Mundo Moderno
“Não me tornarei um pária do mundo moderno, pelo simples e induvidoso fato de não me enquadrar em dogmas e convenções, digamos, em fria análise, obsoletas. Para tanto, creio no poder indiscernível da autonomia, da liberdade, e da independência, sem prejuízo do livre arbítrio dado a todos.”
No mundo moderno não necessariamente precisamos ser, mas precisamos parecer para integrarmos a sociedade.
Há uma explicação para tudo no mundo moderno, as redes sociais são uma cidade de conselheiros e gurus; prefiro morar na casa do Manoel de barros e nada saber. Viver o despropósito no olhar e encontrar ali Deus.
O próprio crescimento do mundo moderno implica o esmagamento de quem tentar manter alguma sanidade mental em meio a esse circo de mentiras que as relações humanas se transformaram.
Essa Tal Modernidade
O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.
A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.
A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.
Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.
No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.
Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.
Aerton caminha frequentemente na contramão das tendências dominantes do mundo moderno. Em um tempo marcado pela indiferença emocional e pela superficialidade das relações humanas, recusa-se a aceitar a insensibilidade como norma.
Não se contenta em permanecer como mero observador dissolvido na multidão anônima. Há nele uma inquietação moral que o impulsiona a compreender, questionar e agir.
Se alguém perguntar quem é Aerton, talvez a definição mais precisa seja simples e rara ao mesmo tempo: um homem orientado pelo senso de justiça.
Observe atentamente os homens que caminham contra a corrente do mundo moderno.
Reflita sobre aqueles que se recusam a aceitar a indiferença como regra da vida.
Perceba que, entre muitos que apenas seguem a multidão, existem poucos que escolhem permanecer justos.
Lembre-se deste nome: Aerton Luiz Lopes Lima.
Pois, em tempos de silêncio moral, permanecer justo é uma forma rara de coragem.
Os vendedores de sonhos e esperança
No mundo moderno, há um comércio silencioso e invisível — um mercado que não expõe vitrines, mas seduz multidões: vende-se sonhos, negocia-se esperança. E quem domina essa arte, prospera. Enriquece não apenas de bens, mas de influência sobre almas cansadas.
A humanidade, em sua essência mais profunda, tornou-se carente do divino poder de sonhar. Aos poucos, vai perdendo a esperança, e muitos, já exaustos, desistem até de si mesmos. É nesse terreno árido que surgem os chamados vendedores de sonhos — raros, eloquentes, envolventes. Com palavras bem construídas, acreditam transformar destinos. E os que ouvem, sedentos de sentido, creem ter sido salvos por discursos. Mas, no fundo, há um equívoco silencioso: ninguém pode vender aquilo que já habita o interior do outro.
O homem carrega dentro de si uma chave invisível. Quando acionada, ela não abre portas externas, mas desperta mundos internos. É ali, no íntimo, que a verdadeira transformação acontece — não pela voz de outro, mas pelo eco que essa voz encontra na própria essência.
Entretanto, o mundo moderno parece empenhado em sufocar o sonhador.
Arranca-lhe a esperança de viver, de se reinventar, de ser livre. Um sistema sutil e dominante molda pensamentos, condiciona desejos e ensina a se contentar com migalhas — migalhas emocionais, espirituais, existenciais.
E assim nasce uma dependência perigosa: a necessidade constante de alguém que diga o que sentir, no que acreditar, para onde ir. Até a fé — que deveria ser livre, gratuita e íntima — passa a ser moeda. Negocia-se o sagrado como se fosse produto, quando, na verdade, foi dado sem preço, sem barganha, sem troca.
Multiplicam-se os discursos, os palcos, os mediadores de ilusões. Muitos, com dons refinados de oratória, se erguem como guias, quase salvadores, oferecendo sonhos em larga escala. E em troca, pedem algo sutil, porém profundo: devoção, dependência, idolatria.
Que ironia dos tempos… Sonhos e esperança, outrora essência da alma, tornaram-se mercadoria. E aquele que pregou o amor, o perdão e a misericórdia — Jesus Cristo — que nada vendeu, que tudo doou, inclusive a própria vida, hoje tem seu nome muitas vezes usado como selo de comércio.
Vivemos dias em que a alma humana é leiloada em parcelas de ilusão. Dias em que a liberdade interior é trocada por conforto emocional imediato.
Caminhamos, lentamente, rumo a uma escravidão invisível — não de correntes nos pés, mas de amarras na mente e no coração.
Mas a história… ah, a história já foi escrita.
E quando o silêncio cobrar das palavras,
quando a verdade se impor sobre os discursos,
quando o homem, enfim, olhar para dentro de si…
a conta chegará.
Atila Negri
Um Homem de verdade vive e aceita um mundo moderno repleto de tecnologias, mas não deixa morrer suas raizes e principios. Compartilha e Curte o moderno sem perder a sua essência.
Sou o tipo de pessoa que não perdeu os valores e princípios, mesmo diante de um mundo moderno. E consigo conciliar a minha personalidade com os direitos e opiniões dos outros. Acredito que o respeito é a base para uma convivência pacifica, mas nunca deixo de expressar minha opinião até porque cada um a aceita e pede se quiser.
Visão- Haverá no mundo moderno movimento de auto-educação?
Rohden- Felizmente há, em todos os países, pequenos grupos que levam a sério a auto-educação. Conheço de convivência o movimento Neugeist (Novo Espírito), nos países germânicos; bem como a self-realization (Auto-Realização), nos países anglo-saxônicos, que , na Inglaterra, tambem é conhecida como The new outlook (A Nova Perspectiva). Esses movimentos são representados aqui no Brasil pelo Centro de Auto-Realização Alvorada.
São iniciativas particulares de pequenas elites que tomam à sério a sua auto-realização, baseada no autoconhecimento da natureza humana e manifestada na vivência ética da vida diária individual e social. Felizmente, o maior dos educadores disse, há quase dois mil anos: "O Reino dos Céus está dentro de vós, mas é ainda um tesouro oculto , que deveis descobrir ". Com isso, o Nazareno afirma a presença de um elemento bom no homem e a necessidade que ele tem de revelar na vida diária esse tesouro oculto.
Isto é pura auto-educação.
No mundo moderno não são mais pelas guerras que se movem as grandes invenções, as melhores descobertas e as novas tecnologias. Ao contrario, hoje a voraz inventiva criatividade se dá pela paz, pela constante curiosidade humana, pelos sonhos e o pulsante desejo de criar perfeitas soluções, muitas das vezes que beneficiará pessoas e culturas que sequer se conhece.
As contradições do mundo moderno ainda assustam os que professam serem livres de preconceitos e alienações, perguntas que ninguém quer fazer, respostas que ninguém quer saber, dá-se mais valor ao que se engrandece de forma instantânea, do cultivado nas estruturas de um passo por vez, não há limites na caça fulgaz de fatos que corroborem ideologias falidas, todo livre, na verdade está preso aos olhos condenatórios e preconceituosos de mentes fomentadas por ilusões e devaneios preocupantes no mínimo duvidosos, então se agora não nos decidirmos qual tal somos ou queremos ser, certamente seremos sepultados a olho nu perante a grande massa, e nossa vida realmente terá sido como a canção que ninguém ouviu e sentiu.
Diante de tantas facilidades que o mundo moderno oferece, nem sempre condizente com os nossos valores é preciso está atento e consciente para se livrar dessas armadilhas.
O mundo moderno criou o sujeito que deixa de viver e passa quase o tempo todo tentando provar aos outro que vive.
