Mundo
Como lâmina que toca o nervo e revela a verdade oculta sob a pele do mundo, a obra de Dostoiévski lembra que nenhuma consciência é inteira, nenhum gesto é puro e nenhum sofrimento é simples. Há sempre uma voz subterrânea que contradiz, acusa, implora, resiste — e é nessa fratura que o humano se mostra em sua face mais verdadeira. Literatura não descreve o abismo: desce até ele, acende uma pequena luz e obriga cada leitor a encarar o que prefere não nomear.
Aquele que você chama de envergonhado, tímido e que o mundo o enxerga como incapaz, a neurociências chama de capacidade de processar melhor e, geralmente, são os que resolvem a parada. Não confunda introvertido com invisível.
Mensagem para você que pensa em desistir
Não pare por nada desse mundo! Eu sei, você está passando por dificuldades e já não sabe mais o que fazer. Ontem se pegou chorando e se questionando se as coisas não iam dar certo para você; que até quem você ama lhe falou para que parasse e procurasse outra coisa para fazer.
Mas ei...não pare! Não desista! Vou te contar uma coisa que talvez você ainda não tenha percebido, mas todos nós passamos por dificuldades e muitas vezes não temos apoio para garantir os nossos sonhos. Problemas, dificuldades são ruins, machucam o corpo e a alma, a falta de apoio de quem nós gostamos também, só que isso não é motivo para desistir.
Se você acredita em algo, se você sonha com algo, creia nisso cada vez mais e faça o que deseja se tornar realidade! Mesmo com as suas limitações, faça! Prossiga, tente, tente de novo e quantas vezes forem necessárias, mas faça! Não pare! Se quer chorar, chore, mas depois limpe as suas lágrimas e prossiga.
A espera e o esforço não são etapas fáceis, mas são as etapas necessárias para que você dê o devido valor ao seu desejo. Estou certo que ao final de tudo você ainda vai gritar: Obrigada senhor, porque eu te ouvi e não desisti!
Amém! Eu recebo.
@keylak.holanda
Em um mundo onde a comunicação virou estratégia e o afeto se esconde em indiretas, lembre-se: a verdadeira conexão está na transparência. Não perca seu tempo investindo em quem se alimenta da dúvida e do jogo. Gente que transborda amor e caráter não precisa de táticas; apenas de coragem para ser real. Fuja da superficialidade e priorize quem tem maturidade para falar 'bom dia' sem esperar que você comece.
A Omissão dos Bons e o Futuro do Mundo
Muitas vezes nos perguntamos com indignação onde o mundo vai parar e como será o futuro das próximas gerações diante do avanço do mal. No entanto, esquecemos de nos fazer a pergunta mais dolorosa: por que aqueles que se dizem bons permitem que o erro reine e nada fazem a respeito? O mal não escolhe hora, não adia seus planos e age com determinação nas ruas. Enquanto isso, a verdadeira bondade muitas vezes se recolhe no conforto de casa, cuidando apenas da própria vida e deixando a caridade para depois. Ser uma pessoa de bem exige muito mais do que ler livros sagrados ou proteger a própria família; exige a coragem de agir. A omissão também é uma escolha e carrega suas consequências espirituais. O futuro do mundo não depende da extinção daqueles que fazem o mal, mas sim do despertar e da movimentação daqueles que guardam a luz no coração. A bondade que não sai do papel ou das paredes do lar é apenas um adorno. Para transformar o amanhã, precisamos transformar a nossa indignação em atitude hoje.
Das coisas do mundo, só as sei,
Se me há de contar
Observando, considero perscrutar
A sua forma mais realista o possível
A fim de não me enganar.
Quando deixou-se de o ser criança,
Parece deixa-se cheio do saber
E não mais, indagar.
Deveras os mais velhos
Carregam consigo um bom tempo
Dos passados que os trouxe sem escapar
Se me tens algo, que tenha-me a saber
Diz-me para que eu, saiba de fato
O que é viver.
Vida de gado!!!
O Brasil é o maior produtor de gado do mundo! Somando-se o gado de corte, leiteiro e o gado bolsonarista!
Excesso de liberdade
Às vezes pode prender
Pois nem sempre todo mundo
Liberto sabe viver.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026
Como ser justo com um mundo tão injusto, copiar e colar é o que as pessoas fazem, mas ninguém cola com Jesus.
Se o mundo ouvisse a voz de Deus e colocasse em prática os Seus preciosos ensinamentos, o mundo não precisaria de universidades sombrias.
O Reflexo Também Tem Uma Arma
A vidraça estava ali como todas as vidraças do mundo: limpa o bastante para fingir que era transparente e suja o bastante para esconder alguma coisa.
Parei diante dela.
Não porque quisesse me olhar.
Ninguém para diante de uma vidraça para se olhar. Isso é coisa de gente satisfeita, vendedor de roupa, sujeito que acabou de ganhar um emprego ou alguém que ainda acredita que o rosto tem alguma coisa a dizer.
