Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
Eu queria te dizer por uma última vez que te amei da forma que meu coração conhecia.
Que meu amor vazou por palavras e poesias que eram dedicadas a você.
E que hoje se tornaram um verso de despedida.
Espero que se cuide.
O Corredor
As tardes caíam cada vez mais longas, sem expectativa e numa falta de prosa desconcertante.
Já ia longe a guerra do silêncio entre o casal em sua primeira disputa. Era difícil aplacar a angústia do que ia acontecer, disfarçar a ansiedade da volta e representar que tudo vai bem ou ia bem.
A janela foi objeto do desejo de disputa.
Abre a janela, Ana, está um calor danado desse jeito não consigo dormir, o quarto está abafado isto só dá pesadelo. Ela retrucou:
Pesadelo são os morcegos que entram no quarto e ficam assombrando o meu sono. Passo a noite vigiando a janela, de sentinela, enquanto você se refresca e dorme. No outro dia fico exausta.
— Assim não dá, Ana você acende velas no oratório, fecha a janela e o quarto fica mais abafado do que igreja em dia de Semana Santa. Isto já virou tormenta na hora de dormir, perde até o gosto de se deitar. Suar na escuridão é triste.
— Gosto da janela cerrada, dá mais segurança...
Vou abrir, Ana. amanhã é dia de serviço, a esta hora ainda não peguei no sono... deixe a luz da lua molhar o seu corpo, soprar o cheiro da flor do pequizeiro a perfumar o quarto.
Empertigada, Ana levantou-se:
— Então fique aí com a lua, os morcegos e as formigas dos pequizeiros. Vou para o outro quarto.
— Você é quem decide, Ana.
No corredor, quando as tábuas estrilaram, já bateu arrependimento.
Ana mastigou o conselho da avó: “Nunca saia de sua cama a volta é mais difícil''.
E foi assim. Tião ficou no quarto do oratório, de cortinado, as melhores cobertas, com a luz da lua, de janela aberta. Ana penava no final do corredor em colchão de capim, suando de calor e medo, disputando espaço com as muriçocas. Toda noite planejava e ameaçava: vou lá no outro quarto; “Amanhã tiro o cortinado...” Mas clareava o dia e pensava: “Quem vai subir e pregar este peso nas alturas?"!
Não se conversou mais sobre o assunto. Os pequizeiros floresceram, cheiraram, derramaram seus frutos, caíram suas folhas e não conversou mais.
O inverno chegou, a janela cerrou e Ana emperrou no quarto do corredor. Tião apostava até quando?! Aqui neste sertão sozinhos era só esperar...
Agora quem deixava Ana de sentinela eram seus pensamentos, haja tijolo quente debaixo da cama para aquecer a solidão, além da trabalheira, dos dedos queimados, dos pés gelados a indecisão deixava o corredor da volta mais comprido.
Tião matutava: tinha que tomar atitude, Ana ia botar fogo na casa. Coitada! Moça da cidade não tinha costume da roça. Levantou-se, encheu-se de coragem, pegou a vela para atravessar o corredor. A cálida luz iluminou todo esplendor de Ana que de vela na mão também voltava ardendo de saudade.
Entreolharam-se e gungunaram:
— Oiiiii.
Cruzaram o corredor cada um em sentido contrário. Ana adentrou no quarto do oratório com cortinado e Tião no quarto do corredor com o colchão de capim. Sentou-se na cama desolado, contrariado, acanhado e deitou-se.
Palpitando de ansiedade Ana mal conseguiu sentar-se na cama: no instante sentiu o cheiro das roupas de Tião que exalavam da cama ainda quente o que disparou suas lembranças e encurtou o caminho da volta. Com as mãos e os pés frios da noite, com o coração ardendo de coragem, a chama da paixão iluminou o corredor e caminhou para junto de Tião.
No espaço exíguo da cama deitou-se com o coração apertado acomodando seu corpo ao de Tião. Ele entrelaçou sua cintura em sinal de reconhecimento. Ana com os pés gelados encostou seus pés ao dele para roubar seu calor. Ele a aqueceu e perguntou:
— Não estamos brigados, Ana?
Rindo afirmou:
— “Pés não brigam”.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Com o tempo, exercite o enxergar em vez de só observar... e o escutar em vez de só ouvir... Você se impressionará com os resultados!
O Brasil atual mergulhado na corrupção e com os corruptos cada vez mais se tornando líderes religiosos está se tornando um celeiro de falsos profetas, pois, muitos acreditam que a religião é um meio tão fácil quanto a política para extorquir o povo carente e desatento.
