Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
Você deveria ter calado a boca
e colocando um sorriso no rosto
quando te perguntaram se você estava bem,
pessoas fracas choram
e pessoas fracas falam
o que estão sentindo de ruim,
você não é alguém fraco ou é?
A voz soberana do Criador é aludida como um shofar da boca dos seus remidos.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Sob o céu da
minha boca
há um oceano
na garganta
Quando dia
sinto o seu sal
Quando noite
sinto sua falta .
Feito passarinho
pouse leve
ocupe seu ninho
solte um canto
sedutor
ancore na boca
― da noite ―
repouse!
Um Dia
Um dia, beijamos para esquecer,
Mas a boca que não beijei, a que me faz sonhar,
É a que mais me persegue, a que não me deixa esquecer,
E a que, em meus sonhos, me faz suspirar.
Um dia, caçadores, eles nos fazem sofrer,
Com flechas de amor, que o coração transfixa e prende.
Um dia, o amor, inevitável, nos invade,
E a alma se entrega, num turbilhão sem controle.
Um dia, gestos simples, o amor se manifesta e invade,
Em palavras sussurradas, num olhar, num sorriso, um toque.
Mas você, um enigma, um desejo que me consome,
Um rosto que me fascina, uma alma que me intriga.
Um dia, o comum, já não nos atrai,
Buscamos o raro, o diferente, o que nos faz vibrar.
Um dia, "bonzinho", já não nos define,
A alma anseia por intensidade, por algo que nos faça arder.
Um dia, o silêncio, a saudade, a voz que não se escuta,
É a prova de um amor que, na mente, persiste.
Mas você, um mistério, um sonho que me acende,
Um desejo que me queima, uma chama que me consome.
Um dia, a importância, a gente não a enxerga,
E o que é precioso, a gente deixa partir.
Mas você, um tesouro, um segredo que me atrai,
Um enigma que me fascina, um desejo que me guia.
Um dia, a falta do sorriso, a saudade que aperta,
É tarde demais, para consertar o que se perdeu.
Mas você, uma esperança, um sonho que me espera,
Um futuro que me alenta, um destino que me espera.
E eu te procuro, nos lugares onde você costumava estar,
Esperando te encontrar, sentado, com um sorriso no olhar.
E que, em teus braços, eu possa me perder, sem ter que voltar.
Um dia, quase um século, e a vida nos alerta,
Que sonhos, beijos, palavras, a gente tem que viver, sem se descuidar.
Mas você, um presente, um destino que me chama,
Um encontro que me espera, um futuro que me alenta.
Um dia, talvez, o destino nos una, e o amor finalmente floresça.
Que possamos, enfim, nos amar, e juntos, construir nossa história.
Um dia, a falta, a gente aprende a aceitar,
Ou lutamos, com todas as forças, para realizar.
Um dia, a vida, um presente, a gente tem que aproveitar,
E viver cada instante, com paixão, sem se afogar.
Um sorriso que desliza pela noite,
Uma boca que provoca sem dizer uma palavra,
E um desejo que se esconde no silêncio
Sem saber se era acaso ou feitiço,
Se era um instante roubado,
Ou uma promessa velada na curva dos teus lábios
Algumas pintas dispersas,
Pequenos segredos sobre a pele,
Traçando um caminho que só se revela
A quem ousar decifrar
As covinhas que dançam no teu sorriso
São peças de um quebra-cabeça invisível,
Onde cada troca é uma pista,
E cada texto, uma resposta
Sigo entre palavras e olhares,
Navegando por mistérios e desejos,
Instigada, por saber onde esse enigma me levará
Não poucas das vezes, é a nossa boca a culpada maior de não subirmos mais um degrau na escada do sucesso em nossa vida, pois temos a mania de falarmos demais, e pior ainda, para as pessoas que acabam, conscientemente ou não, nos prejudicando.
perdeu mané, saindo da boca de um juiz do supremo, é tão sórdido quanto esfregar na nossa cara todes diariamente como palavra culta
Sinto saudades de quando eu sorria com os olhos,hoje mesmo que minha boca esbanja um sorriso sinto que meus olhos não transmite o mesmo,não sinto a leveza que tinha antes,algo aconteceu no meio do caminho que me endureceu,como voltar a sorrir com os olhos?
