Mundo Colorido
Meu mundo gira em flautas, toca em músicas...dança em rosas, cores ! Sou um vendaval de risos; gargalhadas ! Não se assustem com minha loucura: é apenas o meu jeito diferente !
Da minha sacada eu vejo o mundo
Nas cores da minha alegria...
Vejo sorrisos
vejo amores.
Passos rápidos e precisos,
vagarosos ...
sem pressa de viver...
Da minha sacada eu curto o mundo
faço amigos
canto
rio...
Sou feliz...
Eu ando pelo mundo prestando atenção nas cores que desconheço vivo admira-se com a brandura do amor das pessoas, vivo a sorrir pra um pequeno animal, rio dos meus proprios fracassos pois são deles que terei plena certeza de que a proxima vez farei melhor e com mais atenção. Falo de amor de compaixão temos de avaliar a complexidade de nós mesmo diante dos fatos que nos sercam.
O mundo está perdendo as cores, sabe? Tanta gente sem encanto ao meu redor que estou cada dia ficando mais cinza. Por dentro, por fora.
as cores do dia
ao mesmo tempo
que o mundo chora
seu luto eterno
a humanidade
pede e precisa
de muita paz nos coracoes!!!
Dei a mim mesmo outros olhos,
para que eu veja o mundo em outras cores, em outras formas e sem dissabores.
Dei a mim mesmo o mundo de presente.
Mas agora estou fora de órbita.
Vinicius Rocha-Brasil
Ela tem tantas cores, vive em um mundo que ela entende bem, as vezes se perde com suas escolhas, ela vai ao extremo da luz e olha pro arco iris, e conta quantas vezes ela errou e nao entendeu o por que ? Se sente privilegiada em ser uma mulher incrivel, com tantos adjetivos, ela e uma soberana tempestade que traz um alicerce pra vida de quem quer acompanha-la. Mais tambem é a brisa mais perfeita, sentada a beira mar. E um cacto que desabroxa no amanhecer do dia. Ela nao tem forma, ela so é ela, na verdade ela so quiz dizer, * Te quero por um tempo, e se for pra ser pra sempre, faça acontecer*. Postura de mulher que vai atras do que quer, na hora que ela quer. Ela é unica, ela é verdadeira, ela é pra sempre.
As emoções são as cores da alma. São espetaculares e incríveis. Quando não sentimos, o mundo fica opaco e sem cor. A maioria de nós tem suas próprias tristezas, sonhos partidos e corações feridos, cada um viveu perdas únicas. E todas as nossas “grandes” tristezas reduzem a gama de cores, em nossa vida, para matizes monótonos, cinza e pretos. Por esse motivo, devemos praticar o perdão. Perdoar não significa esquecer, significa soltar a garganta da outra pessoa, entregando-a ao amor do PAI. O perdão existe em primeiro lugar para nós que perdoamos, pois nos liberta de algo que vai destruir-nos, que vai acabar com nossa alegria e nossa capacidade de amar integral e abertamente. Todas as vezes que perdoamos o universo muda. Cada vez que estendemos a mão e tocamos um coração ou uma vida, o mundo se transforma. A cada gentileza praticada e serviço ao próximo, visto ou não visto, nossos propósitos são realizados e nada mais será igual e uma árvore de vida crescerá em cada nós! O universo já está repleto de lágrimas e lamentações e agindo assim, com sabedoria, nos livraremos das dores e nos aproximaremos do amor, transformaremos o que é escuridão em luz e coloriremos, novamente, a nossa existência inteira de emoções e sentimentos singulares.
O mundo tem muitas cores
Abra os olhos para ver
O azul é cor do mar
O vermelho, entardecer
Já o verde é a beleza
É planta da natureza
Que nasceu e vai crescer
O mundo é um brinquedo, cheio de cores, cheio de amor!
Vamos brincar, vamos sorrir
Que hoje é dia de alegria e não de dor.
“A insegurança interna projeta-se no mundo, pintando o meio exterior com as cores da dúvida.”
Dollber Silva
Conhecer você foi como reaprender a enxergar o mundo: cores que antes eram opacas voltaram a vibrar, um coração antes frio encontrou abrigo, e na delicadeza da sua presença, nessa quase inexplicável Basorexia descobri que o extraordinário existe, às vezes, em uma única pessoa.
