Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta

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A maturidade, seja ela da consciência ou do tempo, cada vez mais me surpreende...
Ajuda a nos libertar de coisas que antes nos aprisionavam... mas nos “aprisiona” a coisas dais quais não nos importávamos...

Inserida por samirarabello

Certa vez uma pessoa que você gosta muito te magoou, no fundo você sente que ela se arrepende, mais no fundo ainda você está precisando do pedido de perdão dela, para que a confiança volta de uma forma natural.

Inserida por PabloSato

Velocidade é a bola da vez. Não sei bem se é isso, mas não tenho mais tempo para errar. Há alguns meses, numa mesa-redonda em Belo Horizonte, o professor Eugênio Trivinho (PUC-Santos) falava em "dromoaptidão". Nunca mais me esqueci. Ele fala difícil, a platéia de estudantes de graduação em Comunicação ainda não sabia o que fazer com aquelas palavras. Muita gente riu baixinho, pensou logo no dicionário. "Dromoaptidão" era um conceito que Trivinho desdobrava ali para aquela "galera". E era mais ou menos a aptidão que nós (e os próximos habitantes desta Terra) devemos ter para lidar com a velocidade.

Além do professor de Santos, capítulos de livro trazem pesquisas sobre o tal do "tempo real" e a perseguição de um intervalo cada vez menor entre os fatos, os fatos e as idéias, os fatos e os textos, os fatos e o jornalismo. Uma correria que aparece na vida de todo mundo das mais variadas formas. Gerações que se sucedem e ficam sem o que fazer cada vez mais cedo.

A geração dos meus professores universitários fazia doutorado aos 45-50 anos. A minha geração é de doutores antes dos 30 ou pouquíssimo depois. Inventou-se, para dar conta disso e manter a "linha de corte", o pós-doutorado. E deste se pode ter um, mas é pouco. Há jovens estudiosos com cartelas de dois, três ou quatro, antes dos 40 anos, uns dentro e outros fora do país.

Vou pelo mesmo caminho, mas não sem me perguntar: para quê estou correndo tanto? Onde vou parar? Para quem quero falar o que eu aprendo? Turmas cada vez menores? Poucos indivíduos que querem fazer carreira na ciência? Embora haja vasta comissão de ressentidos que vão mal na profissão ou que apenas repetem a crítica infundada àqueles que fazem da pesquisa a profissão (muitas vezes a vida), é nisso que este país se fia, com o pouco que ele é, para atravessar camadas e camadas de ignorância reverberada até por quem estuda.

Em todas as grandes universidades deste país (não estou falando de faculdades), há equipes grandes de pessoas de variado nível de formação questionando, examinando, estudando e propondo o que se faz do lado de fora daquelas cercas. Em qualquer região do Brasil, pessoas dedicadas ao conhecimento (e não apenas à informação replicada, muitas vezes mal replicada) fazem seminários para ver o que é possível para melhorar isto ou aquilo.

Fico observando aquelas equipes da Engenharia de Materiais. Eles têm de pensar em tudo, no presente e no futuro, e de fato alteram as perspectivas do que acontece dentro de nossas casas. Ou aquela turma de jaleco branco que acaba de passar por ali. São biólogos e vão almoçar. Um pouco mais cedo, estavam discutindo alguma coisa sobre meio ambiente. Os cientistas da Computação estão ali trancados resolvendo o que fazer com a pesquisa de um tal ex-aluno de doutorado que inventou algo muito importante para isto ou aquilo. E a turma da Faculdade de Educação entregou hoje cedo as matrizes que direcionarão o ensino de Matemática nos próximos anos, se os professores deixarem.

E para quê corro tanto? Para ver a banda passar. Para chegar na frente. Para que minha vida aconteça à minha revelia. Para que meu filho tenha um futuro bacana. Para ter grana. Para aprender coisas que pouca gente sabe. Para contribuir. Posso dizer tanta coisa para me justificar, mas prefiro ficar cansada. No final, estaremos todos vizinhos nas mesmas covas. Para quê correr?

Uma moça me contava, há duas semanas, a experiência de morar no exterior. Não em Londres ou em Nova York, mas em Moçambique. Antes disso, fez um estágio no interior da Amazônia e depois concorreu a uma vaga na África. Lá, não tinha quase onde morar. Pegou malária duas vezes. Depois de três anos, resolveu voltar para o Brasil porque ficou grávida. Não fosse isso e teria curtido mais a missão. Dizia ela: "Aprendi muito com esses povos. Lá você dizia ao cara para pensar no futuro, guardar a comida, conservar o peixe e ele dizia: para quê?". Quando ela argumentava: "Para você ter um dia melhor amanhã". O africano dizia: "Mas aí eu posso ter um dia melhor hoje". Caça, pesca, coleta. Isso mesmo, vida de quem está, não será. E se for, melhor.