Ela estava quebrada, apática
a boca era seca, apenas os olhos se contrastavam, emanando um rio de lágrimas
ela se perguntava quando iriam salvá-la
a resposta era não, não e não.
Um chocolate derretendo no cantinho da boca. Escorrendo devagarinho a deslizar por cada poro como se fora uma criança que passeia pela cidade e desliza suas pequenas e suaves mãos pela vidraça do prédio conforme avança em seus passos despretensiosos; ao avistar a beira, vai desacelerando os passos para que deslize mais um pouco, adiando o momento em que seus dedos se desprendem, quase se despedindo, da última vidraça do prédio.
Assim imagino, o percurso de uma gota de chocolate escorrendo pelo canto esquerdo da minha boca. A sensação de senti-la rastejar de um canto da minha boca para outro, alcançando o queixo querendo se jogar de braços abertos ao abismo, esperando que meus dedos a alcance e a leve-a para meus lábios; me faz pensar em você.
Uma gota de desejo escorrendo por mim, eriçando cada poro em que desliza. Uma gota de desejo que por onde passa tudo vasculariza.
Algo me diz que essa gota precisa jorrar de algum lugar e terminar essa doce e sutil agonia que é, desejar você.
"Quando quiseres me levar"
Ele acordou com um gosto metálico na boca e uma lucidez que parecia milenar.
Sabia. Não era intuição. Era certeza.
Hoje, a Morte viria. E ele, cansado, não a temia.
Ajeitou os papéis sobre a mesa, acendeu um cigarro que não fumava havia dez anos, e pôs uma música quase inaudível no velho toca-fitas. Era Chopin, talvez. Ou só o vento.
Deixou as janelas abertas. Queria que ela entrasse à vontade.
Morte. Senhora. Fera. Fêmea.
Ela que viesse — sem cerimônias.
No papel, começou a escrever, como quem fura o véu do mundo com uma agulha de fogo:
“Quando quiseres me levar, irei sorrindo.
Quando me achares digno daquele banquete onde serei o prato suculento dos vermes, fique à vontade.
Sei que poeta não deve demorar muito por aqui.
Quanto a essa ilusão que puseste no coração do homem, de ser eterno, fica no vácuo, como hiato cósmico.
Como palavra muda, impronunciável.
Que nós, por confusão mental, criamos em delírio: eternidade.”
Fez uma pausa. O silêncio da casa parecia escutar. A xícara de café esfriava devagar. Lá fora, o mundo seguia: os cães latiam, os pneus assobiavam no asfalto, alguém batia panela no apartamento ao lado.
Mas ele já não pertencia a isso.
Levantou-se. Pegou o espelho da infância — aquele que pertencia à mãe — e olhou-se como quem vê um estrangeiro.
“É você mesmo?”, pensou. “Ou o que restou do que chamaram de você?”
Não chorou. Apenas fechou os olhos.
Lembrou de um amor antigo.
De um poema que nunca publicou.
De uma criança que lhe sorriu na rua, semanas atrás.
Cada coisa lhe parecia uma despedida disfarçada.
Às onze e quarenta e cinco da noite, ela veio.
Não como figura. Não como caveira.
Apenas entrou no ar. Como frio.
Como verdade.
Ele sentiu.
Sorriu.
E sem mais palavras, morreu de olhos abertos, como quem enfim compreende — ou perdoa.
Na folha, sua letra deslizava até o rodapé da página.
E ali, como se deixasse ao mundo uma última gargalhada filosófica, escreveu:
"Criamos o infinito com medo do fim.
Chamamos de eternidade o que não suportamos perder."
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