Mundo
O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus
Quando o ruído do mundo é tempestade,
E a alma exausta busca algum abrigo,
Não há poder, honra ou vaidade
Que acalme o coração, senão o Amigo.
As luzes deste século — vaidade! —
Prometem paz, mas trazem só conflito.
E o homem, em sua cega liberdade,
Perde-se em si, sem Deus, pobre e aflito.
Mas eu, cansado de buscar em vão,
Achei nos Céus o amor que não se ausenta:
Refúgio eterno em meio à confusão,
Rocha de paz que toda dor enfrenta.
Em Deus repousa o ser, livre e contente,
Meu sol, meu norte, meu pastor presente.
"Refúgio na Eternidade"
Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas. São feitas de vidro, sim — e, por dentro, ocas. Há corações ali... ou apenas sombras?
Eu me recuso. Recuso o barulho, a pressa, a vertigem de ter sem ser. Ergo meus olhos — mas não aos altares da modernidade. Não aos palcos, nem às telas que se alimentam de vaidades. Ergo meus olhos para o invisível. Para o que não muda. Para o que me chama quando o resto silencia. Ergo meus olhos para Deus. Nele, sim, há direção. Nele, sim, há casa.
E então me pergunto: o que são os prazeres modernos, senão relâmpagos que não aquecem? De que vale o ouro, quando o peito geme em silêncio? Há vozes por toda parte; há mentiras emolduradas em telas. Mas minha alma — ah, minha alma — deseja chão. E encontra esse chão em Deus.
Ele não muda. Mesmo quando tudo muda. Mesmo quando o chão treme. Mesmo quando a dor veste o rosto das manhãs. Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, quando o mundo desaba em mim. Seu amor é um abraço invisível que me sustenta quando já não há mais nada. Sua voz... é como o vento leve nos dias quentes: não se vê, mas se sente.
O mundo quer poder. Quer vaidade. Mas isso o torna cego por dentro. E os reis modernos, tão bem vestidos, caem sem fazer barulho — porque o vazio não pesa. Eu, ao contrário, descanso em Deus. É ali que respiro. É ali que existo sem me perder.
Quando tudo falha — a ciência, a razão, os discursos tão bem ensaiados —, quando a alma geme por algo que não se compra, é em Deus que encontro a canção. A cura. O pão. E, principalmente, o silêncio que me devolve a mim mesma. Porque Ele é o lugar onde minha fé descansa... e floresce.
A Sombra da Ideia
Em que canto se esconde o real,
senão na lembrança do que não foi?
O mundo é reflexo desigual
de algo que pulsa… mas já se foi.
Toquei o belo com olhos fechados,
buscando formas no véu da razão.
Mas o que vi eram traços borrados
de um ideal preso na ilusão.
A alma — essa prisioneira antiga —
geme por algo que não sabe dizer.
É sede de luz, mas sempre ambígua,
no espelho das coisas por conhecer.
Caminho entre sombras projetadas,
tentando lembrar o que nunca vivi.
Meu peito carrega estradas fechadas
e um silêncio maior do que eu previ.
Ó verdade, tão longe e tão pura,
por que deixaste migalhas no chão?
Sigo-as sem fé, mas com ternura,
como quem ama sua própria prisão.
Sabe quando você olha o mundo lá fora e vê um brilho incrível e as cores mais vivas? Não é só lá fora, dentro de você despertou o que deveria existir sempre. Não deixe que fatores externos tirem essa alegria que só você conhece. É a sua alegria, cuide muito bem dela, pois ela te faz um bem infinito se cuidada. Alegre-se!
Coração que Move o Mundo 🌎
(Homenagem a quem faz o mundo girar.)
Tem gente que ganha pouco,
mas merece muito mais.
Que trabalha com coragem,
com amor e nunca faz
nenhuma escolha por luxo,
mas por dignidade e paz.
A você, dona de casa,
que transforma o seu lar.
Empregada dedicada,
que ajuda tudo a ficar
limpo, leve e bem cuidado,
mesmo sem descansar.
Ao gari que limpa a rua
pra cidade respirar.
Ao feirante que madruga
pra os melhores frutos dar.
Ao dono do mercadinho
que não para de lutar.
Ao entregador de bike,
com chuva ou com calor,
que enfrenta o trânsito louco
pra cumprir cada favor.
Você carrega na caixa
mais que pressa: é o amor.