Eu só estava passando.
Foi o reflexo que me fez parar.
Primeiro apareceu a minha silhueta.
Depois o rosto.
Depois alguma coisa que não combinava comigo.
A iluminação era ruim, o vidro tinha marcas, riscos, manchas e aquela sujeira fina que a cidade deposita sobre tudo como se cobrasse aluguel. Meu reflexo estava quebrado em vários pedaços.
O rosto num lugar.
O ombro em outro.
Um olho ligeiramente acima do outro.
A boca cortada por uma rachadura.
Parecia uma fotografia de família depois de uma discussão.
Fiquei olhando.
O reflexo também.
Aquilo começou a me irritar.
Não havia nada de especial em uma imagem quebrada. A cidade estava cheia delas. Pessoas quebradas também. Algumas usavam terno. Outras tinham diploma. Algumas tinham filhos. Outras tinham planos para o fim de semana.
A diferença é que as pessoas conseguem esconder melhor as rachaduras.
A vidraça não.
Ela não tinha autoestima.
Era uma vantagem.
Cheguei mais perto.
Foi então que percebi.
O reflexo não estava exatamente repetindo meus movimentos.
Minha cabeça inclinou um pouco.
A imagem demorou.
Um segundo.
Talvez menos.
O suficiente.
Pisquei.
Ele não.
Aquilo seria engraçado se não fosse tão desagradável.
Dei um passo para trás.
O reflexo continuou perto.
Foi aí que tive a impressão de que ele estava apontando alguma coisa para mim.
Não uma arma de verdade.
Seria mais simples se fosse.
Uma arma resolve a discussão.
O reflexo parecia apontar a própria verdade.
E isso é muito pior.
Fiquei olhando para aquele rosto dividido em pedaços.
Um rosto que eu conhecia.
Ou achava que conhecia.
Havia coisas ali que eu não lembrava de ter colocado.
Cansaço.
Rancor.
Pequenas derrotas cuidadosamente arquivadas.
Algumas pessoas que eu dizia ter esquecido.
Algumas decisões que eu chamava de necessidade porque covardia é uma palavra feia demais para certas ocasiões.
E havia também aquele velho sujeito que passava a vida dizendo que estava tudo bem.
O mentiroso profissional.
Eu.
O reflexo parecia saber.
Isso me incomodou.
A gente passa anos aperfeiçoando versões aceitáveis de si mesmo.
Aprende quando sorrir.
Quando apertar a mão.
Quando dizer “vamos ver”.
Quando dizer “não foi nada”.
Quando dizer “eu já superei”.
É um treinamento longo.
Quase uma carreira.
E então uma vidraça qualquer vem e estraga tudo.
Não há salário que pague isso.
Tentei olhar para o outro lado.
Uma rua.
Um carro.
Uma mulher atravessando.
Um cachorro urinando num poste.
A vida continuava oferecendo suas pequenas distrações.
O mundo é muito eficiente nisso.
Quando você começa a pensar demais, ele manda um cachorro mijar num poste.
Olhei para o cachorro.
Funcionou por três segundos.
Depois meu canto de olho voltou para a vidraça.
O reflexo continuava lá.
Esperando.
Não parecia zangado.
Isso seria fácil.
Parecia apenas decepcionado.
E não há nada mais ofensivo do que a decepção de alguém que não precisa dizer nada.
Fiquei imaginando quantas vezes eu havia passado diante daquela mesma superfície sem perceber.
Talvez todas as pessoas façam isso.
Talvez a cidade inteira seja construída de vidraças.
Portas de vidro.
Janelas.
Espelhos.
Telas de celulares.
Vitrines.
Carros estacionados.
Tudo refletindo alguma coisa.
Tudo devolvendo nossa cara em prestações.
E talvez seja por isso que ninguém olhe direito.
É mais confortável enxergar o preço de uma televisão na vitrine do que enxergar a própria expressão sobre ela.
Mais fácil admirar um carro do que perguntar quem está dirigindo.
Mais fácil procurar alguém bonito do outro lado do vidro do que descobrir quem está deste lado.
Afastei-me.
Desta vez o reflexo acompanhou.
Normal.
Finalmente.
Talvez eu tivesse imaginado tudo.
É uma explicação bastante útil.
A imaginação é o advogado de defesa dos culpados.
Fui embora.
Andei alguns metros.
Então olhei novamente.
Só pelo canto dos olhos.
Ele ainda estava lá.
Pequeno agora.
Fragmentado.
Quase irreconhecível.
Mas ainda apontando aquela coisa para mim.
A verdade.
Continuei andando.
Não olhei para trás.
Pelo menos não diretamente.
Porque algumas verdades não precisam que você as encare.
Elas sabem esperar.
E, quando você pensa que escapou, aparecem refletidas no vidro de um carro, numa janela escura, na tela apagada do telefone.