O DESPERTAR DAS FRESTAS
Orbitava num mundo cinza
Quando as cores entraram
Pelas frestas
Aí vi a luz.
Lu Lena / 2026
Onde o Meu Coração Criou Raiz
Não são os traços, nem as cores que o mundo vê,
É o mistério sagrado de simplesmente ser você.
Sem que eu percebesse, sem pedir licença ou lugar,
Você fez morada onde ninguém mais soube chegar.
Meu peito, que antes seguia o vento e a razão,
Hoje é cativo voluntário da sua mansidão.
Estou preso, sim, mas com a liberdade de quem ama,
Como o rio que se entrega à força de quem o chama.
É um encanto que não se explica, apenas se sente,
Um laço invisível que nos une eternamente.
Você é a doce alegria que desatou meus nós,
E fez o silêncio do mundo se calar diante de nós.
Se meu coração hoje bate, é por sua direção,
Minha linda mulher, minha mais doce rendição.
"Amar é encontrar a liberdade dentro do abraço de alguém."
-------------- Eliana Angel Wolf
Cores
"Cinquenta tons de cinza"
é o que ouço todo mundo a falar...
Nostalgia, agonia...
tristezas todo o dia... todo dia.
Bem lá atrás ficou o tempo todo que sorrir
era tudo o que você sabia.
Planos traçados em linhas tortas,
sonhos ao vento lançados, sem norte, reféns da sorte.
Caminho perdido, passos em vão,
rumo incerto, coração sem verão.
Promessas feitas na sombra do medo,
Esperanças pra outro rincão fugidas, silêncio e segredo... você completo refém do medo.
Entre ruínas, busca direção,
do caos espera nascer a força, uma nova vida, a nova visão.
Cada queda é um mapa desfeito,
mas no erro floresce um jeito.
No amanhã uma interrogação.
Sem rumo certo, navega por mares bravios... busca um porto seguro, um farol... um caminho claro deixando pra trás o escuro.
Pois acredita: há vida intensa mesmo em um caminho sem placas, sem sinal... há vida atrás dos muros.
Hoje são nuvens pesadas.
caras amarradas...
planos, projetos, sonhos
que acabaram em nada.
É hora de mudar
trazer de volta toda a alegria.
E é fácil a vida transformar...
Sabe como?
É só pro mundo você... com uma bela cor pintar!
Exaustão
Hoje o mundo pesa mais do que meus ombros suportam.
As cores se apagaram devagar,
como um céu que esqueceu de amanhecer.
Nada me chama,
nada me prende,
nada me move.
Os sonhos tão barulhentos antes
agora sussurram de longe,
como se não fossem mais meus.
Caminho por dentro de mim
e encontro salas vazias,
ecos cansados,
silêncios que gritam.
Tanto faz diz a minha alma exausta.
Tanto faz se fico, se luto, se tento.
O sentido escorreu por entre os dedos
e eu não tive forças para segurar.
Não é que eu não sinta
é que sentir virou peso.
E eu…
eu só queria descansar
de mim mesma,
do mundo,
de tudo.
Quimera Cinza
Dizem que o mundo nasceu em sete cores.
O meu esqueceu uma.
Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.
Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.
Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.
Um simples lápis de cor.
Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.
Mas os dias passavam.
E toda entrega vinha sem o pacote que importava.
Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.
Era do próprio universo.
Então continuei andando.
Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.
Passei a procurar o caracol.
Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.
Em pessoas que juravam possuir mapas.
Em espelhos.
Principalmente nos espelhos.
Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…
Era apenas chuva.
Outras vezes confundia rastros com destino.
O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.
Você faz todo o trabalho por ela.
Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.
Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.
Talvez seja por isso que eu ainda acordava.
Não porque acreditasse.
Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.
No fim, encontrei um velho caderno.
Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.
Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.
Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.
Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:
“Você não está esperando uma entrega atrasada.
Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”
Foi quando entendi.
O lápis não estava preso em alguma estrada.
Não havia caminhão.
Não havia fábrica.
Não havia catálogo.
Assim como o caracol.
Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.
E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:
não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.
É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.
A cidade continuou cinza.
Eu também.
Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.
Apenas caminho.
Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.
São a arquitetura inteira do lugar.