Ela dizia isso e sugeria a alunos de Letras que concorressem a vagas oferecidas por agências nacionais de fomento para viagens ao exterior. Não para Milão ou para Lisboa, mas para Moçambique ou para qualquer outro canto do mundo onde não haja uma vida, no fundo, muito parecida com esta. Ela dizia isso e refletia: correr para quê?

Não quero viver da coleta. Não sou caçadora e nem estou preparada para o "carpe diem" dos filmes americanos ou dos poemas árcades, mas bem que eu queria um descanso. Não este descanso falso dos finais de semana que começam no sábado à noite. Não a pseudoparada dos que dormem de dia. Ou a noite exausta de quem trabalha sem parar. É isso o que se tem feito. Eu queria o descanso de viver este dia do moçambicano sertanejo. De quem não conhece, simplesmente não sabe o que é, o celular, a televisão, a caixa de e-mails ou a luz elétrica. Impossível.

Faz tempo que a velocidade vem mudando de jeito. Não por conta da internet, que esta é apenas a etapa que nos soa mais fresquinha. Desde o telégrafo, o trem a vapor, o telefone. Desde que a distância pareceu ser relativa. Desde que os burricos que atravessavam montanhas pararam de trabalhar. O tempo vem sendo manipulado. As pessoas vêm delegando suas reflexões e seus desejos a outras. Se gostam ou não, se querem ou não, se são ou não, tanto faz. Terá sido tudo uma imensa onda de práticas meio espontâneas.

Sem ler sobre o assunto, mesmo sem freqüentar aulas de "Análise do Discurso", seja de que linha for, é possível parar para ouvir os ecos de tudo o que se diz. Aqui, neste Digestivo, é possível ler uns textos que ecoam outros; tantos que expressam bonitamente a conversa do boteco, com mais elaboração, é claro; outros tantos que conversam entre si e nem sabem. O que importa é saber o quanto estamos presos a uma rede invisível de sentidos que já vêm meio prontos. Uma teia de relações que já chegam feitas. Uma onda transparente de significados que carrega os ditos e os não-ditos. Sem ter como escapar. Os dizeres estão sempre presos a outros, mesmo que não se saiba se alguém já disse aquilo antes. E principalmente por isso.

Pensar deveria ser a coisa mais importante de tudo. Da vida em família, da escola, da convivência. Saber pensar deveria ser a habilidade mais almejada de todas. Antes de saber envergar roupinha de marca ou saber inglês, antes de conhecer música ou ler Machado de Assis. Antes de ser "do contra" ou de apoiar a "situação". Pensar deveria ser obrigatório. Não sei pensar. Não aprendi direito. Antes que eu consiga (porque eu até tento, há quem nem isso...), vêm logo essas redes de sentidos me carregando. Que antídoto há para isso? Pensar de novo, ler mais, conhecer os textos (falados, inclusive) que já rolaram nesta correnteza e tentar ao menos me localizar. Saber que ecos tem minha voz. Pensar de novo e assistir aos efeitos do que eu disser.

Em 2002 eu tinha um blog. Ele era até conhecido. Fazia resenhas e entrevistas com escritores. Depois me cansei dele. Hoje tenho preguiça dos blogs, assim como de outras coisas e pessoas. Lá no meu blog era assim: eu mal pensava e já havia escrito. Muitas vezes funcionava. Mas isso não tem a menor importância para mim mais. No blog, no site, na mesa de bar, a velocidade eclipsa uma série de coisas mais importantes. Muito do que se escreve é de uma irresponsabilidade exemplar. O Digestivo já foi texto de prova de vestibular várias vezes. Imagine-se o que isso ecoa nas práticas de muitos lugares? Parece bobagem? Não é. Muito do que se toma como verdade é irrefletido, bobo, superficial, reelaborado, tolo, restrito, mas se quem escreve só faz escrever sem pensar, imagine-se o que fazem os que apenas lêem, e lêem mal?

A velocidade com que as coisas podem ser feitas e ditas tem trazido à luz o que deveria ficar guardado em tonéis de carvalho. Há produtos da cultura que jamais, esteja a tecnologia como estiver, sairão dos barris antes do tempo. Ainda bem.

Inserida por Scutasu

E cada vez mais sinto meu coração vazio. Tá faltando algo aqui dentro e o codinome é você.

Inserida por rfabarbosa

Cada vez que penso em você, descubro que você não é apenas minha Lu@, você é também meu sol.

