Mulher Bruta

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A vida é meio bruta e caminhar por ela sem perder a ternura é o nosso maior desafio.

Há um instante em que a vida pede firmeza — e eu atendo.
Não por força bruta, mas por consciência. Eu avanço sabendo exatamente o que pertence às minhas mãos e o que já não precisa mais ser carregado.


O que está ao meu alcance, eu construo com precisão.
O que ultrapassa meu limite, eu libero com maturidade.
Essa combinação cria um caminho limpo, lúcido, onde cada escolha tem peso e cada passo tem destino.


Sigo em frente com uma calma que não é passiva — é soberana.
É a serenidade de quem enxerga além do óbvio, de quem percebe sinais, de quem entende que a vida responde mais à vibração do que à insistência.


E, enquanto avanço, algo em mim se expande:
a força que organiza o caos,
a intuição que filtra o que não serve,
e a disciplina que sustenta o que importa.


Não preciso controlar o mundo — só a mim.
E quando faço isso, o universo se rearruma ao redor.


Eu escolho ir adiante.
Escolho o que me fortalece.
Escolho soltar o que me prende.


Porque o futuro se abre para quem caminha com clareza, coragem e silêncio interno.
E eu já estou na trilha certa.

A vida é como uma pedra bruta que precisa ser lapidada no decorrer de sua jornada existencial, mas pelo fato de tudo também vir a se modificar, em concordância com um ciclo que se encerra para dar início a um outro, bem mais atualizado e com grandes inovações. Mas nem sempre isso acontece com a vida, em si, como um todo, por meio do próprio livre-arbítrio, no que querer permanecer aonde esteja ou de querer ir adiante para respirar novos ares, como também, de se renovar em todos os sentidos, por meio de uma reforma íntima para que seja realizada um autorrenovação,
em prol de um progresso evolutivo, durante toda uma estada no mundo terreno.

Regis Assunção

Se a vida é bruta, mais bruto é quem não sabe viver.

Em meio às constantes lapidações da minha pedra bruta, você surge como o prumo que equilibra meu espírito e a luz que ilumina minha jornada evolutiva. No brilho do seu companheirismo e na mansidão do seu carinho, encontro a força das correntes espirituais que me sustentam, provando que o nosso amor é um reencontro de almas destinado a florescer na caridade, na atenção e na mais pura harmonia do amanhecer.

Lapidar
"" Moldar a pedra bruta
cheia de vida
tal qual o brilho
da rua
num instante
o pormenor
da lua
brilhante...

Já cansei de ver gente desistindo da luta, o que me faz crer; A vida é bruta. Se a vida é bruta, tem que ter disposição para entrar na batalha e ser campeão.

O escritor e escultor molda a matéria bruta sobre a palavra vazia, transformando a ausência e a forma humana em monumentos perenes que desafiam o esquecimento.
Reno Fioraso

Tronco de Solidariedade


Da pedra bruta ao bloco bem talhado,
Erguemos templos de amor, de lei e de verdade.
Mas no mais puro rito, no ato alado,
Nasce a essência: o Tronco da Solidariedade.

Não é só o metal, o que se deposita,
É um gesto mudo, de alma rara
Na mão que acredita,
Uma estendida e a outra ampara.

O tronco que gira, na penumbra branda,
Não busca aplausos, nem vaidade vã,
Mas o sustento a quem mais demanda,
O alívio a quem geme, ao cair da manhã.

É a viúva em luto,
O órfão sem norte,
O irmão que tropeça,
O fardo que oprime
Neste ato que se espressa
É a chance de vida, de sorte, em sorte,
O preceito que a cada um exprime.



Que a mão que recebe, ao abrir o obstáculo,
Não veja só o ouro, a moeda que cai,
No ato que faz sem báculo,
Do amor que une, que nunca retrai.

SOB A MORTALHA DO SILÊNCIO. FRIO,
Irrompe a força que o sepulcro encerra,
E a seiva bruta, em ríspido arrepio,
Rasga a epiderme escura desta terra.
​O verme cego que no lodo habita
Assiste à queda da cinzenta lousa,
Enquanto a flora, em ânsia que palpita,
Na podridão do húmus se repousa.
​É a primavera, este espasmo orgânico,
Que veste a rama com a cor da vida,
Célula a célula, em motor mecânico,
Curando a estéril e invernal ferida.
​Do átomo escuro à pétala vermelha,
Tudo ressurge em espantoso ensaio,
E a mesma força que a matéria espelha
Brilha no germe sob o sol de maio.