"Se deu certo deu, se não deu certo ótimo, vivemos apenas uma vez. Porém é preferível que dê certo, e para dar certo é preciso se autoavaliar e avaliar o outro mais interiormente que exteriormente."
era uma vez, me disseram,
só uma, não várias.
mas a vida se repete todo dia.
e foram muitas vezes,
não só uma,
a vida que é só uma,
o que nela acontece, todo dia,
você que determina,
uma vez eu pensei que isso acontecia
todo dia...era uma vez
agora eu já sei é todo dia e era uma vez
FÉ E RAZÃO
De vez em quando nossas mentes pairam nas incertezas, ofuscam-se e então é só escuridão.
Onde quer que estejamos, ficamos paralisados diante da turbidez e não sabemos que rumo seguir, pois o raciocínio fica sombrio.
Nesses momentos, vêm os pensamentos melancólicos; De insatisfação com a vida e com as crenças. Surgem então os sentimentos de desistência e desânimo.
A partir desse ponto, devemos nos esforçar e agir com lucidez; Ter em mente que os sentimentos representam a emoção, são coisas que vêm do coração e não da consciência, o que nos deixa perante um contraste exacerbado entre a fé e a razão.
Ao observarmos os preceitos que nos são ditados pelo mundo profano, fica difícil findarmos com a deturbação que nos alterna a mente, porque para muitos a fé vem do coração; É somente emoção, ao passo que a razão é pura motivação para seguirmos em frente e é nesta hora que precisamos de luz a qual nos vem de Jesus. Não há outra alternativa.
A vida através da fé não encontra sua razão de ser nas opiniões advindas de laicos, mas na pessoa do próprio Deus.
Portanto, não percamos o nosso objetivo que é trilhar os nossos caminhos em busca da perfeição. Basta acreditarmos e pronto. Só precisamos dar o primeiro passo que é entregar o nosso coração a Deus que esclarecerá as dúvidas que tentam nos confundir. Ele iluminará as nossas mentes para continuarmos nossa jornada.
Pra algumas pessoas se conhecer é maravilhoso, mas pra mim fica cada vez mais difícil....
Eu quero os melhores trabalhos
Eu quero a melhor educação
Eu quero a melhor roupa
Eu quero o homem mais incrível
Eu quero tudo do bom e do melhor
E eu finjo que não quero nada, porque assim o esforço é menor.
O ser humano quer tudo do bom e do melhor, mas não se esforça pra conseguir.
Foi no dia 3 de março que o encontrei pela primeira vez, seu sorriso e seu jeito eufórico me chamaram a atenção, nunca tinha visto um garoto como ele, acabei me apaixonando sem perceber...
Meu mundo desmoronou sobre a minha cabeça mais uma vez
Eu pensei que tinha o controle, mas na verdade eu estava sendo controlada
Meu vaso se quebrou
A confiança virou pó
A alegria se esvaiu
A culpa me tomou
O desespero me cegou
Não consigo mais voltar
Eu não perdi o caminho
Só não tenho forças para sair do lugar...
AMOR MEU, QUIMERA
Quando meus olhos encontraram os teus, amor meu, pela primeira vez
Imaginei flutuar num mar cálido, acima das bestas esfomeadas
Que tentavam alcançar meus pés nus com dentes arreganhados
Que surpresa tive eu, amor meu, ao tornar-me uma besta parecida àquelas
Entregando-me à tortura e deleite de tua conquista
Expectativas e apetites invadiram meu âmago
E o reflexo mostrava que era tão ambiciosa quanto as vis criaturas
Tua voz despertava em mim anseios que não me atrevi a resistir
Ávida por ti, capturava cada um de teus suspiros hesitantes
Não me contentei! E a dor de tocar o fogo sombrio da tua alma
Queimou a nós dois, amor meu
Amor meu, o que faria sem ti? Eu me perguntava
Nunca permiti que tal resposta surgisse para assombrar nosso júbilo
Mas a verdade, eu sabia, nos espreitava com o olhar devorador
E logo o inevitável, voraz, destruiu o tranquilo castelo utópico que construí
Quando te perdi, amor meu, que agonia senti!
Afoguei-me em saudade, perdi-me nas lembranças de tuas palavras
Belas, simples e fascinantes. Como poderia não te cobiçar?
Tornei-me folha ao vento e grito interminável que dava por ti me rasgava
Pouca lucidez me restara. Amor meu, por que tinhas de partir?
Tua ausência jamais abandonou minha carne flagelada
De nós dois apenas cinzas sobraram. Estavam em minhas mãos, em minha boca
E então tive que admitir o que mais abominava…
Tu também eras besta, amor meu, por me fazer sofrer tanto por ti.
Tenho lido alguns romances ultimamente e cada vez mais percebo que nunca chegarei lá.
Vejo isso ao ler as entrelinhas dessa tragédia romântica e me dói por saber que apenas que a reciprocidade não existe.
Assim como nos livros certos momentos ficaram marcados...
Mas feridas são só feridas, uma marca a mais não doi tanto.
Pelo menos não deveria...
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