Mundo
O homem passa a vida procurando o sentido do mundo, sem perceber que talvez seja o próprio mundo que, através dele, procura compreender a razão de existir.
O mundo que pensamos revela tanto a estrutura de nossas ideias quanto a estrutura das coisas que pretendemos conhecer.
O homem não habita somente o mundo que existe, mas também o mundo que sua consciência torna possível.
O espírito não foge do mundo para encontrar a verdade; ele procura compreender o mundo até descobrir o que nele permanece oculto.
Toda época acredita compreender o mundo até descobrir que suas certezas eram apenas o idioma particular de seu tempo.
O mundo exterior pode limitar nossos movimentos; somente a servidão interior transforma limites em destino.
Compreender o mundo exige atravessar as fronteiras do conhecimento: unir Direito, ciência, filosofia, comportamento, tecnologia e cultura até que suas diferenças revelem, entre si, uma mesma arquitetura humana.
O mundo é uno, embora o conhecimento o tenha dividido em disciplinas; compreender verdadeiramente é reunir aquilo que a especialização separou.
A ciência explica o mundo, a filosofia interroga seu sentido, a arte revela sua beleza e o Direito procura ordenar a convivência daqueles que o habitam.
O mundo é uma única realidade; fragmentá-lo em disciplinas é apenas uma estratégia humana para começar a compreendê-lo.
Compreender o mundo é reunir seus fragmentos sem destruir sua diversidade, descobrindo na multiplicidade dos saberes a unidade da realidade.
