Música
Uma música: saudade que bate, fere...noites de abandono. Vazio, solidão ! Resta-me luzes de sonhos que acorrentam meus devaneios.
As lágrimas sempre voltam, porque é assim um cheiro, uma palavra, uma música ou até mesmo um suspiro, me faz reviver toda dor de ver você indo embora e eu ali sem poder fazer absolutamente nada!
São músicas que tocam meu corpo, são notas que habitam em mim. São versos e canções na mesma cama, são sons tocando no mesmo tom.
A música é a arte mais complexa que existe, pode unir a paz e a guerra, o amor e o ódio, o diálogo e o silêncio, o gostoso de ouvir e o indesejável, a decepção e a esperança.
Conselhos, músicas e livros precisam da hora exata para receber, ouvir e ler.
Do contrário não passarão de suspiros inaudíveis e descartáveis.
Chega de passos á tua volta ! Que eu dance qualquer música, que toque em mim letras que me carreguem, que me leve pra qualquer rua...lugares distantes, o mais longe de ti.
A boa música leva a mensagem de paz a todos os cantos do mundo! O homem conectado à natureza, nos eleva aos mais altos padrões de consciência!
Acredito que a nossa vida é como uma bela canção. Rica em melodia, harmonia e letra. Saiba, porém que o brilho e a dinâmica que a tornam viva, dependerá exclusivamente da forma que o musicista a executar, obedecendo ainda rigorosamente o critério da escrita musical do compositor. O sentimento deve estar contido nela de tal forma que todos que a ouvirem serão levados a crer que estão dentro da própria música. Experimente entoar a canção que te leva mais perto de Deus.
O vidro esta quebrado no coitado que escreve na parede com o braço ensanguentado a melodia que e um dia disseram não ser poesia, assim começa o dia, assim termina o dia, a escrita parecia até uma profecia, nela dizia tudo que ele queria, tristezas e alegrias, cada palavra em perfeita harmonia, como no Réquiem ele escrevia de seu Mortificare preparando seu luto final, de si e para si, seu sorriso me estremecia, mas ainda assim o homem escrevia, citou Mário de Sá em sua poesia, disse que não era o intermédio e sim o final da ponte de tédio pois ali acabara tudo que o homem criou, não viveu para os outros mas para sua morte, um preparo de uma vida ainda em seus últimos momentos precisou de alguma sorte, se o corte fosse profundo perderia os movimentos, se fosse muito raso, não seria tão mortal. Se como disse Shakespeare, a morte predomina na bravura, esse homem lutou contra a tirania usando sua própria agonia, e em sua ultima frase, o homem incita Brás Cubas, com um "Se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar"...