À merendeira da escola
que cozinha com cuidado,
ao porteiro tão atento,
ao segurança ao seu lado.
E às tias do colégio,
que são abraço apertado.
Ao professor que ensina
muito além da lição,
ao secretário tranquilo
que organiza com paixão.
Cada um com seu jeitinho
faz girar essa nação.
Pedreiro que ergue sonhos,
servente que é chão de tudo,
motorista que nos leva,
mecânico tão seguro.
Ao cobrador sorridente,
todo o nosso abraço puro.
Ambulante na calçada,
costureira e artesão,
padeiro, açougueiro,
com trabalho e coração.
Pescador, homem do campo,
plantam vida com as mãos.
Manicure que escuta,
barbeiro que aconselha,
artista da praça, livre,
que canta e a alma espelha.
Cuidador de idosos,
que dá afeto e atenção.
Ao enfermeiro que cuida,
à médica no plantão,
ao bombeiro tão valente,
ao policial irmão,
ao voluntário invisível,
que só quer fazer doação.
Ao diretor de escola,
que cuida com o coração,
ao personal trainer,
que nos dá força e direção.
A veterinária que cuida,
com carinho e com fervor.
E ao empreendedor da vida,
que começa lá do chão,
com talento e esperança,
fé no sonho e decisão.
Que faz bolo, vende arte,
e não larga sua missão.
Comerciantes que movimentam
os bairros, as ruas, o país,
com esforço, trabalho árduo,
fazendo o mundo mais feliz.
Cada um é parte essencial
no que é simples e tão feliz.
Todo trabalho é bonito
quando é feito com verdade.
Cada pessoa que luta
merece amor de verdade.
Não existe profissão pequena
quando se tem dignidade.
Essa é a nossa homenagem
a quem faz o dia brilhar.
Gente forte, gente simples,
que só quer recomeçar.
E com a força do seu peito,
faz o mundo caminhar.
Clara Almeida
Só Você Sabe
Só você entende você.
O mundo não tá nem aí pro que você sente, precisa ou sonha.
Só você escuta o caos da sua mente.
Só você sabe o peso dos seus próprios pensamentos.
Eles olham, mas não veem.
Ouvem, mas não escutam.
A verdade é dura: ninguém se importa.
Porque cada um tá preso em seu próprio mundo,
cuidando das próprias dores,
correndo atrás dos próprios desejos.
Suas loucuras? Lindas.
Seus sonhos? Únicos.
Mas ninguém entende.
E, se quiser a real...
Nem querem.
Então vive por você.
Grita o que sente.
Corre atrás do que queima no peito.
Porque no fim das contas, só você vai estar lá
quando o mundo virar as costas.
“ Vivemos em um mundo onde, por natureza, somos mais inclinados a enxergar falhas e defeitos nos outros do que a reconhecer suas qualidades. É como se estivéssemos constantemente buscando algo para criticar, enquanto os aspectos positivos, por menores que sejam, passam despercebidos.”
Quando quiserem te elogiar, dizendo que o mundo precisa de mais pessoas como você, agradeça e diga que melhor não. Você não gosta de concorrência e prefereserúnica!!
A empatia e a simpatia fazem parte de um caminho essencial para entendermos o mundo exterior além da nossa cosmovisão. Somente através delas poderemos conhecer de fato a dor e o sofrimento alheios e, assim, supri-los através do amor.
Talvez o mundo real esteja cheio de gente falsa, e aqueles que se mostram de forma verdadeira acabam sendo vistos como hipócritas, como se refletissem a hipocrisia alheia ou simplesmente não se importassem em serem confundidos com os falsos. Assim, tudo parece virado do avesso: os normais são tratados como anormais, e os doentes é que chamam os sãos de loucos.
Talvez o mundo real seja assim mesmo: os verdadeiramente lúcidos são vistos como loucos, justamente por serem minoria.
Em um mundo onde a mentira virou convenção, ser verdadeiro parece uma afronta, um escândalo. Por isso, o lúcido é tachado de louco — não por estar errado, mas por contrariar a massa. Uma inversão de valores bosta estando muito presente na sociedade: a tendência de rejeitar a verdade quando ela destoa da maioria. Quem é autêntico incomoda, pois sua presença desnuda a falsidade generalizada.