Inserida por VOYEUR10

Às vezes eu me questiono: porque tantas curvas?
Nossos caminhos se cruzaram apenas uma vez, quando as folhas caiam.
Mas o acaso do destino fez com que os rumos divergissem.
Trilhamos rumo ao mesmo objetivo.
Acreditamos praticamente nos mesmos valores.
Valorizamos o caráter expresso pelo olhar do outro.
Volta e meia vejo as marcas de suas rodas.
Sinto seu perfume como que se por ali você a pouco passou
Pelo caminho: caminhões, carros, motos, bicicletas e pedestres
Eu me perco em alguns rostos procuram o brilho dos seus olhos
Certezas? Garantias? Apenas uma a que tenho.
Que não são duas as máquinas a deixar marcas na estrada
Apenas uma, onde você em minha garupa
Segura-me firme em um abraço
E ouve firme o ronco de dois motores que agora batem em um só compasso:
Tum Tum...Tum Tum...Tum Tum... seja nas rodas em uma estrada
Ou de mãos dadas, passo a passo.

Inserida por lucasotavio

Odeio que questionem meus sentimentos, é constrangedor... É como se fosse a minha primeira vez.

Inserida por gabriielasousa

Aprendi que a cada dia que passa, em vez de conhecermos as pessoas ao nosso redor, notamos que não às conhecemos em nada.

Inserida por BenilsonAlves

Meio sem jeito, e até sem palavra alguma,
eu queria, que você soubesse mais uma vez o que já sabe.
Que de um tempo pra cá, eu só faço planos,
pra um final de tarde qualquer, se der.
Pra juntar nossa saudade, te fazer um cafuné, com gosto de beijo,com cheiro de nós dois.
Sei também, que já sabes, de tudo que venho tentando, as vezes,errando, pra que, de uma maneira ou de outra, consiga quem sabe, te fazer,mais, muito mais feliz, assim tão robusto, cheio de vida, de cor, do que já é.
É. Tenho dito a você, que em meu colo, podes confiar, mil segredos contar,
e amar. Amar, amar e amar.
A casa é sua, faz é tempo.
Sei que sabe disso também,meu bem.
E se quiser ficar, mais uma vez,
pode vir.
Teu lugar, é aqui,
vou te amar, até,
que fiques sem partir.

Inserida por sthefanysentiu

Entenda, de uma vez por todas
que ninguém nesse mundo
quer saber,
da sua
dor.

Inserida por sthefanysentiu

Era uma noite confusa, eu acordei meio assustada. Meus medos me assombraram mais uma vez. Eu tive medo, de te perder. Medo de pagar os meus pecados. A alma, cansada e abatida, relutou como pode, e chorou. Com medo.

Inserida por sthefanysentiu

No começo é difícil abandonar os vícios, mas depois, seu orgulho é tanto a cada vez que consegue, que a satisfação passa a ser maior que o prazer.

Inserida por Dansantana

Certa vez uma moça sentou-se num ponto de ônibus...
Os ônibus passavam e nenhum ela parava...
Aí perguntei:
-desculpe, mas nenhum lhe serve?
-não. O meu parará sem que eu acene...
Perdi vários ônibus encucada, quando de repente, uma perua lilás para e ela se levanta naturalmente...
Ela era cega!
Como ela poderia saber???
Deus realmente é muito perfeito no que realiza...

Inserida por Liebenschaft

Pra mim o tempo só castiga quem deseja tudo de uma vez.

Inserida por naianabbrum

Quando eu vi pela primeira vez eu estava com medo de falar com você. Quando eu falei com você, eu estava com medo de gostar de você. Quando eu gostei de você Eu estava com medo de amar você. Agora que eu amo você, eu tenho medo de perder você.

Inserida por gabriielasousa

E mais uma vez, ele procurou a Lua durante a madrugada... Mas ela insistia em esconder-se por detrás das nuvens...
Até que de tanto procurar, ele observou as estrelas brilhando para ele.

Inserida por alesteiner

A beleza não pode ser tratada apenas como uma questão física uma vez que temos a certeza de que somos muito mais do que o corpo que carregamos. Sabemos que, além de corpo, somos também um mundo rico de sentimentos e um infinito de pensamentos. Essas três esferas, corpo, sentimento e pensamento, longe de viverem separadas, interrelacionam-se e influenciam-se mutuamente.

Inserida por CrysRangel

Em vez de você querer ensinar a vida o que é certo, espere e deixe que ela te ensine.

Inserida por ibela

Sinto falto de gente, essa coisa de ficar on line falando com as pessoas, nos deixam cada vez mais robóticos!

Inserida por Gedalia

Aprenda de uma vez por todas:

AMIGO é aquele que não deixa você fazer o que é errado, o que deixa e ainda apoia, não é amigo!

Inserida por BrunoMoreira89