E ficam ali.
Sem disparar.
Sem gritar.
Sem pedir explicações.
Só apontando.
Até você descobrir que o sujeito do outro lado da vidraça não estava tentando matar você.
Estava apenas tentando impedir que você continuasse mentindo.
*O BAR ONDE AS ALMAS BEBEM* - O bar nunca fechava.
Porque o bar era o mundo.
Os balcões eram estradas polidas pelos cotovelos de homens que aprenderam a negociar a própria alma antes mesmo de aprenderem a pronunciá-la. Ali ninguém chegava para beber. Chegava para esquecer o nome daquilo que um dia acreditou ser.
O barman nunca servia bebidas.
Servia sentenças.
Seu rosto era o meu, alguns fracassos mais velho. Seus olhos não julgavam. Apenas devolviam a imagem de um homem que descobriu cedo demais que a consciência é o único carrasco que jamais dorme.
Sentava-me diante dele como quem comparece ao próprio julgamento.
Não havia defesa.
Ao meu redor, os copos tilintavam como sinos de um funeral interminável. As vozes enchiam o ambiente, mas nenhuma dizia coisa alguma. Eram ruídos produzidos por almas que confundiram existência com sobrevivência e passaram a chamar adaptação de virtude.
As cadeiras vazias pesavam mais do que as ocupadas.
Porque a ausência também possui corpo.
Ela senta ao nosso lado, acende um cigarro invisível e nos acompanha até o último gole.
Acendi meu charuto.
A fumaça subiu lentamente, desenhando pensamentos que jamais encontrariam repouso. Não era fumaça.
Eram ideias recusando o cemitério.
Flutuavam acima da minha cabeça como corvos circulando um campo onde Deus esqueceu de aparecer. Algumas morriam antes de ganhar forma. Outras retornavam para devorar aquilo que eu ainda chamava de esperança.
O barman serviu o whisky.
Não veio da garrafa.
Veio dos grãos espalhados pelo caminho. Da terra pisada por desconhecidos. Das derrotas herdadas de homens que nunca conheci. Das lágrimas que não eram minhas, mas que fermentaram dentro de mim até perderem o gosto de sal e adquirirem o gosto amargo da lucidez.
Bebi devagar.
Cada gole era um verso.
Cada verso era uma hemorragia que aprendera a sangrar para dentro.
Foi então que compreendi a maior mentira já aceita pelos frequentadores daquele lugar.
Não haviam destruído os valores.
Apenas mudaram seus nomes.
A covardia vestiu a roupa da prudência.
A indiferença passou a ser maturidade.
O egoísmo ganhou o perfume da liberdade.
A mentira tornou-se diplomacia.
A rendição foi chamada de paz. E a consciência... essa foi trancada no porão para que ninguém precisasse ouvir seus gritos durante o jantar.
Todos brindavam.
Não à vida.
Mas ao alívio de não precisarem mais distinguir o certo do conveniente.
É mais fácil dormir quando se assassina o espelho.
Olhei novamente para o barman.
Ele sorriu com uma tristeza antiga.
Como quem sabe que nenhum homem sai dali melhor do que entrou. Apenas mais consciente da própria escuridão.
E talvez seja esse o verdadeiro inferno.
Não o fogo.
Nem os demônios.
Mas caminhar entre milhões de pessoas e descobrir que a maioria já não vendeu a alma.
Descobrir que sequer acredita possuir uma.
Apaguei o charuto.
As últimas espirais desapareceram no teto como desaparecem as civilizações: não quando deixam de respirar, mas quando deixam de reconhecer o peso da verdade.
Deixei o copo vazio sobre o balcão.
O barman nada disse.
Também não era necessário.
Há silêncios que escrevem poemas com mais sangue do que qualquer homem conseguiria suportar
Sorte não é esperar que o mundo nos favoreça.
Sorte é ter a inteligência para aprender, a disciplina para se corrigir e a coragem para enfrentar as dificuldades.
O homem que melhora a si mesmo todos os dias não depende da fortuna. Ele transforma cada experiência em conhecimento, cada erro em aprendizado e cada obstáculo em força.
A verdadeira sorte é ter a oportunidade de se tornar, a cada dia, um ser humano melhor.
Em um mundo frio onde corações viraram moeda de troca e o amor foi reduzido a transações, escolher a solidão não é desistir: é se salvar. Fique solteiro. Ser dono de si mesmo é o único luxo que ninguém pode comprar
"Num mundo sem mente, impera a pulsação, Justiça de carne, tribunal do coração. Lá, a desonestidade contra a integridade Gera a sentença que pune a infidelidade. Julga-se a maldade que feriu a felicidade, Presos na cela por pura severidade, Buscando a cura, o retorno à alteridade."
Emerson Novartes
"Eu odeio a minha escola. Eu odeio todo mundo. Eu odeio minha vida."
