a fugir do aconchego das verdades aveludadas!
Amém!
A avareza humana é, sem dúvida, um dos maiores responsáveis pelo aumento do câncer no mundo. Por isso, eu alerto você de que, desde o café até o biscoito, da margarina ao pão e do pão ao refri, quase tudo está contaminado.
Se você tem dúvida sobre qual estrada seguir, siga o caminho do sorriso de uma criança, ele sempre nos leva a lugares lindos.
Eu estou presente. Mesmo quando você não vê, mesmo quando duvida… eu permaneço. Não foi tudo tirado de você,
há partes que ninguém pode tocar,
e são essas que ainda te mantêm de pé.
O que parece perdido ainda vive em fragmentos dentro de você. Não procure fora o que nunca saiu de dentro.
Eu vejo sua luta, vejo o peso que você carrega em silêncio. E mesmo na confusão,
há algo em você que continua verdadeiro.
Permaneça. O que é seu retorna não pela força,mas porque nunca deixou de ser.
ESTOU PRESENTE.
DeBrunoParaCarla
A hesitação é o terreno fértil do fracasso. Na dúvida, a decisão é o bisturi que dissecará o caminho. Aja.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