FULGOR DA DOR QUE ANIQUILA.
Não havia pensamento.
Não havia linguagem.
Apenas a dor.
Bruta.
Imediata.
Sem forma e sem medida.
O ar pesava.
O peito ardia como se algo estivesse sendo rasgado por dentro, sem cessar.
Os olhos não viam.
E, ainda assim, tudo estava diante deles.
O corpo permanecia ali.
Mas o que sustentava o gesto de existir havia sido arrancado.
O chão não sustentava.
O tempo não seguia.
Tudo se comprimia em um único instante interminável.
A imagem dela.
Imóvel.
Silenciosa.
E o sorriso.
Ausente.
A ausência gritava mais do que qualquer som.
As mãos tremiam sem controle.
Os joelhos cederam.
Não havia decisão.
Apenas queda.
O papel.
As palavras.
Cada linha atravessava como ferro em brasa.
Sem interpretação.
Sem defesa.
Apenas impacto.
O coração batia desordenado.
Forte demais.
Rápido demais.
Como se quisesse romper o próprio corpo.
O ar faltava.
Ou talvez não fosse mais necessário.
Um ruído interno.
Constante.
Insuportável.
Como um eco que não se cala.
Nada fazia sentido.
E, ao mesmo tempo, tudo doía com uma precisão cruel.
O rosto dela.
A quietude.
O fim.
A mente tentava alcançar.
Mas algo recusava.
Não era possível aceitar.
Não era possível negar.
Apenas sentir.
Sentir até o limite.
E além dele.
A dor não diminuía.
Não se transformava.
Ela expandia.
Tomava espaço.
Invadia cada parte.
Sem nome.
Sem pausa.
A memória surgia sem ordem.
Fragmentos.
Sorrisos.
Olhares.
E cada fragmento feria novamente.
Não havia abrigo.
Nem dentro.
Nem fora.
O silêncio esmagava.
O espaço sufocava.
E ali, entre o que ainda respirava e o que já não era, restava apenas isso.
Dor.
Inteira.
Total.
Sem consolo.
Sem explicação.
Apenas a presença brutal de algo que não podia ser evitado.
E que não cessava.

⁠Somos uma pedra bruta e o tempo é o escultor que tenta nos polir usando as intempéries como ferramentas.

Diante do risco iminente, a criatura angelical percebeu que a força bruta do mortal apenas confirmaria as suspeitas do investigador.


Ela decidiu que a sutileza da magia seria a única forma de salvar o santuário de amor que haviam construído.


Em uma noite de névoa densa, quando o historiador se aproximou mais do que devia do portão de ferro, ela se postou atrás da janela.


Fechando os olhos, convocou os últimos vestígios do poder que a semideusa havia deixado em sua essência.


Com um sopro suave contra o vidro, ela liberou um poderoso feitiço de ilusão.


Para o homem do lado de fora, o cenário mudou em um piscar de olhos.


O brilho acolhedor das velas transformou-se no reflexo frio do luar sobre poeira acumulada.


As cortinas de veludo pareceram rasgadas pelo tempo, e o jardim vibrante ganhou o aspecto seco e cinzento de um lugar abandonado há décadas.


Mais do que mudar o que ele via, a magia invadiu a mente do estranho, sussurrando-lhe uma profunda sensação de tédio e a certeza absoluta de que ali não passava de uma ruína vazia.


Confuso, o historiador guardou seu caderno de anotações, sentindo-se tolo por ter perdido noites caçando fantasmas onde só havia vento e solidão.


Ele deu as costas ao casarão e caminhou de volta para a cidade, com a memória do que vira completamente distorcida.


Lá dentro, o casal finalmente soltou o fôlego que prendia.


O perigo havia passado, mas o esforço mágico deixou a criatura angelical exausta, fazendo-a desfalecer nos braços do seu amado, onde o calor do mortal era o único porto seguro!

O tempo cura, mas só depois de exigir a sua paciência bruta e a sua reconstrução ativa e dolorosa.

