Mundo Moderno
No mundo moderno não necessariamente precisamos ser, mas precisamos parecer para integrarmos a sociedade.
Os vendedores de sonhos e esperança
No mundo moderno, há um comércio silencioso e invisível — um mercado que não expõe vitrines, mas seduz multidões: vende-se sonhos, negocia-se esperança. E quem domina essa arte, prospera. Enriquece não apenas de bens, mas de influência sobre almas cansadas.
A humanidade, em sua essência mais profunda, tornou-se carente do divino poder de sonhar. Aos poucos, vai perdendo a esperança, e muitos, já exaustos, desistem até de si mesmos. É nesse terreno árido que surgem os chamados vendedores de sonhos — raros, eloquentes, envolventes. Com palavras bem construídas, acreditam transformar destinos. E os que ouvem, sedentos de sentido, creem ter sido salvos por discursos. Mas, no fundo, há um equívoco silencioso: ninguém pode vender aquilo que já habita o interior do outro.
O homem carrega dentro de si uma chave invisível. Quando acionada, ela não abre portas externas, mas desperta mundos internos. É ali, no íntimo, que a verdadeira transformação acontece — não pela voz de outro, mas pelo eco que essa voz encontra na própria essência.
Entretanto, o mundo moderno parece empenhado em sufocar o sonhador.
Arranca-lhe a esperança de viver, de se reinventar, de ser livre. Um sistema sutil e dominante molda pensamentos, condiciona desejos e ensina a se contentar com migalhas — migalhas emocionais, espirituais, existenciais.
E assim nasce uma dependência perigosa: a necessidade constante de alguém que diga o que sentir, no que acreditar, para onde ir. Até a fé — que deveria ser livre, gratuita e íntima — passa a ser moeda. Negocia-se o sagrado como se fosse produto, quando, na verdade, foi dado sem preço, sem barganha, sem troca.
Multiplicam-se os discursos, os palcos, os mediadores de ilusões. Muitos, com dons refinados de oratória, se erguem como guias, quase salvadores, oferecendo sonhos em larga escala. E em troca, pedem algo sutil, porém profundo: devoção, dependência, idolatria.
Que ironia dos tempos… Sonhos e esperança, outrora essência da alma, tornaram-se mercadoria. E aquele que pregou o amor, o perdão e a misericórdia — Jesus Cristo — que nada vendeu, que tudo doou, inclusive a própria vida, hoje tem seu nome muitas vezes usado como selo de comércio.
Vivemos dias em que a alma humana é leiloada em parcelas de ilusão. Dias em que a liberdade interior é trocada por conforto emocional imediato.
Caminhamos, lentamente, rumo a uma escravidão invisível — não de correntes nos pés, mas de amarras na mente e no coração.
Mas a história… ah, a história já foi escrita.
E quando o silêncio cobrar das palavras,
quando a verdade se impor sobre os discursos,
quando o homem, enfim, olhar para dentro de si…
a conta chegará.
Atila Negri
“O Rito Português é o Rito da Nova Era.
Nesse sentido adapta-se ao mundo moderno
sem jamais perder a sua essência,
porque as verdades intemporais que encerra
não pertencem ao tempo — são permanentes,
universais e imutáveis.
Se algo é bom, justo e verdadeiro,
pode ter sido escrito ontem e ter tanto valor
como algo criado há séculos, desde que haja
critérios para avaliar se conduz o Homem
à plenitude da condição humana.”
João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
ritoportugues.pt
Mundo moderno, tão frenético e caótico,
Onde a velocidade é a lei e a superfície é o limite,
As relações humanas são virtuais, carentes de conexão,
E o amor é mercadoria de prateleira, descartável como um objeto sem função.
A tecnologia avança a passos largos, sem que o homem evolua de maneira proporcional,
Vivemos na era da informação, mas sem a sabedoria necessária para seu controle,
A ganância se alastra e domina, a empatia é esquecida em detrimento da competição,
E a natureza sofre, oprimida pela nossa insensatez e obstinação.
O tempo corre célere, sem que possamos desfrutar de sua plenitude,
As pressões do cotidiano nos sufocam, impedindo-nos de respirar,
E a solidão é um fantasma que nos assombra, mesmo quando em multidões.
Mundo moderno, tão cheio de paradoxos e contradições,
Precisamos desesperadamente de mais humanidade e menos automatização,
De mais amor e menos distância, de mais vida e menos ilusões.
Que a sabedoria e a empatia possam guiar nossos passos,
E que possamos, enfim, ser dignos da beleza e da complexidade
Deste mundo moderno que habitamos.
Aerton caminha frequentemente na contramão das tendências dominantes do mundo moderno. Em um tempo marcado pela indiferença emocional e pela superficialidade das relações humanas, recusa-se a aceitar a insensibilidade como norma.
Não se contenta em permanecer como mero observador dissolvido na multidão anônima. Há nele uma inquietação moral que o impulsiona a compreender, questionar e agir.
