Mulher e Arte

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"o que mais me preocupa
é a arte que lhe nega o
culto
por ciúmes lhe perpetuam
sem saber quão majestosa
lhe é o vulto."
Marcelo Caetano Monteiro.

⁠Uma vida com livros é uma vida bem vivida. do livro A Arte de escrever de Sérgio F. Januário

⁠Quando gostamos da vida, é normal que leiamos muito.
sfj,a arte de escrever

Música é arte, e a história política não cria arte.
Pode usá-la, mas não a cria.
Na minha opinião, o artista que grita política, grita por socorro.

A arte de permanecer


Algumas rachaduras permanecerão visíveis.
Outras talvez nunca recebam ouro.
E haverá fragmentos que já não encontrarão seu antigo lugar.


Ainda assim,
não preciso recuperar todas as partes
para reconhecer aquilo que permanece.


Talvez o verdadeiro pertencimento comece
quando já não preciso me abandonar
para caber na expectativa de alguém.


E talvez, um dia,
diante do meu próprio reflexo,
eu reconheça meu rosto,
ainda que não o compreenda por inteiro.


Sem procurar nele
a criança que deveria ter sido,
o homem que esperavam que eu fosse
ou a promessa de alguém
que ainda não me tornei.


Apenas eu.


Com tudo aquilo que fui,
o que consegui preservar
e o que ainda me permitirei descobrir.


E, pela primeira vez,
talvez eu não precise partir.

⁠Saber sensualizar sem ser vulgar é uma arte, o que for diferente disso é desespero.

A Arte de se Ouvir Antes de Agradar


Existe uma armadilha silenciosa em querer ser o curativo para todas as dores alheias e o sim para todos os pedidos do mundo. Quantas vezes silenciamos a nossa própria intuição e ignoramos o cansaço do nosso corpo apenas para não decepcionar alguém? Que aprendamos a nos ouvir antes de agradar o outro. O preço de ser aceito por todos não pode ser a nossa própria anulação. Quando o nosso coração diz "não", mas a nossa boca diz "sim" para o mundo, estamos traindo a nossa própria essência. Aprender a escutar o sussurro da nossa alma é um divisor de águas: nos ensina a colocar limites saudáveis e a compreender que a nossa primeira e mais importante aprovação deve vir de dentro, e não de fora.

A dor é tinta incandescente, cores queimadas no rosto da alma, arte da transformação.

No enfrentamento me tornei criador de saída, saída é arte de enxergar alternativa, hoje desenho rotas onde os outros veem muralha.

A sabedoria é a arte de ouvir o coração antes de consultar o intelecto nos grandes dilemas da vida.

A virtude não é o ato de evitar extremos, mas a arte de habitar o justo limite.

A arte de sobreviver está em transformar a cicatriz em um mapa de onde você não deve voltar.

A vida é uma arte de desapego constante, onde cada instante exige a liberação de algo.

A maturidade espiritual é a arte de sorrir para as perdas, de acenar para o que se foi sem rancor, e de entender que cada encerramento é, na verdade, uma limpeza de terreno para o que está por vir, e que a mão que se solta é a mesma que fica livre para segurar algo muito mais importante e duradouro. Apegue-se apenas à sua capacidade de amar e de se reerguer, pois são os únicos bens inalienáveis, e deixe que o universo leve o que precisa ir, o vazio deixado não é uma ausência, mas o espaço sagrado que a providência reservou para preencher com a sua próxima, e maior, bênção.

O envelhecer é a arte de acumular histórias, em vez de acumular coisas.

Reinventar-se não é apagar o que foi, é reutilizar com arte. Tomo meus escombros e deles faço abrigo novo. Nem todo passado vira cinza, alguns viram tijolo. Com esses tijolos construo portas que antes não havia. E ao atravessá-las, descubro paisagens que desconhecia.

A inveja é a arte de estragar a própria felicidade ao contar as bênçãos dos outros. Concentre-se no seu campo, o do vizinho não lhe dá frutos.

Resiliência é a arte dura de voltar ao desafio, vendo o que foi totalmente perdido no caminho. Mas note que a volta é sempre para um novo lugar dentro de você, pois a alma que resiste nunca volta a ser como era no começo.

Sinto falta da ignorância de quando o mundo parecia gentil, antes de eu aprender a arte da desconfiança e o peso do silêncio.

A resiliência é a arte brutal de continuar mesmo quando cada parte do seu corpo implora por descanso.