Música Antiga
Deitada na cama, a ouvir música deprimente, tento descrever o que o meu coração sente. E sinto raiva, porque descrever isto é tão difícil. E por mais palavras que um dicionário tenha, nenhuma vau ser capaz de descrever com igual intensidade, aquilo que estou a sentir. Por vezes sinto me ridícula por estar sempre a tentar perceber o que sinto. E começo a chegar à conclusão que talvez eu não tenha de perceber, talvez eu não tenha de perceber porque amo, e apenas amar. Estas a ficar cada vez mais bonito, aos meus olhos. E cada vez tenho mais vontade de te ter. Mas se não houvesse tantos obstáculos, talvez não seria assim, tão intenso. Mas só amar não chega, por muito que se ame. As vezes não depende só dá gente. E passo cada dia, numa revolta, com os 'porquês ' "porque tem de ser assim?"
Sinto um vazio tão grande, mas tão grande por não te ter comigo, que sufoca, como o ar quente de um dia de calor. Sou até capaz de dizer, que sufoca tanto que começo a transpirar, a transpirar de amor por ti.
Para a dança do sol, entre o nascer e o se pôr de todas as horas, a única música possível à vida é estar bem.
Em leves passos danço conforme a música é nesse espetáculo da vida que o tempo me ensina a ter paciência, por que ele responde as minhas perguntas, tenho calma na alma, canção no coração, fé e paixão, mas nem sempre razão.
A magia da música esconde em suas entrelinhas, uma rotina árdua de muita dedicação para chegar ao encanto que encontramos em suas apresentações.
Por trás dessas mesas, estou sozinho ali a tocar, essa música a envolve de lágrimas que cercam um mar de mágoas e compaixão...mas sabe que não podes se aproximar, nem se quer me tocar, há tantas coisas para dizer...mas este sonho a cada segundo se distancia e vai se apagando, essa foi sua última imagem de mim...
Somos versos da mesma canção, música do mesmo som...somos mais do que queremos, pensamos. Somos sonhos e vontades, somos o que não se vive, nem se tem. Somos o horizonte, a liberdade...somos a prisão dos nossos desejos e a corrente que amarra nós.
Somos tão livres como nunca fomos. Hoje pode-se escolher roupas, comidas, música, filmes, livros, carreira, viagens, hobbies, pessoas. Acima de tudo pessoas. Pode-se trocar de carreira, de hobbies e de pessoas, o tempo todo. Principalmente de pessoas. Por que o resultado disso não é maravilhoso? Por que os cidadãos da era tinder, era de Facebook, são tão solitários? Por que os pregadores do desapego nas redes sociais parecem tão felizes e divertidos por lá e na realidade estão em desespero, viciados em remédios, punhetas matinais, programas de TVs? E de onde foi que eles saíram? Resposta: das latrinas sujas de algum banheiro público de pegação nesse tempo louco e torto que anda me cansando!"
Achava teus olhos cor de jambo, tua pele cor do mar...achava tua voz uma música, teu olhar canção. Pois é, agora...continuo achando.
Deixa o vento bater, fazer música e levar pra tão distante de ti, toda a negatividade que possa existir, sente a leve brisa que balança as folhas e filtra teus sonhos mais inocentes e torna-os reais
"A vida me embriaga, a bebida e a música me conduzem pelas trilhas da fantasia, pela harmonia dos sonhos sonhados mesmo acordado, fotografando almas, tocando corações, cavalgando anjos, deflorando fadas e ninfas, desejando perverter deusas mitológicas, navegando mares abissais de desejos febris, prazeres infinitos, orgasmos cósmicos..." (Juares de Marcos Jardim)
O que vi foi à música popular brasileira sendo acompanhado pelo pássaro mais popular do Brasil, que está presente, em todas as praças, varandas e cuminheiras de todas as casas de periferias. Ali pude ouvir o canto do pássaro mais popular do Brasil.
Poesia é música que se faz dentro da alma... quando escrevo não ofereço a certeza de nada. Há dúvidas em mim, procuras para nunca chegar a uma resposta. Se pudéssemos reter toda a Verdade na concha das mãos, não lograríamos viver lúcidos um dia sequer.
