Mundo
A consciência humana não é um campo que abrange o mundo, mas um nó causal local que reage apenas ao que atravessa seus canais de acesso informacional.
O mundo seria inegavelmente melhor se o fanatismo, o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo deixassem de existir.
Eu posso imaginar um mundo melhor que o nosso, então nosso mundo não é perfeito, não é o melhor dos mundos possíveis, portanto deus não existe, ou não é bondoso!
O ateísmo humanista pode contribuir para melhorar o mundo de várias maneiras, uma delas é reduzir o número de fanáticos; um mundo com menos fanatismo é um mundo melhor.
Se para acessar o mundo espiritual, você precisa de drogas. Conclusão: os deuses são drogados ou alucinações. Qual a opção mais provável?
Se existisse reencarnação, nossas memórias de vida passadas estariam todas salvas no mundo espiritual? Então a vida seria um servidor de testes?
O mundo seria tão chato sem religiões! Se ninguém acreditasse em superstições ridículas, como eu ia me divertir zombando? O verdadeiro problema, claro, é que essas ideias tolas são usadas para governar o "estado" e moldar as leis, transformando um circo de bobagens em um império de poder.
Há tanta beleza e significado no mundo que, às vezes, choro escondido, para que ninguém pense que ainda acredito na divindade.
A beleza destruirá o mundo. Quando tudo é medido apenas pela utilidade, não há espaço para o feio, o inútil ou o louco, e com isso, toda criatividade morre, tornando a vida injusta.
Deus não existe, mas os fanáticos que acreditam em deuses falsos existem, e querem dominar o mundo, calando todos que não se curvam às suas mentiras.
O sentido da vida não se encontra na morte, mas na perpetuação do nosso traço no mundo, transmitido pelas mãos que vêm depois de nós.
Sou um pensador. Não façam maldade em meu nome, nem usem minhas ideias para destruir o mundo. Vim para iluminar, não para destruir.
O estado do meu quarto é um assunto privado; o estado do mundo, um assunto público. Confundir os dois é apenas uma forma elegante de fugir do debate. Enquanto alguns se preocupam com o quarto, outros se preocupam com a humanidade.
O mundo que experimentamos não é a realidade última. É uma projeção interna holográfica gerada pela consciência, construída a partir de entradas sensoriais recebidas diretamente do Arquicampo.
A coisa mais difícil do mundo é olhar para outro ser humano sem julgá-lo pela aparência, pelo caráter ou pela inteligência. Julgamos o tempo todo, muitas vezes sem perceber. Quem afirma nunca julgar talvez esteja apenas julgando sem perceber.
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