Em um mundo onde a mentira virou convenção, ser verdadeiro parece uma afronta, um escândalo. Por isso, o lúcido é tachado de louco — não por estar errado, mas por contrariar a massa.
Talvez o mundo esteja, sim, virado ao avesso — onde os doentes são chamados de sãos e os sãos, de loucos.
O ruído do mundo corta o crepúsculo,
com crueldade e corrupção.
E o silêncio do campo desabrocha,
com pássaros cantando,
onde a terra responde sem palavras —
mas com honestidade, cercada de vida.
Viver sob expectativas sociais cria um segundo eu, um reflexo:
uma voz de perturbação e comparação.
Já a solitude permite-nos ver
um vislumbre da paz,
sem precisar de alguém —
bastando um único eu.
Uma paz que não é compartilhada,
mas vivida com amor.
Orgulho ou não,
não existe solidão:
apenas o sol, a chuva
e a felicidade nascida da simplicidade.
Qual tem sido a sua maior coragem ultimamente?
Em um mundo que exige pressa, produtividade e perfeição, escolher cuidar de si é um ato de coragem. É preciso parar, respirar e lembrar: você é único. Você é essencial.
E é exatamente por reconhecer isso em mim que venho aprendendo, todos os dias, a fazer escolhas mais conscientes. Hoje, sou uma pessoa que decide os próprios caminhos, ciente de que, lá na frente, haverá consequências pelas minhas atitudes. Mas a pessoa que me tornei — ou que escolho me tornar diariamente — me dá clareza, firmeza e responsabilidade sobre cada passo.
Hoje, escolho um novo caminho, mesmo com medo. E vou com medo mesmo, porque é através dele que também cresço. Esse caminho pode me desestabilizar, às vezes me fazer reajustar, mas nunca me amedronta.
🌱 “É preciso coragem para crescer e se tornar quem você realmente é.” — E.E. Cummings
O medo já não me paralisa — porque escolhi enfrentá-lo. Não é fácil. Mas é necessário. E no fundo, eu sei: escolhi sair da minha zona de conforto.
Quando mudo o olhar, percebo que, ao tentar me mover, sair e progredir, eu simplesmente realizo. Eu ganho. Eu aconteço.
Não apenas adquiro conhecimento, como também reconheço em mim o que é viver. Descubro o sentido da vida quando deixo de apenas sobreviver e passo a existir com verdade, mesmo sem controle total dos próximos passos.
Tudo o que a gente precisa é lembrar que, em certos momentos, é necessário vivenciar sozinhos esse processo de se redescobrir e recomeçar.
Sei que estou trilhando um caminho novo, que me levará a uma jornada que nem posso imaginar — e mesmo assim, estou me preparando. Estou me tornando a pessoa que vai saber viver o que vier, por mais desconhecido que seja.
É nisso que preciso acreditar: que o novo pode me levar a lugares extraordinários. E o mais importante… é que eu esteja pronta para vivê-los.
✨ E você? Qual tem sido a sua maior coragem ultimamente?
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— Alice Pinheiro
Crescemos em um mundo que, desde cedo, nos treina a questionar aquilo que queremos.
Nos ensina a ter medo dos nossos próprios desejos.
A duvidar dos planos claros que muitas vezes florescem em nossa mente dizendo, de forma inequívoca, que eles nos levarão à vida que sonhamos.
Rejeitar a si mesmo vira um modo de viver. Você começa a acreditar que coisas igualmente importantes, como estabilidade, amor, aceitação e segurança, só podem ser alcançadas se você renunciar aos seus próprios desejos. Você se convence de que conquistar tudo que importa só é possível quando você esquece o que realmente quer. E a verdade é o inverso. Você tem fantasias todos os dias. Você as vê, você as sente. Elas te confortam nos momentos difíceis. Você só não as leva a sério. Nunca as diria em voz alta. Não acredita que sejam realmente suas. Elas vêm e vão, e você continua aí, acreditando que não sabe o que quer, sabendo que Deus, a sua intuição e seu sentimento estao dando o caminho.
O segredo da vida é respeitar e honrar os seus desejos, confiando que eles te guiarão para a sua melhor vida
O arrependimento é um sentimento reservado para quem se nega aquilo que quer. Quando você vai atrás do que deseja — com ou sem catástrofes, pra cima, pra baixo, pra qualquer lado — você vai ser feliz. O maior arrependimento será sempre aquilo que não fez