Se alguém perguntar quem é Aerton, talvez a definição mais precisa seja simples e rara ao mesmo tempo: um homem orientado pelo senso de justiça.
Observe atentamente os homens que caminham contra a corrente do mundo moderno.
Reflita sobre aqueles que se recusam a aceitar a indiferença como regra da vida.
Perceba que, entre muitos que apenas seguem a multidão, existem poucos que escolhem permanecer justos.
Lembre-se deste nome: Aerton Luiz Lopes Lima.
Pois, em tempos de silêncio moral, permanecer justo é uma forma rara de coragem.
Há uma explicação para tudo no mundo moderno, as redes sociais são uma cidade de conselheiros e gurus; prefiro morar na casa do Manoel de barros e nada saber. Viver o despropósito no olhar e encontrar ali Deus.
Penso que: No mundo moderno,as pessoas continuam acreditando em milagres porém, trocaram o Deus.
@valterpsico
O mundo moderno é o produto de uma inversão, da vitória ao menos provisória do profano sobre o sagrado, ele surge de uma ruptura do laço que mantinha o homem unido ao além do homem, ao homem unido ao supra-humano, laço que humanizava e cujo o rompimento tem por consequência seu recuo aos níveis inferiores do ser e que assim cai em camadas mais densas de esquecimento de sua verdadeira natureza e também um sinal que a sociedade irá se esquecer dele, o homem moderno se encontra obstruido do divino, do fundamento do touro e ele se encontrar marginalizado, esquecido, traído, tratado como um boi no pasto que se orgulha da sua miséria,o mais delicioso ser para o abate.
O próprio crescimento do mundo moderno implica o esmagamento de quem tentar manter alguma sanidade mental em meio a esse circo de mentiras que as relações humanas se transformaram.
A Sala de Aula do Mundo Moderno
Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.
Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.
Falo das pessoas.
Dos comportamentos.
Das responsabilidades.
E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.
Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.
Hoje tudo parece delicado.
Tudo parece urgente.
Tudo parece motivo para preocupação.
Uma palavra mal colocada vira trauma.
Uma crítica vira perseguição.
Uma cobrança vira opressão.
Um conselho vira ofensa.
E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.
Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.
Eles existem.
E merecem atenção, respeito e tratamento sério.
Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.
A tristeza virou doença.
A frustração virou síndrome.
A ansiedade virou identidade.
E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.
Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.
Esperam que a escola eduque.
Ensine limites.
Corrija comportamentos.
Resolva conflitos.
Forme caráter.
Desenvolva valores.
Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.
Porque o professor moderno não é apenas professor.
Ele é educador.
Mediador.
Conselheiro.
Psicólogo informal.
Assistente social improvisado.
Pacificador de conflitos.
Especialista em tecnologia.
Preenchedor de relatórios.
Participante de reuniões.
Executor de projetos.
E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.
A escola de antigamente tinha seus defeitos.
Muitos.
Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.
Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.
A autoridade tornou-se suspeita.
A disciplina tornou-se questionável.
E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.
O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.
— Professor reclama demais.
— Tem muitas férias.
— Trabalha poucas horas.
Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.
Não vê as correções.
Não vê os planejamentos.
Não vê os relatórios.
Não vê os cursos.
Não vê as formações.
Não vê as noites preparando atividades.
Não vê os finais de semana organizando conteúdos.
Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.
E, principalmente, não vê o desgaste emocional.
Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.
Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.
Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.
Problemas de alunos.
Problemas de famílias.
Problemas do próprio sistema.
Falando em sistema, este merece um capítulo especial.
A cada ano surgem novas plataformas.
Novos formulários.
Novos procedimentos.
Novas exigências.
Novas metas.
Novas estatísticas.
Novos indicadores.
Parece que tudo muda.
Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.
E assim o professor segue.
Preenchendo documentos.
Participando de reuniões.
Atualizando sistemas.
Respondendo questionários.
Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.
O resultado é um profissional cada vez mais cansado.
Mais pressionado.
Mais responsabilizado.
E, muitas vezes, menos valorizado.
Ainda assim, algo impressionante acontece.
Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.
Continuam acreditando.
Continuam tentando.
Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.
Continuam incentivando quem quer aprender.
Continuam estendendo a mão para quem precisa.
Continuam lutando contra a maré.
Talvez porque saibam de uma verdade simples.
Sem professores não existem médicos.
Não existem engenheiros.
Não existem advogados.
Não existem cientistas.
Não existem administradores.
Não existem governantes.
Não existe profissão alguma.
Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.
Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.
Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.
Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.
Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.
Entrará em sala.
Respirará fundo.
Abrirá o diário.
Preparará a aula.
E seguirá tentando iluminar caminhos.
Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Essa Tal Modernidade
O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.
A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.
A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.
Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.
No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.
Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.
Um Homem de verdade vive e aceita um mundo moderno repleto de tecnologias, mas não deixa morrer suas raizes e principios. Compartilha e Curte o moderno sem perder a sua essência.