O tempo é o artesão que transforma a dor bruta em sabedoria lapidada.

Ó Samir, arquiteto de aço, fogo e som,
Que em Curitiba molda o próprio chão!
Da força bruta das esteiras e tratores,
Aos elos fortes de um sincero coração.
​Nas páginas do tempo e da memória,
Eles de aço, esteiras em movimento,
Trazes na veia o rigor do trabalho duro,
Na precisão do trilho e do instrumento.
Profissional honrado, de palavra e aprumo,
Que do peso da rotina faz sustento.
​Mas a alma, ah, essa canta em outra frequência!
Ressoa na agulha a deslizar no vinil,
Na vibração do Kiss, no rock de outrora,
No brilho da luz que ilumina o Brasil.
Comandante dos graves, mestre do palco,
Na "FLAW'S" que atravessa as décadas com ardor,
Transformas o encontro em celebração,
Unindo velhos amigos em tom de festa e amor.
​E no teu refúgio sagrado, o Bar do Samir,
Onde a brasa crepita e o karaokê ganha vida,
És o anfitrião de riso franco e porta aberta,
Pai e esposo dedicado, de alma aquecida.
Entre a pedra São Tomé e o azul do teu descanso,
Construíste com as próprias mãos o teu jardim,
Acolhendo leais guardiões a rosnar de alegria,
Em um cenário de vida bem vivida, até o fim.
​Criador de imagens, resgatador de memórias,
Guerreiro da rotina e rei da celebração,
Fica registrada aqui a tua justa ode:
A um homem de palavra, arte, garra e paixão.

⁠O que ameaça o status quo dos opressores não é a força bruta, mas sim a emancipação intelectual e a agência política dos oprimidos.


Os opressores muito raramente temem punhos cerrados; o que verdadeiramente os inquieta são mentes despertas.


A força bruta é previsível e quase sempre pode ser reprimida, rotulada e até esmagada.


Já a emancipação intelectual não se deixa algemar com facilidade: ela questiona, desmonta narrativas, expõe privilégios travestidos de ordem natural.


Quando os oprimidos passam a compreender as engrenagens que os nivelam por baixo, o status quo começa a ruir por dentro.


A consciência crítica retira do opressor o monopólio da verdade e devolve ao oprimido algo que sempre lhe foi negado: a capacidade de nomear a própria dor, de decidir e pavimentar o próprio caminho.


A agência política nasce desse despertar.


Não é grito vazio, é escolha; não é caos, é organização.


Por isso assusta tanto.


Um povo que pensa com a própria cabeça não aceita migalhas como destino nem silêncio como virtude.


Ele passa a participar da história, em vez de apenas sofrê-la.


No fim, não é a violência que ameaça os opressores, mas a lucidez — especialmente a coletiva.


Porque ideias libertas não pedem permissão para existir — e, uma vez semeadas, impossibilitam fingir que opressão é ordem e injustiça é destino.

Vivo desbastando as arestas imperfeitas de minha pedra bruta para um dia por fé, polir.

Confie em você! Saiba que aí dentro existe uma pedra preciosa, que talvez esteja bruta por fora, que ainda não apresente seu verdadeiro valor, mas se deixar a vida lhe lapidar, descobrirá que você já nasceu para ser diamante!

Inserida por RogerStnkvcz

Aos políticos de minha página e amigos...eu ainda sou uma pedra bruta... que não pretendo lapidar...no que diz a respeito de ser eu mesma ...falar o que penso...sei que as vezes pego pesado...mas consulto a minha razão...ela fala mais alto que o meu coração... logo não desisto de meus ideais...somos feitos deles...quem não os tem...está incompleto como pessoa...a vida na política é assim tem seus sabores...e dessabores que...as vezes temos que engolir...eu escolho as situações as quais...eu quero viver...me dá bem...e ser feliz...uma delas...é não aceitar críticas que...não elevam o meu ser...na minha visão simplista...só consigo enxergar duas coisas... ''a verdade e a mentira''...pois eu sei que...as técnicas só servem pra confundir...como a ordem dos fatores não alteram a soma...a verdade sempre prevalecerá...eu não sou de frases feitas...minha tranquilidade é quem me dá inspiração...quando se tem respeito consigo mesmo...é lógico que ele é recíproco.

Inserida por beladonilo